Universo Paralelo: Vida
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Estava eu aqui quieto no meu canto, quando ontem pela manhã recebi uma chamada de uma empresa de seleção de pessoal de São Paulo. Estranhei! Por quê uma empresa de lá me ligaria?! A moça me falou de uma proposta de emprego para uma indústria na minha cidade. Aceitei porque há um tempo venho buscando estágio/trabalho e, empresas baterem à porta de alguém não é algo comum, ainda mais nos tempos da famigerada "Crise", a qual me recuso acreditar que exista por razões que não cabem aqui dizer. Depois de preencher um currículo no site da empresa, um pouco mais tarde a moça me retorna e marca a entrevista para o dia seguinte. Lá hoje fui eu. Tomei um susto pelo tamanho da empresa e por ser uma subsidiária de uma empresa mundialmente conhecida do ramo de maquinário pesado. Tive que assistir a um vídeo de apresentação da empresa e suas normas de segurança antes de entrar de fato na fábrica e dirigir-me à entrevista.

Aguardei vinte minutos na recepção até que fui convidado a dirigir-me a uma sala onde fui entrevistado por um senhor, que após ler meu currículo me disse: "Seu perfil é de uma pessoa intelectual, administrativo, que não vai de encontro com perfil necessário para ocupar a vaga. É uma pessoa que estuda, que corre atrás. Este é trabalho onde você terá de carregar peças, onde toda sua capacidade intelectual será desaproveitada. Você se frustrara facilmente. Por que você quer esse trabalho?"  Eu não poderia dizer o óbvio $$$$. Disse que tinha experiência para o cargo, embora esta experiência foi adquirida numa empresa, cujo ramo é completamente diferente e mais toda a ladainha que me foi ensinada a dizer em tais ocasiões nos diversos cursos de formação que tive. 

O recrutador me fez uma propaganda negativa absurda do cargo em questão, que por fim desisti. Diante de tal cenário não me restava outra. A empresa precisava de uma pessoa com baixa instrução, pois se ao me contratar correria o risco que eu não ficasse no posto nem por um mês, segundo o senhor recrutador. Duvido muito disso. Aprecio a sinceridade do moço em questão, que muito gentilmente me passou contatos de pessoas da empresa para que eu tentasse algo relacionado a minha área de estudo, porque a empresa possui laboratórios. Elogiou-me o máximo que pode. Não precisava porque eu não me debulharia em lágrimas diante de uma negativa.

 Resumindo a missa: Eu  realmente não entendo essa lógica perversa do capitalismo. Instrução de menos, não tem emprego,  instrução um pouco a mais, também não, instrução completa tem, mas não é fácil conseguir. Eu não consigo emprego nem em supermercado, empresas que sempre têm vagas. Não posso omitir meu superior incompleto porque vem sempre a pergunta? O que você fez de 2011 até hoje? Não tenho como inventar e tentar mentir para um psicólogo. Este é só um dos episódios que compõe a saga pela busca de estágio/emprego. Tenho passado por situações absurdas de outubro para cá. Às vezes tenho vontade de chutar o pau-da-barraca e virar hippie, ir vender minha arte em praças e praias da vida. De quê me serve  estudar fora o gosto pelo estudo?



                       


                    

Seguimos nos destruindo. Seguimos nos matando. Seguimos atentado contra a razão. (...) Que nós evoluamos. Que nós amemos. Que nós fodamos. Que nós troquemos os mísseis por consolos, as armas de destruição em massa por orgias descomunais. Deixemos de invadir países e comecemos a conquistar cus. Pratiquemos bondage e SDM ao invés de escravizar crianças. (...) Que os gritos de orgasmos substituam os gritos de fome e desespero. Fodamos sim! Fodamos e Fodamos! Acabemos urgentemente com esse pensamento hipócrita e cruel. Deixemos de nos escandalizarmos por ver nossos corpos nus enquanto aceitamos normalmente ver corpos mutilados. Façamos algo, não importa o que seja. Mas façamos, com urgência e sem desculpas, porque somente quando cada pinto/pila e cada buceta/crica seja respeitado, valerá a pena viver neste mundo.


