Universo Paralelo: Reflexões
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Dias atrás, presos no trânsito observo pela janela do ônibus passar pela calçada um casal de um menino e uma menina abraçados. Dois minutos mais tarde passa outro, dessa vez, eram dois meninos de mãos dadas.
Na  fileira de cadeiras atrás da que eu estava  iam duas gueis sentadas,  que observaram também as duas cenas  e disseram   algo sobre a  segunda:

  — Bicha I: 'Cê viu essa  pouca vergonha?!
 Bicha II: Vi!
— Bicha I: Depois apanham e é com razão!




Impressiona-me a quantidade de gays que perpetuam a homofobia imposta pela sociedade inconscientemente. Se fosse apenas um caso isolado pouca ou nada me espantava, mas esse discurso está presente na cabeça de muitos gays.
Eu fico feliz em todas as vezes em que vejo cenas como essa. Seja de gurias e gurias, seja de guris e guris, pois não são tão comuns. Sinto também uma pontinha de inveja. Queria ter aos 14,15 minha sexualidade resolvida, com essa idade eu apenas me anulava tentado esconder quem  sou.

Visibilidade querendo ou não provoca aceitação. Se não a faz, não há razão para reprimir quem a faça. O que venho observado também,  é que gays têm grande facilidade de oprimir, genderfluids e pessoas não-binarias que o digam, já que são o novo cachorro morto que gays chutam por ai, definindo como moda e comportamento oriundo do Tumblr.  Sou muito inocente ao pensar que ser parte de uma minoria é  condição sine qua non para se ter empatia?
"Quando a educação é libertadora, o sonho do oprimido é ser opressor", já dizia Paulo Freire.
Empoderar-se enquanto indivíduo de uma minoria social é preciso, pois ser parte de uma minoria  é um ato político que deve ser levado a cabo. Isso não quer dizer levantar a bandeira do arco-íris em praça pública,  o que muitos confundem, contestam,  e não fazem ideia do que falam em contra sobre levantar bandeiras, o que é  estar consciente do papel que representa enquanto membro de uma minoria social.


MC Linn  faz parte "dos cachorros-mortos chutados por gays".

        Mc Linn da Quebrada Mulher ( Uma lacre de música)
        
Estava eu aqui quieto no meu canto, quando ontem pela manhã recebi uma chamada de uma empresa de seleção de pessoal de São Paulo. Estranhei! Por quê uma empresa de lá me ligaria?! A moça me falou de uma proposta de emprego para uma indústria na minha cidade. Aceitei porque há um tempo venho buscando estágio/trabalho e, empresas baterem à porta de alguém não é algo comum, ainda mais nos tempos da famigerada "Crise", a qual me recuso acreditar que exista por razões que não cabem aqui dizer. Depois de preencher um currículo no site da empresa, um pouco mais tarde a moça me retorna e marca a entrevista para o dia seguinte. Lá hoje fui eu. Tomei um susto pelo tamanho da empresa e por ser uma subsidiária de uma empresa mundialmente conhecida do ramo de maquinário pesado. Tive que assistir a um vídeo de apresentação da empresa e suas normas de segurança antes de entrar de fato na fábrica e dirigir-me à entrevista.

Aguardei vinte minutos na recepção até que fui convidado a dirigir-me a uma sala onde fui entrevistado por um senhor, que após ler meu currículo me disse: "Seu perfil é de uma pessoa intelectual, administrativo, que não vai de encontro com perfil necessário para ocupar a vaga. É uma pessoa que estuda, que corre atrás. Este é trabalho onde você terá de carregar peças, onde toda sua capacidade intelectual será desaproveitada. Você se frustrara facilmente. Por que você quer esse trabalho?"  Eu não poderia dizer o óbvio $$$$. Disse que tinha experiência para o cargo, embora esta experiência foi adquirida numa empresa, cujo ramo é completamente diferente e mais toda a ladainha que me foi ensinada a dizer em tais ocasiões nos diversos cursos de formação que tive. 

