Universo Paralelo: Sobre Mim
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A vida anda tão corrida, que só agora percebi que estou no mês de Setembro e hoje é meu aniversário. Vida de gente grande deve ter estes momentos. Não sei se muita coisa coisa mudou desde este post há exato um ano, ainda não tive tempo refletir sobre, ou é cedo demais para notar alguma mudança. Mas não vou reclamar, porque o hiato que vivi nos últimos 12 meses chegou ao fim e as coisas começaram a melhorar; também estou disposto a enfrentar e exorcizar meus demônios, espero ser exitoso nesta tentativa.



Assim que me sobrar algum tempo, respondo os comentários.


Para todos os efeitos continuo a ter 22, não gosto de números ímpares.


     



O Selo Desabafo foi lançado pelo Rô Fernandes em comemoração aos quatros do Blog  Desabafo e,  como  um estimulo para a interação entre os blogueiros.  Fui indicado pelo pelo  Fred  do TPM de Macho  para responder o desafio e compartilhá-lo. "A regra é desabafar diante das perguntas abaixo e repassá-las  a quatro blogueiros."  Aproveito para matar um pouquinho da curiosidade do Bratz do Enfim! sobre mim.

1 - Quais eram suas 4 brincadeiras prediletas em sua infância?




2 - Quais foram seus 4 filmes prediletos em sua infância?


De volta a lagoa azul-  Assistia-o pelas cenas de sexo e para ver o Richard bater punheta. Isso passava na sessão da tarde, não tinha essa censura que temos hoje.
Esqueceram de mim 1,2,3,4..... -  Até hoje se passar eu assisto.
Peter Pan.   Eu queria ser igual ao  Peter Pan, nunca crescer.
Matilda. Sempre quis ter certos poderes para trucidar um seres da  rua aqui  de casa, que viviam me infernizando quando  eu era pequeno.


3 - Qual era o medo que você tinha?

Carro preto:  Diziam que um carro preto ficava parado nas ruas a espera de  crianças para sequestrá-las  e retirar seus órgãos. Eu não podia ver um Opala  preto parado na porta da escolaque eu morria de medo.
A mulher do algodão: Na escola eu entrava no banheiro e  dava três descargas, três pulos pro alto, falava três palavrões  para chamar a mulher do algodão. Se ela aparecia, não sei, nunca paguei para ver.
A Loira do Bonfim: A Lenda Urbana mais famosa de Belo Horizonte. 
"Ficou conhecida na cidade a lenda de uma mulher loira que conquistava os homens
 no centro da cidade e os convencia a ir na sua casa, no bairro do Bonfim.
Ao chegar lá ela se dirigia ao cemitério e dizia ser ali sua morada." 
( Eu tenho uma vizinha que jura que já viu a loira do Bonfim, acho que ela é lésbica). 

Homem do saco. Eu não podia ver um moço idoso com um saco nas costas que eu entrava em pânico.
Rato: Tenho pavor! Todo mundo diz que o cara é hétero até a primeira barata voadora aparecer, perto de mim pode passar um "enxame" de barata que eu nem saio do lugar.  Agora se for um rato, eu me desmonto toda. Viro uma menina.

Cobra: Não consigo nem ver na televisão que  já me dá um trem.


4- Qual era o seu desejo de consumo?
 A coleção completa dos Power Rangers. Eu não tinha o branco e o preto, os fodões que apareciam de vez em quando na série.


















A Barbie e o Ken.  Nunca ousei pedir pros meu pais.















5- Quais eram seus personagens infantis favoritos? 





6 - Comparando as crianças daquela época com as atuais,em seu ponto de vista, qual ponto positivo e negativo?


Na minha época as crianças tinham uma certa inocência.  Eram comportadas, educadas. Enfim, crianças!
As crianças de hoje estão tornanando-se adultas cada vez mais cedo, fazem o que querem e quando querem. Por mais que eu tente, eu não consigo encontrar nada positivo a não ser o acesso a informação, mas poucas, muito poucas fazem bom uso disso.


 7- Linkar a pessoa que indicou este selo.

Hecho!



8 - Indicar este selo para 4 blogueiros:



















  Lobos e Demônios








9 - Postar uma foto de infância ou algo que fez parte de sua infância:



Eu aos Seis Meses




Eu  tentando ser artista aos 10 ou 11 anos.  Sempre gostei de artesanatos, fiz muitos durante a infância.












                                       A face de Jesus feita numa serra tico-tico manual.




      Xuxa - Ilariê 

    




                                   
                                               
"O verdadeiro lugar de nascimento é aquele em que lançamos pela primeira vez um olhar consciente sobre nós mesmos." (Marguerite Yourcenar)

Hoje, considero que cumpro 22 e 3 anos de vida. Dois nascimentos, um quando eu viera ao mundo e outro quando lancei um olhar consciente sobre mim, quando tomei conhecimento da minha existência no espaço-tempo.