Evolucionemos. Amémonos. Follémonos. Cambiemos los misiles por los consoladores. Las armas de destrucción masiva por orgía multitudinarias. Dejemos de invadir países y empecemos a conquistar culos. Practiquemos el bondange y la dominación en lugar de esclavizar a nuestros niños. (...) Que los gritos de cada orgasmo sustituyan los gritos de hambre y la desesperación. ¡Follemos sí! ¡Follemos y Follemos!. Acabemos ya con esta forma de pensar hipócrita y cruel. Dejemos de nos escandalizarnos al ver nuestros cuerpos desnudos mientras aceptamos ver cuerpos mutilados. Hagamos lo que sea, con urgencia. Sin excusas. Porque solo cuando cada polla y cada coño de este planeta sea respetado, valdrá la pena vivir en él.
                                       


2015 não foi o melhor de meus anos em grandes aspectos (saúde principalmente), mas posso dizer que muitos passos adiante foram trilhados, algumas situações que me agoniavam se encaminharam outras ainda falta muito a percorrer, outras necessitaram de grandes quantidades de energia para começarem a  ser resolvidas.

Desde de 2014 me encontrava perdido em relação ao futuro da minha vida profissional, em especifico sobre qual carreira seguir. Este ano acho que encontrei a ponta do fio da meada. Acho, simplesmente porque é um terreno incerto todavia, não posso afirmar com total certeza se encontrei a profissão que quero seguir e que ocupara grande parte de tempo da minha vida, porquê estou construindo os alicerces do que pode vir a ser várias carreiras. 

Em julho me matriculei em curso técnico em química, precisava fazer algo e tinha uma necessidade latente de voltar estudar. Não quis arriscar nenhuma graduação com tanta dúvidas pairando em minha cabeça, o resultado não poderia ser positivo como relatei em posts passados. Escolhi um curso técnico em química, me baseie nos melhores resultados das disciplinas que tive enquanto cursava Eng. no momento em que o escolhi.Posso dizer que gostei, continuo gostando e arrisco a dizer que foi uma escolha acertada e talvez será um forte indicativo sobre qual graduação seguirei após o término do curso. Também agradeço a uma pessoa que deixou um comentário neste sugerindo que fizesse este curso. Obrigado! 

Outro elemento que contribuiu para que me sentisse mais seguro quanto a minha escolha foi ter escutado em uma aula de psicologia organizacional neste semestre que nossas escolhas profissionais não surgem no momento em que nos matriculamos em um curso de graduação, mas são resultados de um processo compostos por experiências que podem começar na infância. Estar atento a esse aspecto é importante. Olhando para o passado, vejo que meu interesse pela química surgiu quando quando escutei a primeira vez a palavras elétron em um curso de de manutenção de computadores quando tinha 13. Desde então nutro grande interesse  por esta ciência. 

Agora enxergo clararamente como uma sucessão de experiências neste campo me levaram a onde estou hoje. Afirmo com total certeza que esta foi a melhor coisa que me ocorreu este ano. Estar em bancada de laboratório é algo super prazeroso.


Resoluções de Ano Novo


Como disse neste posto, há um bom tempo que não faço resoluções de ano novo, porque ao final não resulta em nada e raramente realizei aquilo que planejara. Mas este ano contrariando esse pensamento resolvi fazer porquê sim e não sei o porquê, simplesmente porquê sim e porque meu deu vontade. Não será nada surreal e aparentemente irrealizável dentro da rotina de um ocidental, (acredito eu),mas apenas necessidades urgentes em minha vida, as quais independem de uma ano novo para serem planejadas e implementadas e surgiram a partir de uma consulta médica algumas semanas e que há muito tempo as protelava. Não tive clima para implementá-las em 2015. Estou de férias e esse último mês me dei ao luxo de viver preguiçosamente. Quero aproveitar do espírito coletivo das pessoas que acreditam que mudanças ocorreram após os 10 segundos finais do dia 31. 

I. Voltar ao patamar de dois minutos de mente limpa, alcançados com meditação em 2012 e que o ritmo de vida corrida que iniciou-se com aquele ano fez com isso fosse perdido completamente.

II. Atividade física. Não quero depender de remédios para o resto da vinha vida para corrigir minhas deficiência de serotonina e dopamina. Segundo minha médica, atividade física regular auxilia na produção desses neurotransmissores e conseguem em algumas pessoas manter níveis regulares sem que necessitem recorrer a medicamentos. Espero ser uma dessas pessoas. 

Feliz 2016!!!


