Vida em República I - Situações estranhas | Universo Paralelo

Vida em República I - Situações estranhas

Por 13:41 5 comments
Morar em república é uma das alternativas mais baratas, senão a mais barata quando se escolhe estudar em outra cidade. 
No meu caso escolhi Frozen City (Foz do Iguaçu), uma linda e adorável cidade de fronteira, cheia de peculiaridades, vantagens e desvantagens. Em 30 minutos você pode estar tomando um café no fim da noite, 30 minutos mais tarde você pode estar na Argentina ou no Paraguay em uma festa e voltar para casa quase 24 horas depois. Nos últimos quatro anos passei por duas residências universitárias e três república s(mistas e masculinas) e no próximo ano talvez outras complementarão esta lista. A vida em república é rodeada de vários acontecimentos, nenhum dia é igual ao outro. Monotonia não existe, no lapso de uma hora você pode estar no se quarto jogado estudando, 30 minutos depois você pode estar numa festa. Tudo depende do seu ânimo e principalmente dos seus companheiros de casa. Nesse tempo, conheci amigos para a vida toda, “amigos” se tornaram inimigos mortais, me apaixonei por um dos meus companheiros de quarto, lidei com as mais variadas personalidades, convivi com hábitos estranhos e logicamente os meus foram estranhos para muitos. Adquiri aprendizados que só a vida em república poderia me proporcionar. Qualquer relação humana é rodeada de conflitos, com familiares não é fácil, imagina com cinco ou seis “desconhecidos” compartilhando uma casa. O dialogo é a melhor a melhor ferramenta para sobreviver em uma república. Tive pais e na maioria das vezes fui pai. Cada um vem como uma história de vida, que em alguns momentos se cruzam Aprendi que a minha noção de limpeza não a mesma noção dos meus companheiro de república, por isso foi necessário muitas vezes criar um padrão. Aprimorei minhas habilidades culinárias. Descobri o quão prazeroso é fazer a feira. É uma terapia escolher batatas e pensar nos problemas que você teve durante o dia. E o que não faltou nesse tempo foram situações estranhas, pra não dizer que algumas foram bizarras. Listei cinco situações fora do comum para mim.




Situação estranha Número I - Porno Lunch. 


Na primeira república que morei tinha um casal de namorados que transformaram a vida dos outros moradores num inferno. Viviam uma simbiose, um verdadeiro cosplay de Bananas de Pijamas. E o mais estranho eram os ruídos que os dois faziam durante a madrugada. Sempre tive curiosidade de saber o que “Mutante” fazia para a "Selvagem"rir tanto durante a madrugada. Quando não era risos eram gemidos. E isso foi o inferno para os moradores que estudavam no turno da manhã. Certo dia me preparando para almoçar, quando o casal "Mutante" e "Selvagem" entram no banho, até ai nada de estranho a não ser o fato do meu almoço ser embalado por gemidos, respiração ofegante e estalo de beijos. Só faltou tapas!


                                                                   
                        
  Qual a necessidade disso?







As casas no sul, geralmente não têm um isolamento acústico muito bom. "Mutantate" e "Selvagem" são fofos apelidos depois de um experimento com moscas feitos por uma das biologistas da república.


Situação estranha II - Pornot (Porno+Notebook)

Morei com um Boliviano por uns 8 meses. Nesse tempo, tentei a todo custo ajudá-lo aprender português, a ter um pouco de habilidade com os afazeres domésticos, a não ser tão irresponsável e achar que tudo é festa. Ele foi um filho que tive sem querer, me ensinou muitas coisas. Acho que levo jeito para ser pai. Um certo dia o notebook dele estragou e aproveitando que eu estava saindo de casa pediu o meu emprestado. Quando voltei, fui pegar meu no de volta, até ai nada demais, a não ser a surpresinha que ele deixou para mim. Quando abro o note, noto um respingo porra na tela e o teclado sujo. 



Ele não teve tempo de limpar, ou melhor teve sim, porque quando bati na porta quarto, ele demorou a abrir. Se demorou tanto, custava limpar? Era alguma mensagem subliminar que ele queria me deixar?