Às vezes sinto falta da ingenuidade da infância. Perdê-la foi uma das maiores dores que já experimentei, foi capaz de abalar todas as estruturas do meu ser. Ver como o mundo me enxergava foi doloroso. A primeira decepção com o bicho homem. Sinto falta da leveza de uma vida sem responsabilidades na adolescência – minhas únicas preocupações eram estudar e pensar, e ao mesmo tempo, tenho pânico quando lembro do um milhão de dúvidas que pairavam na minha mente.
Lembro do primeiro êxtase, aos 3 anos - dependurado pela camisa numa cerca sobre um barranco de 10m, eu fitava o horizonte, e ao fundo ouvia os gritos desesperados da minha mãe.


Lembro de um presente aos 4 anos - ganhei uma cesta cheia de pão de queijos da minha avó. Até hoje posso sentir o sabor e encanto daquele presente.


Lembro da primeira aula aos 6 - eu observava tremulo o ambiente desconhecido, e tracejava timidamente algumas letras no papel.


Lembro da primeira leitura também aos 6 - queria ler o mundo... Até hoje quero.


Lembro do primeiro beijo triplo aos 7, com duas gêmeas que me agarraram a força. Atordoado, não entendi o que era aquilo.


Lembro da minha primeira excitação aos 11 - eu observava um homem, que se destacava na multidão da avenida. Eu me excitei e não quis entender o que passara.


Lembro do primeiro orgasmo aos 12 - descobrindo o meu corpo.


Lembro do primeiro beijo aos 14 - seu nome era Rosa - envergonhado, tentei esconder minha excitação.


Lembro do primeiro suicídio aos 15 - foram 8 comprimidos, acordei 8 horas depois numa manhã ensolarada.


Lembro da primeira vez que sai de casa aos 18 -  durante uma semana estive nas entranhas da vida. Uma semana depois eu soube que havia nascido pela segunda vez.


Lembro do primeiro beijo  aos 19 - Tremulo, eu me entreguei.


Lembra da primeira paixão aos 20 - Eu não entendia porque ele não saia do meu pensamento.


Lembro do segundo êxtase aos 20 - Conversas com macacos falantes, habitantes de universos paralelos.


Lembro da primeira dor de amor aos 20 - Ele não sentia o mesmo - nesse momento eu pairei no ar... Ali não existia chão.


Lembro do segundo bolo de aniversário aos 20 - No meu aniversário de um ano ele quis fazer uma surpresa, mas minha falta de feeling atrapalhou tudo. Fiquei muito feliz.


Lembro de compreender filos aos 21 - O sublime amor por amigos - em despedidas eu descobri o quanto eu os amo.

Lembro....
Lembro do primeiro amor, aos 21 - A paixão se foi, mas resta carinho, ternura... Até hoje não entendo o porquê.


Aos 22 eu descobri que nem tudo precisa ser compreendido, viver satisfaz qualquer necessidade de compreensão. Esse é o sentido da vida, VIVER.

Pode parece saudosismo, mas gosto dessas lembranças, me fazem esboçar um sorriso bobo, um sorriso por saber, que muito já foi vivido, e que este muito, não é quase-nada.
Lançar um olhar sobre as memórias que chamamos de passado, me faz enxergar todas as etapas que passei, que resultaram no ser que sou hoje.
Há três anos eu comecei a formar as bases da minha personalidade da vida adulta e a construir um ser autônomo. Dizer isso, não é desconsiderar o que foi vivido antes, mas reconhecer como um período de gestação, do ser que cresce hoje.
Conquistei muitos sonhos, outros ainda estão por vir, mas nada se desenrola como planejamos em nossa mente; ir parar numa cidade do extremo oeste, me fez entender muito bem essa máxima, eu nunca imaginei até então que iria tão longe, viver uma experiência tão diferente da que eu havia planejado. A vida é sinuosa, como uma estrada cheia de curvas, nunca sabemos o que nos espera na próxima curva, ou quanto tempo permaneceremos na mesma direção.
Duas graduações interrompidas, embora sem nenhum diploma, me sinto realizado. Aprendi muito. Todavia sigo na busca da minha “vocação” para sobreviver a fera capitalista. Passamos a maior parte da nossa vida trabalhando, quero passar todos esse tempo fazendo algo prazeroso.
Hoje, a vida me parece mais fácil, aprendi a duras penas, que o quanto mais fizermos o uso do diálogo, mais simples a vida se torna. 



Aos 22 anos caminho livre, liberto de muitas amarras, outros nós ainda esperam para serem desatados. Caminho com poucos pesos sobre mim, confiante, mas temoroso.





Um tempo atrás cai em um desafio no Facebook, no qual você tinha de dizer 17 coisas sobre você. Nunca fui muito fã de desafios, porém esse me chamou atenção, pois é um ótimo exercício de auto-analise e autoconhecimento. Já dizia Sócrates: "Conhece-te a Ti mesmo e conhecerás todo o universo e os deuses, porque se o que procuras não achar primeiro dentro de ti mesmo, não acharás em lugar algum".

Ai vai!