                                  





A vida anda tão corrida, que só agora percebi que estou no mês de Setembro e hoje é meu aniversário. Vida de gente grande deve ter estes momentos. Não sei se muita coisa coisa mudou desde este post há exato um ano, ainda não tive tempo refletir sobre, ou é cedo demais para notar alguma mudança. Mas não vou reclamar, porque o hiato que vivi nos últimos 12 meses chegou ao fim e as coisas começaram a melhorar; também estou disposto a enfrentar e exorcizar meus demônios, espero ser exitoso nesta tentativa.



Assim que me sobrar algum tempo, respondo os comentários.


Para todos os efeitos continuo a ter 22, não gosto de números ímpares.


     


Sinto falta  de vagar pelas ruas da Fronteira nas madrugadas, sem correr muitos riscos, talvez o único risco, era encontrar outros como eu. E por muitas vezes os encontrei nas esquinas, ou caminhando em direção oposta à minha. Nossos olhares entrecruzavam-se por alguns instantes, tempo suficiente para reconhecer a mesma vazão de sentimentos, que fazia-nos estar ali, a procura de respostas.

          Florece and the Machine- Seven Devils
         





Por mais paciente que eu seja, ainda não dominei a arte de conviver sem me irritar com mulheres no período pré-menstrual. Quando minha mãe está nesse período tenho de redobrar meu estoque de paciência para dar conta do recado. É difícil, como é difícil! Será que na menopausa melhora? 
Todo esse know-how que adquiri com a minha mãe foi fundamental para sobreviver em uma república mista. Era apenas olhar para a cara das meninas quando acordavam para saber o quão cuidadoso teria de ser com as palavras e atos durante uns três dias ou mais. Um A fora da linha pode resultar numa explosão descomunal.




        Anwar - Don't worry Be happy
      

*Por favor, não interpretem uma linha do que eu disse,como misoginia. 


Bahía de Asunción

Há um bom tempo que  não faço as tradicionais resoluções  para o próximo  ano. Nunca resultaram em nada, prefiro viver um dia  após o outro sem grandes planos. Para um ansioso o dia a dia é uma necessidade inexorável, já que a dose de ansiedade que nos move é um tantinho além da conta.  E Nesses 22 anos de estada por esse mundo aprendi que a vida é inconstante,  por mais que planejamos, dificilmente o resultado será o que prevíamos.
Na nochevieja do ano passado em Asunción eu nunca imaginária que trancaria meu curso e voltaria para casa dos meus pais, meus planos eram continuar na fronteira e  terminar  minha carreira.  Aqui estou.   Isso não quer dizer que eu não tenha sonhos/objetivos. Tenho sim,como qualquer outro relés mortal, mas para atingi-los prefiro  ir pé-ante-pé. E muito menos quero dizer, que "deixo a vida me levar", comodismo não é uma característica que se faz presente na minha vida por muito tempo.(no máximo por uma semana). 
Músicas e cheiros são referenciais dos momentos que vivi,  deixarei registrado uma lista de músicas carregadas de significados relacionados as minha vivencias neste ano, as que descobri também.   No mais, desejo um ótimo 2015 para todos que  passaram por aqui.

Aha py'ahu!  - (Ano novo em Guarani- Homenagem ao Paraguay, país que gosto muito)
 Feliz año nuevo!
   Happy new year!
       
Heureuse Année Nouvelle!

Das discos:  Os momentos mais intensos deste anos passei nesses lugares,com amigos na tríplice fronteira. 




As favoritas de 2014, que embalaram meus momentos de reflexão deitado olhando para o teto.



As descobertas Musicais

A Naifa, uma grupo português que eu classifico como o melhor Indie em língua portuguesa que já escutei. Obrigado, Leonel S. por ter compartilhado isso.

As preferidas são: A  Música e Queixas de um utente.







George Ezra, mais um músico britânico que entra para listas dos meu favoritos.






Röyksopp e The Irrepressibles entram  para a lista de bandas Indie intimistas favoritas.





Gosto de dias cinzentos, aguçam os  meus sentidos.


      Itabirito - Minas Gerais
Foto: Denys Willian


     British Music

     George Ezra - Budapest
     

     Bastille- Pompeii
     

     Arctic Monkeys - Do I wanna Know?
     