O recrutador me fez uma propaganda negativa absurda do cargo em questão, que por fim desisti. Diante de tal cenário não me restava outra. A empresa precisava de uma pessoa com baixa instrução, pois se ao me contratar correria o risco que eu não ficasse no posto nem por um mês, segundo o senhor recrutador. Duvido muito disso. Aprecio a sinceridade do moço em questão, que muito gentilmente me passou contatos de pessoas da empresa para que eu tentasse algo relacionado a minha área de estudo, porque a empresa possui laboratórios. Elogiou-me o máximo que pode. Não precisava porque eu não me debulharia em lágrimas diante de uma negativa.

 Resumindo a missa: Eu  realmente não entendo essa lógica perversa do capitalismo. Instrução de menos, não tem emprego,  instrução um pouco a mais, também não, instrução completa tem, mas não é fácil conseguir. Eu não consigo emprego nem em supermercado, empresas que sempre têm vagas. Não posso omitir meu superior incompleto porque vem sempre a pergunta? O que você fez de 2011 até hoje? Não tenho como inventar e tentar mentir para um psicólogo. Este é só um dos episódios que compõe a saga pela busca de estágio/emprego. Tenho passado por situações absurdas de outubro para cá. Às vezes tenho vontade de chutar o pau-da-barraca e virar hippie, ir vender minha arte em praças e praias da vida. De quê me serve  estudar fora o gosto pelo estudo?



                       


                    

Seguimos nos destruindo. Seguimos nos matando. Seguimos atentado contra a razão. (...) Que nós evoluamos. Que nós amemos. Que nós fodamos. Que nós troquemos os mísseis por consolos, as armas de destruição em massa por orgias descomunais. Deixemos de invadir países e comecemos a conquistar cus. Pratiquemos bondage e SDM ao invés de escravizar crianças. (...) Que os gritos de orgasmos substituam os gritos de fome e desespero. Fodamos sim! Fodamos e Fodamos! Acabemos urgentemente com esse pensamento hipócrita e cruel. Deixemos de nos escandalizarmos por ver nossos corpos nus enquanto aceitamos normalmente ver corpos mutilados. Façamos algo, não importa o que seja. Mas façamos, com urgência e sem desculpas, porque somente quando cada pinto/pila e cada buceta/crica seja respeitado, valerá a pena viver neste mundo.


Evolucionemos. Amémonos. Follémonos. Cambiemos los misiles por los consoladores. Las armas de destrucción masiva por orgía multitudinarias. Dejemos de invadir países y empecemos a conquistar culos. Practiquemos el bondange y la dominación en lugar de esclavizar a nuestros niños. (...) Que los gritos de cada orgasmo sustituyan los gritos de hambre y la desesperación. ¡Follemos sí! ¡Follemos y Follemos!. Acabemos ya con esta forma de pensar hipócrita y cruel. Dejemos de nos escandalizarnos al ver nuestros cuerpos desnudos mientras aceptamos ver cuerpos mutilados. Hagamos lo que sea, con urgencia. Sin excusas. Porque solo cuando cada polla y cada coño de este planeta sea respetado, valdrá la pena vivir en él.


Não faz parte dos cânones das canções populares que as pessoas solitárias e em estado mais ou menos grave de carência emocional se sentem em frente aos seus computadores domésticos, em vez de se deitarem a ouvir na escuridão a chuva a bater na janela, enfiem um CD qualquer no leitor de CDs, e se liguem às salas de chat, na esperança um pouco patética e desesperada de encontrar alguém, que goste igualmente de cinema, de jazz, de romances norte-americanos e poetas portugueses, com quem passar um bom bocado de conversa, que pode vir a culminar num café para se conhecerem, ou mesmo num cinema, de quem se tornem ‘amigos ou algo mais’, ou mesmo na esperança, ainda mais patética e desesperada, de duas horas de urgência e calor que acabem em manchas no lençol (...)     Miguel Botelho. Elvis sobre a Baía da Guanabara e Outras Histórias. Conto: Quatro Canções. (p. 484-486). 2013. INDEX ebooks.