Situação estranha III - Sex Phone

No primeiro dia que cheguei na universidade fui direto para a moradia estudantil, por ser uma universidade nova quase não tinha alunos, o primeiro processo de seleção tinha acontecido seis meses antes, qualquer pessoa que chegasse tinha vaga "garantida" na moradia estudantil. Devidamente alojado, fui dormir a primeira noite longe de casa. Durante a madrugada acordo e tenho a infelicidade de escutar meu companheiro de quarto no final de uma sessão de sexphone. "Eu já gozei, você também, agora eu vou dormir". 



Eu não podia ter acordado 10 minutos depois? Não, se eu acordasse 10 minutos depois não seria eu.









Situação estranha IV: Live Porno


No tempo que morei nos alojamentos da universidade eu tive que compartilhar quarto com pessoas que nunca vi na vida. Ao começo isso foi estranho para minha mente paranóica, que imagina coisas do tipo: "E se ele me matar?" E se ele me estuprar? Com o passar do tempo me acostumei e adorei a ideia. Meus companheiros de quarto sempre tiveram suas namoradinhas e volta e meia elas apareciam para "dormir", ou apareciam quando eu já tinha dormido. Eu só dava conta quando eu acordava no outro dia ou quando cruzava com eles pelos corredores da universidade e ambos olhavam para mim com a cara: Será que ele ouviu algo?

Graças aos céus eu sempre tive um sono de pedra, depois que apago nada me acorda, a não ser as vezes que acordei com o forte cheiro de maconha entrando pela janela do quarto. Imaginar que alguém transou uno quarto, enquanto eu dormia me dá um certo nojinho. Custava me pedir para eu dar uma volta? 






Maridelo (Marijuana+ Pesadelo)
Na segunda residência universitária que morei meu vizinho de quarto cursavam antropologia, consumidores assíduos da "Mari", foram rara as vezes que passei em frente ao quartos deles e não senti cheiro de maconha. Como as janelas dos quartos eram muito próximas, as vezes a fumaça dos cigarros entrava no meu quarto. Numa noite me esqueci de fechar a janela. Acordei na madrugada em meio a uma névoa e cheiro muito forte de maconha, me sentindo um pouco estranho. 
Não sei se o fumo passivo de maconha é capaz de fazer alguém viajar, mas foi capaz de me despertar do meu sono de pedra.

Situação estranha VI :Porno Audio

Como já disse acima, a acústica das casas em Frozen city não é muito boa, geralmente são telhados ao estilo colonial, e os forros não são suficientes para isolar por completo os barulhos produzidos em cadac ômodo. Por esse detalhe arquitetônico, muitas vezes tive a infelicidade de escutar meus companheiros de república fazendo sexo. Essa situação não é nada excitante. Pelo menos para mim é muito desagradável, me dá um embrulho no estômago.

Na penúltima república que morei, teve um episódio que foi além do normal, a menina gritava tanto, que me perguntei várias vezes se ela não estava passando mal, morrendo ou sendo muito bem fodida. Foi algo similar a .Dark Fode.



E você, já vivei alguma situação semelhante?

Dominus

Autor

Poeira cósmica expressa no espaço-tempo.O que sou hoje, serei amanhã.

5 comentários:

  1. Morry! Hahahahahaha! Deu até "invejinha" dos teus causos... mas por sorte nunca vivi assim "em república" ou comunidade. "Por sorte" dos outros pois admito que sou uma criatura geniosa, voluntariosas e cheio de manias... hahahahaha! Ótimo teu post, guri! ;)

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    1. hehe...Esse são só a ponta do Iceberg.
      Quando os santos batem a convivência dá certo, apesar das geniosidades de cada um.

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  2. Ih, aqui na república acontecem causos direto.

    Tipo o menino que levava o note pra se masturbar no banheiro quando nao não tinha ninguém em casa, e se chegasse alguém enquanto ele estivesse lá dentro, ele deixava o note escondido atrás da lixeira pra ninguém ver ele saindo do banheiro com o note na mão.

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    1. Morei com um guri que fazia isso e outro que quando ia fazer o número 2, colocava música no celular, como se ninguém fosse perceber. Pessoas! [Adoro isso]

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  3. nunca morei em republica, acabei estudano em sampa mesmo... mas ja dividi "habitação" com outrras pessoas em viagens - mochileiro - e algum tempo casadinho... as estorias que vc contou são muito divertidas! mas não queria passar por elas! abraços!

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