Provavelmente  não estudarei até março, e como já fiz a prova do Enem preciso de algo para me  ocupar e de quebra satisfazer meus desejos de consumo (Uma Nikon D3200 e umas viagens de semana). Depois de cinco anos é hora de voltar ao mercado e aproveitar a taxa de desemprego relativamente baixa de 5,6%, não será  uma tarefa difícil conseguir um emprego formal. Eu não precisaria nem procurar, bastava passar em frente um call center que me puxavam pelo braço como os obreiros da igreja universal fazem e as ciganas querendo ler sua mão.(Escutei durante dois anos dentro do ônibus de segunda a sexta-feira operadores de telemarketing reclamarem do seu trabalho. Não deve ser nada bom).
Outro ponto é preparar o saco e todo emocional para não surtar por todo tempo gasto no transito. Nossos gestores públicos continuam com suas lógicas de planejamento e desenvolvimento dos anos 50. Incentivos para que cada vez mais pessoas lotem as ruas com carros e os BRT's que são mais lentos que tartaruga, ainda tenho esperança em um dia que priorizem os meios de transporte em massa (Trilhos, por favor trilhos!), isso sim é desenvolvimento ancorado nos princípios de sustentabilidade. E como vivo é uma cidade provinciana que vive copiando as ações da prefeitura de Belo Horizonte(a capital do estado), o genioso prefeito resolveu fazer um BRT aqui também no Sítio das Abóboras (Deus, perdoe ele, pois  ele não sabe o que faz.).

Nos mais

     É criar uma boa relação com o despertador



    Ter todo autocontrole possível





    Pontualidade


    No fim tudo pode ser festa



  








Morar em república é uma das alternativas mais baratas, senão a mais barata quando se escolhe estudar em outra cidade. 
No meu caso escolhi Frozen City (Foz do Iguaçu), uma linda e adorável cidade de fronteira, cheia de peculiaridades, vantagens e desvantagens. Em 30 minutos você pode estar tomando um café no fim da noite, 30 minutos mais tarde você pode estar na Argentina ou no Paraguay em uma festa e voltar para casa quase 24 horas depois. Nos últimos quatro anos passei por duas residências universitárias e três república s(mistas e masculinas) e no próximo ano talvez outras complementarão esta lista. A vida em república é rodeada de vários acontecimentos, nenhum dia é igual ao outro. Monotonia não existe, no lapso de uma hora você pode estar no se quarto jogado estudando, 30 minutos depois você pode estar numa festa. Tudo depende do seu ânimo e principalmente dos seus companheiros de casa. Nesse tempo, conheci amigos para a vida toda, “amigos” se tornaram inimigos mortais, me apaixonei por um dos meus companheiros de quarto, lidei com as mais variadas personalidades, convivi com hábitos estranhos e logicamente os meus foram estranhos para muitos. Adquiri aprendizados que só a vida em república poderia me proporcionar. Qualquer relação humana é rodeada de conflitos, com familiares não é fácil, imagina com cinco ou seis “desconhecidos” compartilhando uma casa. O dialogo é a melhor a melhor ferramenta para sobreviver em uma república. Tive pais e na maioria das vezes fui pai. Cada um vem como uma história de vida, que em alguns momentos se cruzam Aprendi que a minha noção de limpeza não a mesma noção dos meus companheiro de república, por isso foi necessário muitas vezes criar um padrão. Aprimorei minhas habilidades culinárias. Descobri o quão prazeroso é fazer a feira. É uma terapia escolher batatas e pensar nos problemas que você teve durante o dia. E o que não faltou nesse tempo foram situações estranhas, pra não dizer que algumas foram bizarras. Listei cinco situações fora do comum para mim.




Situação estranha Número I - Porno Lunch. 


Na primeira república que morei tinha um casal de namorados que transformaram a vida dos outros moradores num inferno. Viviam uma simbiose, um verdadeiro cosplay de Bananas de Pijamas. E o mais estranho eram os ruídos que os dois faziam durante a madrugada. Sempre tive curiosidade de saber o que “Mutante” fazia para a "Selvagem"rir tanto durante a madrugada. Quando não era risos eram gemidos. E isso foi o inferno para os moradores que estudavam no turno da manhã. Certo dia me preparando para almoçar, quando o casal "Mutante" e "Selvagem" entram no banho, até ai nada de estranho a não ser o fato do meu almoço ser embalado por gemidos, respiração ofegante e estalo de beijos. Só faltou tapas!


                                                                   
                        
  Qual a necessidade disso?







As casas no sul, geralmente não têm um isolamento acústico muito bom. "Mutantate" e "Selvagem" são fofos apelidos depois de um experimento com moscas feitos por uma das biologistas da república.