Ler este trecho deste conto rapidamente me remeteu ao filme argentino Medianeras, em Português:'Buenos Aires na era do Amor digital'.  É um retrato da vida e lógica dos relacionamentos na era digital nas grandes metrópoles. O sentir-se só rodeado por milhões. O contexto pode ser transferido a qualquer metrópole do mundo ocidental. O filme marca pela simplicidade e crueza dos diálogos, algo característico da robotização  das relações contemporâneas.  

                              


  
       



Medianeras em livre tradução é o mesmo que paredes sem janelas, divisões.  O filme está disponível no catalogo da Netflix.










Voltar ou não voltar a usar apps de pegação? Estou num celibato a um ano, por opção, por falta de libido (remédios) e por ter me cansado de usar esses apps. Essa semana fiz um teste, instalei um app e comecei a receber mensagens, teclei com alguns, rejeitei outros, me surpreendi com a quantidade de agentes da CIA e KGB. As bichas mineiras adoram a palavra sigilo, nada contra, cada um sabe de si, né non?


Ao final eu queria tentar encontrar "amigos", alguém da comunidade para conversar sem segundas intenções. Meus amigos gays estão todos no Paraná, e não ter alguém para falar em bichês às vezes faz falta. Acredito que possa ser possível encontrar amigos por essas vias, porque tenho um grande amigo que veio por meio de apps. Por outro lado, observei o tempo em que gastei, por volta de 3 horas. Teclei com quatro caras, e não deu em nada, só pessoas interessadas em sexo puro e duro. Três horas é tempo demais para se perder diariamente, e eu deveria tê-lo aplicado a minha pesquisa. Por outro lado, ainda tenho mais de um ano aqui em Minas, e a dúvida é: insistir na busca, ou esperar que esses amigos surjam dos círculos sociais que tenho participando? Ainda não sei, mas as bixas destes círculos são muito ressabiadas e eu sou introspectivo. Acho que não rola. 


Engatar outra série ou não? American Horror Story não conta, já é hábito. Acabei Breaking bad há uma semana, comecei, assisti-la em 2010 e entrou para a lista das melhores, senão a melhor das séries que já vi até hoje. Fez-me pensar nos limites do ser humano do primeiro ao último episódio. A apesar de toda educação moral e conduta que a sociedade nos impões, quando nos encontramos em um beco sem saída esse valores podem cair por terra. Ninguém é revestido de toda moralidade e ética que não possa ser corrompido. Sem dúvidas, é uma série que gera muitas reflexões, é preciso digeri-la. Gosto de assistir e ler coisas que me forcem a isto.

¿Qué leer? Leer aventuras de Alicia en el País de las Maravillas, Memorias póstumas de Blas Cubas o tratar de terminar "Yo y el inconsciente de Jung? Lee Jung es muy difícil, especialmente cuando se trata de un libro hecho de los trabajos presentados en las conferencias. Creo que he leído 10 libros para todas las idas y vueltas que hice para entender los conceptos y el pensamiento de Jung. Todavía estoy en el medio. Al final, este libro se ha convertido en un reto, leerlo hasta el final.


Ainda existe MPB como gênero musical? Não acredito, talvez tenha morrido nos 90 e ter dado alguns suspiros no inicio dos 2000. Vejo mais do mesmo, cantoras com vozes parecidas, quase sempre acompanhadas de um violão. Gosto do cenário indie independente que tenho descoberto nos últimos anos. Há musica de qualidade sendo produzida, dificilmente seriam tocadas em rádios, se não fosse a internet ninguém as conheceria, já que os meios de comunicação no Brasil voltam seu aparato para o gosto musical massivo, homogêneo, efêmero e por vezes cíclicos. Tenho garimpado muitas coisas na cena indie, tenho gostado do resultado. Esta crítica não é por não gostar do sertanejo universitário, mas é tanta gente ouvindo a mesma coisa, que me causa um certo incomodo por tantas vezes ter meu ouvido bombardeado por isso.


