Universo Paralelo: Alice
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Nos últimos dias me sinto bloqueado emocionalmente, não completamente bloqueado. Um estado indefinido. Nenhum substantivo o nomeia.
 Músicas me acompanham. Algumas acalmam,  algumas golpeiam insistentemente a mente com seus refrões.  
Entre Carrow, Jung e Campbell uma pergunta renitente açoita minha mente: Quem é você?  Eu não sei!  Eu tento olhar para dentro, mas o medo do que verei é maior e vacilo covardemente ou instintivamente porque talvez não seja o momento certo.  Existe momento certo?
Não é sobre nome, gostos, idade, RG. É sobre tudo e sobre nada. Sim, Nada! Nada e puro nada. Talvez eu não seja nada, contrariando qualquer tratado cartesiano. É sobre ser, que não sei  quem é, como é , que talvez exista ou  não exista  ou precise ser re-des-construído. 


Alices's quotes I, II e III "significados". 'Quem é você?' é uma pergunta enigmática capaz de retirar de órbitas corpos ina/animados. Pode parecer ser simples a um olhar desapercebido, mas  que cedo ou tarde toma nossa atenção, de simples passa a intricada, descortiná-la pode levar uma vida ou várias. Vale a pena? 

 
             








[..] Alicia casi se había olvidado de la Duquesa, y tuvo un pequeño sobresalto  cuando oyó su voz muy cerca de su oído.
«Estás pensando en algo, querida, y eso hace que te olvides de hablar. No puedo decirte en este instante la moraleja de esto, pero la recordaré en seguida».
«Quizá no tenga moraleja». -- se atrevió a observar Alicia.
«¡Calla, calla, criatura»! -dijo la Duquesa

« Todo tiene una moraleja, sólo falta saber encontrarla».
[...] «y la moraleja de esto es... «Oh, el amor, el amor. El amor hace girar el mundo».
«Cierta persona dijo  que el mundo giraría mejor si cada uno se ocupara
de sus propios asuntos».  -- rezongó Alicia.
«Bueno, bueno. En el fondo viene a ser lo mismo». 
«Y la moraleja de esto es...: Cuídate del sentido que las rimas cuidarán de sí mísmas». -- dijo la Duquesa.



A esta altura tinha-se esquecido totalmente da Duquesa, e teve um leve sobressalto quando ouviu a voz dela em seu ouvido:
“Você está pensando em algo, minha querida, e isso faz você se esquecer de falar. Não posso lhe dizer agora qual a moral disso, mas daqui a pouco me lembrarei.”
“Talvez não tenha nenhuma”,Alice arriscou-se a observar.
“Ora, ora, minha criança!” disse a Duquesa. “Tudo tem uma moral, basta saber encontrá-la.”
[...] a moral disso é... ‘O amor, o amor que faz girar o mundo!’”
“Ouvi alguém dizer”, murmurou Alice, “que isso ocorre quando cada um cuida de seus próprios interesses!”
“Exatamente! Quer dizer a mesma coisa” [..] “e a moral disso é... ‘Cuide dos sentidos, que os sons cuidarão de si mesmos.’”




                         









"Eu não sabia que gatos de Cheshire  sempre sorriem; para dizer a verdade, eu não sabia que gatos podiam sorrir." 
"Todos podem", disse a Duquesa, " a maior parte o faz."  
"Não conheço nenhum que o faça", disse Alice muito polidamente. 
"Você não sabe de muita coisa", disse a Duquesa, "esta é a verdade."

[..] Alice tomou um susto ao ver o gato de Cheshire sentado num galho de árvore poucos metros adiante. O gato apenas sorriu ao ver Alice. 
"Gatinho de Cheshire, você poderia me dizer por favor qual o caminho para sair daqui?"
"Depende muito de onde você quer chegar." disse o gato. 
"Não me importa muito onde", foi dizendo Alice. 
"Nesse caso não faz diferença por qual caminho você vá", disse o gato.
"Desde que aqui chegue a algum lugar". Acrescentou Alice, explicando.
"Oh, esteja certa de que isso ocorrerá, desde que você caminhe bastante." 

"Mas eu não quero me encontrar com gente louca." Observou Alice.

"Oh, não se pode evitar" [...] "Todos são loucos por aqui. Eu sou louco. Você é louca." 

"E como sabe que eu sou louca?"

"Você deve ser ou então não teria vindo aqui".




              

Tunel Asiatique por Nicolas Malinowsky 


[...] Ai, meu Deus! Como tudo está esquisito hoje! E pensar que ontem tudo estava normal . Será que eu mudei durante a noite? Vamos ver: eu era a mesma quando levantei essa manhã? Estou quase me recordando que me sentia um pouquinho diferente. Mas, seu eu não sou mais a mesma, a pergunta é: 'Quem afinal sou eu?' Ah, ai é que está o problema!".