Situação estranha II - Pornot (Porno+Notebook)

Morei com um Boliviano por uns 8 meses. Nesse tempo, tentei a todo custo ajudá-lo aprender português, a ter um pouco de habilidade com os afazeres domésticos, a não ser tão irresponsável e achar que tudo é festa. Ele foi um filho que tive sem querer, me ensinou muitas coisas. Acho que levo jeito para ser pai. Um certo dia o notebook dele estragou e aproveitando que eu estava saindo de casa pediu o meu emprestado. Quando voltei, fui pegar meu no de volta, até ai nada demais, a não ser a surpresinha que ele deixou para mim. Quando abro o note, noto um respingo porra na tela e o teclado sujo. 



Ele não teve tempo de limpar, ou melhor teve sim, porque quando bati na porta quarto, ele demorou a abrir. Se demorou tanto, custava limpar? Era alguma mensagem subliminar que ele queria me deixar?




Situação estranha III - Sex Phone

No primeiro dia que cheguei na universidade fui direto para a moradia estudantil, por ser uma universidade nova quase não tinha alunos, o primeiro processo de seleção tinha acontecido seis meses antes, qualquer pessoa que chegasse tinha vaga "garantida" na moradia estudantil. Devidamente alojado, fui dormir a primeira noite longe de casa. Durante a madrugada acordo e tenho a infelicidade de escutar meu companheiro de quarto no final de uma sessão de sexphone. "Eu já gozei, você também, agora eu vou dormir". 



Eu não podia ter acordado 10 minutos depois? Não, se eu acordasse 10 minutos depois não seria eu.









Situação estranha IV: Live Porno


No tempo que morei nos alojamentos da universidade eu tive que compartilhar quarto com pessoas que nunca vi na vida. Ao começo isso foi estranho para minha mente paranóica, que imagina coisas do tipo: "E se ele me matar?" E se ele me estuprar? Com o passar do tempo me acostumei e adorei a ideia. Meus companheiros de quarto sempre tiveram suas namoradinhas e volta e meia elas apareciam para "dormir", ou apareciam quando eu já tinha dormido. Eu só dava conta quando eu acordava no outro dia ou quando cruzava com eles pelos corredores da universidade e ambos olhavam para mim com a cara: Será que ele ouviu algo?

Graças aos céus eu sempre tive um sono de pedra, depois que apago nada me acorda, a não ser as vezes que acordei com o forte cheiro de maconha entrando pela janela do quarto. Imaginar que alguém transou uno quarto, enquanto eu dormia me dá um certo nojinho. Custava me pedir para eu dar uma volta? 






Maridelo (Marijuana+ Pesadelo)
Na segunda residência universitária que morei meu vizinho de quarto cursavam antropologia, consumidores assíduos da "Mari", foram rara as vezes que passei em frente ao quartos deles e não senti cheiro de maconha. Como as janelas dos quartos eram muito próximas, as vezes a fumaça dos cigarros entrava no meu quarto. Numa noite me esqueci de fechar a janela. Acordei na madrugada em meio a uma névoa e cheiro muito forte de maconha, me sentindo um pouco estranho. 
Não sei se o fumo passivo de maconha é capaz de fazer alguém viajar, mas foi capaz de me despertar do meu sono de pedra.

Situação estranha VI :Porno Audio

Como já disse acima, a acústica das casas em Frozen city não é muito boa, geralmente são telhados ao estilo colonial, e os forros não são suficientes para isolar por completo os barulhos produzidos em cadac ômodo. Por esse detalhe arquitetônico, muitas vezes tive a infelicidade de escutar meus companheiros de república fazendo sexo. Essa situação não é nada excitante. Pelo menos para mim é muito desagradável, me dá um embrulho no estômago.

Na penúltima república que morei, teve um episódio que foi além do normal, a menina gritava tanto, que me perguntei várias vezes se ela não estava passando mal, morrendo ou sendo muito bem fodida. Foi algo similar a .Dark Fode.



E você, já vivei alguma situação semelhante?
Caráter


                  