       God Knows I Tried - Lana Del Rey

          




Quanto mais conheço o “mundo gay”- leia-se: homossexuais masculinos cisgêneros, o mais longe possível quero estar. É um concentrado de machismo e misoginia não encontrado em nenhum outro grupo social, como em estas proporções. 

Ser gay não é sinônimo de sentir nojo de vagina. - Para muitos, dizer isto é atestar para outrem que são gays. Eu nunca precisei dizer que tenho nojo do corpo de uma mulher para saber que sou gay. Mulheres são ensinadas desde muito cedo a ter nojo do seu corpo. Corroborar esse conceito é dizer  a mulheres que seus corpos são nojentos.
Ser gay não é sinônimo de culto ao pênis. -- A condição homossexual não está atrelada ao gosto por um órgão sexual. Há  homens gays por aí que não tem pênis.

Ser gay não é sinônimo de aversão ao feminino. -- Há milênios o feminino é subjugado nesta sociedade patriarcal em que vivemos. Aproximar-se ou remeter ao feminino é execrável. Segregar gays afeminados e mulheres não nos fará sermos mais ou menos aceitos. Gays afeminados não são palhaços, muito menos uma paleta de cores para trazer colorido à vida. Isso é uma questão de personalidade. Atribuir-lhes essa função, é objetificá-los e desumanizá-los, e comportamento expansivo não é exclusividade de gays.

Gay, bicha, desviado, transviado, viado, homossexual masculino são sinônimos. Não há diferença entre estes termos, embora, para muitos a alcunha de bicha é ultrajante, porque bicha é um nível máximo do ser gay. “Seja gay, mas não seja bicha ou viado.” Mas no fim das contas, para a sociedade héteronormativa  a diferença entre um gay que se enquadra no estereótipo de bicha e um que não se enquadra é inexistente. Pensar e agir desta forma em busca de uma possível aceitação, é dar um tiro no pé. É ajudar a manter o mantra do preconceito  que nos atinge, cuja raiz, está no modelo de sociedade em que vivemos. 

        

Este boçal conseguiu se superar em nível de boçalidade. Se possível é, ser mais ou menos boçal. Fazer vídeos falando sobre homofobia, perfeito! Vamos acabar com o preconceito que me atinge. Fazer um vídeo repleto de misoginia eu posso, porque estou em meu direito de fazer humor com o que quer que seja. Fodam-se os demais, porque essa noção de preconceito e opressão só se aplica ao que me atinge. Não estou perpetuando a misoginia, estou fazendo humor e entretenimento. Essa coisa de politicamente correto é chato e enche o saco.
Pimenta no cu dos outros é refresco! Existe limite para o humor, ao contrário do que muitos pensam. A maioria dos que criticam o politicamente correto não fazem noção do que seja o politicamente correto, porque querem manter o direito de exercer seu preconceito transvestido de humor livremente, e não importa se este "humor" oprime e fere a dignidade alheia. 

Este vídeo reflete o que 99% dos gays(exagero meu esses 99%) pensam sobre mulheres lésbicas, por esses e pelos ditos acima, eu desejaria não fazer parte deste coletivo.














Eu não consigo entender a importância que o mundo dá a essa  esse cerimônia. É realizada no E.U.A, para premiar quase que exclusivamente filmes de lá, embora exista uma categoria para filmes estrangeiros que não tira em nada  caráter nacionalista da evento.   Outra coisa, é a qualidade dos filmes estadunidenses   do últimos tempos, uma reciclagem de scripts que faz você deduzir o final dos filmes logo no início.

   
Dirección / Direction: Santiago 'Bou' Grasso
Idea: Patricio Plaza
Animación / Animation: Santiago Grasso / Patricio Plaza
Argentnina, 2011.