Eu tenho um irmão de 14 ano, quando criança eu gostava muito dele e acreditava que o hábito de mentir permaneceria na infância. Depois de quatro meses convivendo com ele após retornar a casa dos meus pais me deparei com uma pessoa desconhecida. As pessoas mudam, mas as mudanças que encontrei nele fizeram-fazem me distanciar. Não convivi com ele nos últimos quatros anos, mas pelo que os meus pais me disseram, que durante esse tempo - passaram e passam maus bocados.
Hoje posso dizer que não tenho saco, tempo e energia para suportar a total falta de respeito para com meus pais, a falta de hombridade, o desinteresse total pelos estudos, chantagens, mentiras (este último acredito seriamente que seja patológico, ele monta verdadeiros melodramas para tornar críveis suas mentiras), os roubos a meus pais. A ele não falta nada, muito pelo contrário tem até demais, e não dá nenhum retorno pelo que têm, e cada vez quer mais e mais. Roubar os meus pais é como dar soco no meu estômago, imagina no deles?! Para os meus pais isso não é o pior, mas as reprovações na escola que começaram a se acumular. Eu desisti do meu irmão, assim como meus pais já desistiram.
Adolescência é uma fase difícil, compreendo-a. No entanto, creio que nunca passei por ela, ou se passei não foi dentro dos moldes mais descritos que todo mundo conhece. Porém essa fase "conturbada" a meu ver não justifica "desvios de caráter". Eu e minha irmã tivemos a mesma criação que ele recebe dos meus pais, e nunca tivemos esse comportamento. Como a "mesma criação" pode conceber carateres tão distintos? Aqui faço uma coisa que geralmente não gosto de fazer, julgar as pessoas baseando em preceitos morais, mas honestidade é algo que não dá para abrir mão.) Diante deste cenário, eu me pergunto, caráter é transmitido durante a criação pelos pais, ou a pessoa nasce com ele escrito em seu ADN. Esse cenário e outros que já observei me fazem crer que a pessoa nasce com ele.
Pra você, caráter a pessoa nasce com ele, ou é transmitido pelos pais durante a criação?
  
                       



Morar próximo a parente pode ser bom, mas também pode ser um pesadelo. no meu caso morar na mesma rua que uma avó-tia e seis primos-tios sendo primo do meu pai, primo da minha mãe e tendo a mesma família por ambos os lados na maioria das vezes é um pesadelo.
Não entendeu? Eu também demorei um tempo para poder entender essa mistura, qualquer dia posto a árvore genealógica da minha grande "família". Sou de uma família onde a mediocridade de tomar conta da vida dos outros é praxe. Desconfio que seja genético. Embora eu os chame de família, eu os considero apenas como parentes. Para mim, família é quem eu convivo todos os dias embaixo do mesmo teto, ou seja, no meu caso: mãe, pai e irmãos. Dos meus parentes procuro manter uma certa distância, eu cá e eles lá. As coisas funcionam melhor dessa maneira. não gosto de pessoas dando pitacona minha vida. Não dou na deles, mas essa lógica só funciona para mim, porque eles infelizmente não têm essa percepção. Nessa Minha odisseia com a enxaqueca, resultado de uma insônia de mais de seis meses e ansiedade que já é carne na minha vida, fiquei incapacitado de fazer muitas coisas por mais de um mês, com um mau humor do cão que não dava trégua.
Qualquer coisa me irritava a ponto de me tornar um cão raivoso. Agora é fazer o uso de um antidepressivo por 40 dias e recuperar o equilíbrio químico do cérebro. Eis que no último fim-de-semana, recebo a visita de uma tia e da minha avó paterna, vieram saber como eu estava. Como minha mãe não estava em casa, tive que fazer sala (coisa que detesto fazer para pessoas que não tenho muita intimidade). Até ai nada demais, por mais que eu seja anti-social com parentes fiz a lição de casa muito bem, os recebi como toda hospitalidade mineira, como manda o figurino. E, como não era de se estranhar, ei que surge o conselho que sempre fizeram: “Você deve procurar Deus, sair de casa, participar dos grupos da igreja”.
O mesmo discurso que fizeram quando desenvolvi uma depressão com TOC aos 14 anos, disseram que eu não deveria tomar remédios e frequentar psicólogos e psiquiatras, mas sim procurar Deus, como se minha doença fosse um castigo divino por não viver vida espiritual que eles vivem.


Ainda bem que meus pais não têm esse pensamento radical como minha tia e minha avó.


Eu perdoo a ignorância, são pessoas que foram criadas dentro de uma moral religiosa no século passado, não tiveram acesso à informação que dispomos hoje. Mas o que eu não perdoo é ignorarem meu posicionamento espiritual, que deixei claro desde muito cedo, quando ir a missa já não fazia o mínimo sentido para mim. Não preciso e não vejo necessidade de frequentar igrejas. Os moldes das religiões cristãs nunca fizeram sentido para mim. Nunca gostei da possibilidade que alguém me dissesse como eu tenho que viver a minha vida se baseando num livro sagrado. Por ter essa visão sobre religiões desde cedo, esse nunca foi um elemento direto que impediu a minha aceitação como gay, mas sim, o preconceito social. Lembro que quando fui batizado aos quatro anos, mordi a mão do padre. Não era para menos, no frio do mês de Junho me acordam cedo pra jogarem água fria na minha cabeça, essa foi a única reação que aos três anos eu pude ter. Lembro-me de ser obrigado pela minha mãe a ir no catecismo. Como eu odiava! Tentaram que eu fosse aos 7, não deu certo, aos 8, não deu certo. A minha revolta por ser obrigado a ir resultou na liberação de todo meu maquiavelismo e deboche. Lembro que na época da páscoa a catequista pediu pra que desenhasse a ressurreição de cristo. Desenhei Jesus pulando de um telhado de uma casa, com direito a muito sangue como a cena de um suicídio assim tem.
 

Pode parecer desrespeito a religião alheia, mas é uma demonstração do que acontece quando se ignora as vontades de uma criança.¹ A última tentativa dos meus pais, por pressão da minha avó, que é uma beata, foi aos dez anos, depois de dois sábados eu bati o pé e disse: - Não me obriguem a fazer nada que eu não queira! 
Não gosto de uma religião que não permite a emancipação do meu ser. Não nasci para ser domado e controlado com medo de não ter salvação. Se você não crê em Deus não será salvo! (O mundo seria melhor se as pessoas vivessem sua fé em privado e a partilhassem apenas com seu pares.) Lembro-me dos olhares de pena e espanto que recebi todas as vezes que disse que não era cristão. Lembro-me das tentativas frustradas de muitos de me levarem para igreja. Eu não me lembro de tentar fazê-los desacreditar no Deus deles. É muito difícil viver em uma sociedade que a intolerância religiosa é tão grande tanto para religiões minoritárias, tanto quanto parar quem não tem religião. Acredito em Deus, mas não no Deus cristão, que pune, que castiga. A maioria dos problemas das pessoas são elas que os criam, e somente elas que podem resolver, não Deus. Não quero salvação, quero viver a única vida que sei que tenho, quero morrer e saber que fui feliz em todas as minhas decisões, quero saber que com a minha vida não prejudiquei meu semelhante. Esta é a minha "religião". Mas essa decisão nunca foi respeitada por completo pelos meus pais. Não me obrigaram a ir ao catecismo, mas volta e meia sempre escuto: “Você precisa de Deus”. Só me resta paciência, e conviver com situações que não posso mudar.




Deitado, olhando para o teto, embalado pela voz suave e lúdica de Natalia  Lafoucarde tomo coragem para ir buscar e abrir  o resultado de uma tomografia. Um mês, sem o órgão que mais gosto funcionando perfeitamente. Um mês, de crises sucessivas de enxaqueca. Não poder ler, escrever, pensar a todo vapor é uma tortura. Sempre acreditei que em toda situação ruim é possível extrair algo positivo. Nesse um mês de molho repensei hábitos, situações, me motivei. Resolvi dar um basta nessa crise depressiva, que pouco a pouco toma conta de mim, desde que voltei para casa dos meus pais. Nesse tempo, descobri que as oito, dez horas que eu  passava na frente uma tela de computador  só fizeram piorar meu quadro. Esse desequilíbrio químico, chamado enxaqueca me mostrou isso. Solo me queda mantener la calma y seguir adelante.
               

Spotify é vida!
                                   
                                               
"O verdadeiro lugar de nascimento é aquele em que lançamos pela primeira vez um olhar consciente sobre nós mesmos." (Marguerite Yourcenar)

Hoje, considero que cumpro 22 e 3 anos de vida. Dois nascimentos, um quando eu viera ao mundo e outro quando lancei um olhar consciente sobre mim, quando tomei conhecimento da minha existência no espaço-tempo.

Às vezes sinto falta da ingenuidade da infância. Perdê-la foi uma das maiores dores que já experimentei, foi capaz de abalar todas as estruturas do meu ser. Ver como o mundo me enxergava foi doloroso. A primeira decepção com o bicho homem. Sinto falta da leveza de uma vida sem responsabilidades na adolescência – minhas únicas preocupações eram estudar e pensar, e ao mesmo tempo, tenho pânico quando lembro do um milhão de dúvidas que pairavam na minha mente.
Lembro do primeiro êxtase, aos 3 anos - dependurado pela camisa numa cerca sobre um barranco de 10m, eu fitava o horizonte, e ao fundo ouvia os gritos desesperados da minha mãe.