  

Não vi nada demais nesse clipe que justificasse todo esse afã das beshas no facebook.
        Tulipa Ruiz  - OK
          



                                            Tudo!
                                            Tanto que falta para chegar no ponto
                                            Tanto que falta para ficar ok
                                            Tanto que falta para chegar no ponto
                                            Tanto que falta para ficar ok
                                            Tanto que falta para chegar no ponto
                                            Tanto que falta para ficar...






                          




O que você faria primeiro após recobrar a consciência  depois de sofrer um acidente de carro?

Eu ligaria para Corpo de Bombeiros, Samu, polícia ou o  escambau.

A moça da imagem acima fez o improvável, tirou várias selfies ensaguentada e as postou com legendas pedindo socorro. 


Esses dias, assistindo alguns live de alguns cantores eu reparei a quantidade tão grande de pessoas com celulares no alto, filmando/ gravando os shows. Daí eu me pergunto, qual o sentido de ir em um show para passar a maior parte do tempo com as mãos para o alto segurando um celular?! Eu duvido muito que todos os seres humanos consigam ser multi-tarefa.



Isso são sintomas de uma sociedade doente, ou de algumas pessoas  doentes? 


                              

Visto AQUI
 
Eu geralmente prefiro discursos moderados, mas a imagem acima exprime muitas verdades, mas não é ciência. O "ocidente" se prepara para combater o Estado Islâmico, grupo radical que ajudou a criar. Nada  disso é teoria da conspiração, basta retroceder um pouco no tempo, quando a chamada "Primavera Árabe" atinge a Síria e encontra resistência para avançar, dando inicio a uma guerra civil entre o governo e os rebeldes (futuro Estado Islâmico), financiados por E.U.A e a trupe que o segue.
Não desconsidero que os demais(cidadãos  franceses) estivessem marchando contra o terrorismo, mas esses senhores? Bitches, please! 





Quanto ódio no olhar do Netanyahu pro Abbas

Highsexual, hétero que "vira gay" após fumar um beck.  Nunca pensei que maconha poderia  alterar a orientação sexual de alguém sob efeito  do droga. Curioso!
Texto completo AQUI.



Charge do Carlos Ruas


Algumas semanas atrás, quase 150 crianças foram mortas em um ataque a uma escola realizado pelo Talibã no Paquistão. Diariamente, vários atentados terroristas, perpetrados por  radicais acontecem em países islâmicos. Milhares de refugiados sírios, curdos e iraquianos adentram as fronteiras de vários países ao redor do mundo fugindo das atrocidades provocadas pelo Estado Islâmico. Todos os acontecimentos citados anteriormente são consequências do extremismo religioso, aquele, que talvez seja responsável pelo ataque ao Charlie Hebdo, mas em nenhum momento eu vi a mesma comoção mundial gerada pelo ataque ao jornal nos casos anteriores, comoção justificada por um ataque ao  centro do mundo. Isso é inadmissível dentro da lógica da geopolítica global, que vigora há alguns séculos. A mesma lógica responsável pelas inúmeros conflitos na África, resultantes da crianção de países artificiais, que reúne  grupos étnicos opostos dentro de um mesmo território, um prato cheio para o fundamentalismo religioso diante da miséria dessas populações.  Para entender o radicalismo islâmico, não se pode abrir mão das interpretações históricas das ações dos países ocidentais no mundo islâmico ao longo dos últimos séculos. Por que acontecimentos semelhantes  não recebem o mesmo tratamento, já que o produto final desses acontecimentos, seja no Oriente, seja na Europa são mortes, mas parece que algumas valem mais do que outras quando leva-se em conta a posição geográfica onde acontecem. Isto não é uma defesa do indefensável, mas me incomoda quando vejo generalizações estúpidas jogando 300 anos de iluminismo pelo ralo, diante das ações de dois indivíduos franceses, colocando toda a população islâmica no mesmo saco, não levando em conta a diversidade e a história dos países islâmicos, que também sofrem com o extremismo religioso. Espero que os europeus não esqueçam os sentimentos que levaram ao Holocausto, e não permitam a apropriação  deste episódio  pela extrema direita, também criticada pelo Charlie Hebdo. 