Lembro de um presente aos 4 anos - ganhei uma cesta cheia de pão de queijos da minha avó. Até hoje posso sentir o sabor e encanto daquele presente.


Lembro da primeira aula aos 6 - eu observava tremulo o ambiente desconhecido, e tracejava timidamente algumas letras no papel.


Lembro da primeira leitura também aos 6 - queria ler o mundo... Até hoje quero.


Lembro do primeiro beijo triplo aos 7, com duas gêmeas que me agarraram a força. Atordoado, não entendi o que era aquilo.


Lembro da minha primeira excitação aos 11 - eu observava um homem, que se destacava na multidão da avenida. Eu me excitei e não quis entender o que passara.


Lembro do primeiro orgasmo aos 12 - descobrindo o meu corpo.


Lembro do primeiro beijo aos 14 - seu nome era Rosa - envergonhado, tentei esconder minha excitação.


Lembro do primeiro suicídio aos 15 - foram 8 comprimidos, acordei 8 horas depois numa manhã ensolarada.


Lembro da primeira vez que sai de casa aos 18 -  durante uma semana estive nas entranhas da vida. Uma semana depois eu soube que havia nascido pela segunda vez.


Lembro do primeiro beijo  aos 19 - Tremulo, eu me entreguei.


Lembra da primeira paixão aos 20 - Eu não entendia porque ele não saia do meu pensamento.


Lembro do segundo êxtase aos 20 - Conversas com macacos falantes, habitantes de universos paralelos.


Lembro da primeira dor de amor aos 20 - Ele não sentia o mesmo - nesse momento eu pairei no ar... Ali não existia chão.


Lembro do segundo bolo de aniversário aos 20 - No meu aniversário de um ano ele quis fazer uma surpresa, mas minha falta de feeling atrapalhou tudo. Fiquei muito feliz.


Lembro de compreender filos aos 21 - O sublime amor por amigos - em despedidas eu descobri o quanto eu os amo.

Lembro....
Lembro do primeiro amor, aos 21 - A paixão se foi, mas resta carinho, ternura... Até hoje não entendo o porquê.


Aos 22 eu descobri que nem tudo precisa ser compreendido, viver satisfaz qualquer necessidade de compreensão. Esse é o sentido da vida, VIVER.

Pode parece saudosismo, mas gosto dessas lembranças, me fazem esboçar um sorriso bobo, um sorriso por saber, que muito já foi vivido, e que este muito, não é quase-nada.
Lançar um olhar sobre as memórias que chamamos de passado, me faz enxergar todas as etapas que passei, que resultaram no ser que sou hoje.
Há três anos eu comecei a formar as bases da minha personalidade da vida adulta e a construir um ser autônomo. Dizer isso, não é desconsiderar o que foi vivido antes, mas reconhecer como um período de gestação, do ser que cresce hoje.
Conquistei muitos sonhos, outros ainda estão por vir, mas nada se desenrola como planejamos em nossa mente; ir parar numa cidade do extremo oeste, me fez entender muito bem essa máxima, eu nunca imaginei até então que iria tão longe, viver uma experiência tão diferente da que eu havia planejado. A vida é sinuosa, como uma estrada cheia de curvas, nunca sabemos o que nos espera na próxima curva, ou quanto tempo permaneceremos na mesma direção.
Duas graduações interrompidas, embora sem nenhum diploma, me sinto realizado. Aprendi muito. Todavia sigo na busca da minha “vocação” para sobreviver a fera capitalista. Passamos a maior parte da nossa vida trabalhando, quero passar todos esse tempo fazendo algo prazeroso.
Hoje, a vida me parece mais fácil, aprendi a duras penas, que o quanto mais fizermos o uso do diálogo, mais simples a vida se torna. 



Aos 22 anos caminho livre, liberto de muitas amarras, outros nós ainda esperam para serem desatados. Caminho com poucos pesos sobre mim, confiante, mas temoroso.





Um tempo atrás cai em um desafio no Facebook, no qual você tinha de dizer 17 coisas sobre você. Nunca fui muito fã de desafios, porém esse me chamou atenção, pois é um ótimo exercício de auto-analise e autoconhecimento. Já dizia Sócrates: "Conhece-te a Ti mesmo e conhecerás todo o universo e os deuses, porque se o que procuras não achar primeiro dentro de ti mesmo, não acharás em lugar algum".

Ai vai!