O alerta para as consequências do extremismo religioso cabe muito bem no Brasil atual, onde assistimos a tomada do congresso nacional por pastores de seitas protestantes importadas dos EUA. Seitas que cresceram assustadoramente nos últimos anos, penetrando nas camadas mais pobres e menos instruídas da população, lançado a solução da pobreza através da teologia da prosperidade, aproveitando dessa massa para chegar ao poder. Vejo pastores desejosos do poder e desejosos para impor a sua crença a todos os brasileiros, soterrar o Estado laico  e fundar uma teocracia cristã, com interpretações literais da bíblia. Parece teoria da conspiração, mas não é. Basta observar os projetos de lei apresentados por esse pastores. Esse extremismo cristão em nada difere do extremismo islâmico.

        Uma conexão interessante entre o atentado na França e o cenário político  brasileiro.
        



Bahía de Asunción

Há um bom tempo que  não faço as tradicionais resoluções  para o próximo  ano. Nunca resultaram em nada, prefiro viver um dia  após o outro sem grandes planos. Para um ansioso o dia a dia é uma necessidade inexorável, já que a dose de ansiedade que nos move é um tantinho além da conta.  E Nesses 22 anos de estada por esse mundo aprendi que a vida é inconstante,  por mais que planejamos, dificilmente o resultado será o que prevíamos.
Na nochevieja do ano passado em Asunción eu nunca imaginária que trancaria meu curso e voltaria para casa dos meus pais, meus planos eram continuar na fronteira e  terminar  minha carreira.  Aqui estou.   Isso não quer dizer que eu não tenha sonhos/objetivos. Tenho sim,como qualquer outro relés mortal, mas para atingi-los prefiro  ir pé-ante-pé. E muito menos quero dizer, que "deixo a vida me levar", comodismo não é uma característica que se faz presente na minha vida por muito tempo.(no máximo por uma semana). 
Músicas e cheiros são referenciais dos momentos que vivi,  deixarei registrado uma lista de músicas carregadas de significados relacionados as minha vivencias neste ano, as que descobri também.   No mais, desejo um ótimo 2015 para todos que  passaram por aqui.

Aha py'ahu!  - (Ano novo em Guarani- Homenagem ao Paraguay, país que gosto muito)
 Feliz año nuevo!
   Happy new year!
       
Heureuse Année Nouvelle!

Das discos:  Os momentos mais intensos deste anos passei nesses lugares,com amigos na tríplice fronteira. 




As favoritas de 2014, que embalaram meus momentos de reflexão deitado olhando para o teto.



As descobertas Musicais

A Naifa, uma grupo português que eu classifico como o melhor Indie em língua portuguesa que já escutei. Obrigado, Leonel S. por ter compartilhado isso.

As preferidas são: A  Música e Queixas de um utente.







George Ezra, mais um músico britânico que entra para listas dos meu favoritos.






Röyksopp e The Irrepressibles entram  para a lista de bandas Indie intimistas favoritas.





Hoje, me perdendo pelo Youtube encontrei esse vídeo, ao que parece é um programa de alguma emissora do nordeste. É um verdadeiro "tapa na cara" da sociedade machista brasileira, em especial a mineira, com seu conservadorismo hipócrita. Nunca tinha visto um discurso  tão aberto na mídia televisiva como este.  Infelizmente, mulheres que "exercem"  livremente sua sexualidade ainda são tachadas como "putas", e o que impressiona é ver o mesmo discurso reproduzido no meio gay. Já vi muitos gays "vomitarem" seus  pudores hipócritas apontado a ou b como "puta",simplesmente pela pessoa ter uma vida sexual mais ativa do que eles.
Não entendo como algumas pessoas se prestam ao papel de fiscal da foda alheia  e  se acham o supra-sumo da moralidade fazendo isso, mas em uma sociedade em que muitos interpretam feminismo, como antônimo de machismo não posso esperar muito coisa.


      
Belo Horizonte e sua redes - Fonte: Wikipedia


Belo Horizonte, primeiro núcleo urbano planejado do Brasil. Projetada entre os anos de 1894 e 1897 para abrigar a capital do estado de Minas Gerais devido as dificuldades de expansão urbana apresentadas pela antiga capital, Ouro Preto. Os idealizadores da nova capital previram uma expansão urbana lenta segundo o projeto executado, a cidade alcançaria a marca de 100 mil habitantes cem anos após sua inauguração. Hoje, Belo Horizonte completa 117 anos, com uma população de 2.4 milhões de habitantes, constituindo-se como o centro da terceira maior metrópole brasileira, a Grande BH, com 5 milhões de habitantes. Apesar da dimensão, a cidade preserva fortes traços interioranos, notados principalmente nos ritmos de vida de seus habitantes, quando comparada a metrópoles globais, como São Paulo e Rio de Janeiro. O Ecletismo arquitetônico demarca as transformações resultantes do processo de expansão dos últimos cem anos, esta característica é um dos principais traços de urbe. Escolhi as fotos do "Projeto BH uma foto por Dia" para compor esse post, o olhar de Charles Torres ,representa algumas sínteses do horizontes da cidade. Achei magnifico o trabalho dele, , quem quiser conferir o blog (Link aqui). Sou fascinado por grandes cidades e suas dinâmicas, embora, eu prefira cidades médias e pouco movimentadas para viver.
Ouro Preto. Patrimônio histórico e cultural da Humanidade, antiga capital de Minas . Palco de eventos significativos do período colonial: a descoberta do ouro no final do século XVII e a Inconfidência Mineira, a primeira tentativa de independência da cora portuguesa em 1789. 


Fotos: Charles Torres




Praça Sete - Marco zero de Belo Horizonte


Mineirão -  no dia de algum jogo da copa de 2014








Elevados- Nos último cinco anos se triplicaram devido ao aumento da frota de veículos

Viaduto de Santa Tereza, um dos cartões postais de BH. Antigo lugar de passagem dos bondes.




Complexo da lagoa da Pampulha, traços de Niemeyer



Praça da Liberdade

Metrô de superfície - Nada funcional, mas super conservado e limpo.


 BH é um entrocamento de importantes estradas de ferro, fundamentais para escoação do minério de ferro e da produção industrial.

Nova sede Administrativa do Estado de Minas - Traçados de Niemeyer


Torres de uma antiga fábrica de cimento na Cidade de Contagem, que chamo de Sítio das abóboras, primeiro nome da cidade  em 1715, quando era apenas um posto de cobrança de impostos e contagem do gado.  A cidade que eu nasci.
Algumas cidades ao redor de Belo Horizonte, têm o status de município por razões históricas e administrativas , mas o centro dessas cidades é Belo Horizonte.

Igreja São Francisco de Assis - Complexo arquitetônico  da Pampulha

Inverno



Cidade Industrial, distrito da cidade de  Contagem - O segundo maior polo industrial do Brasil. A cidade é  composta por seis distritos industriais ,  possui 600 mil habitantes . Ao fundo a serra do Curral

Ribeirão Arrudas - Rio morto

Antigo Palácio do Governo de Minas.

Praça Raul Soares, um dos points gays de BH - (A praça que comentei no post da barbie)


Serra do Curral ao fundo - 1500 m de altitude


O prédio com o relógio é a prefeitura de Belo Horizonte

Por aqui é possível ver o céu estrelado, apesar das luzes

Praça da Estação -  Estação ferroviária e estação central do metrô


Bares - Belo Horizonte é  a cidade com o maior número de bares  per capita da bares do Brasil 




Parque Municipal - Uma pequena floresta no centro da urbe.


Avenida Afonso Pena



Parkour



O elevado mais alto de Belo Horizonte - Um sinal claro do colapso do sistema viário da cidade-
Abaixo dele está a linha do metrô,  a linha férrea, uma avenida e o Rio Arrudas 





O último trêm

Complexo viário da Lagoinha e  os ônibus do BRT.



Estrada de Ferro Vitória- Minas