Universo Paralelo: Vida Gay
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O melhor curta que vi nos últimos tempos. Apatia, apreensão, medo, suspense, excitação e uma boa dose de loucura. 



Voltar ou não voltar a usar apps de pegação? Estou num celibato a um ano, por opção, por falta de libido (remédios) e por ter me cansado de usar esses apps. Essa semana fiz um teste, instalei um app e comecei a receber mensagens, teclei com alguns, rejeitei outros, me surpreendi com a quantidade de agentes da CIA e KGB. As bichas mineiras adoram a palavra sigilo, nada contra, cada um sabe de si, né non?


Ao final eu queria tentar encontrar "amigos", alguém da comunidade para conversar sem segundas intenções. Meus amigos gays estão todos no Paraná, e não ter alguém para falar em bichês às vezes faz falta. Acredito que possa ser possível encontrar amigos por essas vias, porque tenho um grande amigo que veio por meio de apps. Por outro lado, observei o tempo em que gastei, por volta de 3 horas. Teclei com quatro caras, e não deu em nada, só pessoas interessadas em sexo puro e duro. Três horas é tempo demais para se perder diariamente, e eu deveria tê-lo aplicado a minha pesquisa. Por outro lado, ainda tenho mais de um ano aqui em Minas, e a dúvida é: insistir na busca, ou esperar que esses amigos surjam dos círculos sociais que tenho participando? Ainda não sei, mas as bixas destes círculos são muito ressabiadas e eu sou introspectivo. Acho que não rola. 


Engatar outra série ou não? American Horror Story não conta, já é hábito. Acabei Breaking bad há uma semana, comecei, assisti-la em 2010 e entrou para a lista das melhores, senão a melhor das séries que já vi até hoje. Fez-me pensar nos limites do ser humano do primeiro ao último episódio. A apesar de toda educação moral e conduta que a sociedade nos impões, quando nos encontramos em um beco sem saída esse valores podem cair por terra. Ninguém é revestido de toda moralidade e ética que não possa ser corrompido. Sem dúvidas, é uma série que gera muitas reflexões, é preciso digeri-la. Gosto de assistir e ler coisas que me forcem a isto.

¿Qué leer? Leer aventuras de Alicia en el País de las Maravillas, Memorias póstumas de Blas Cubas o tratar de terminar "Yo y el inconsciente de Jung? Lee Jung es muy difícil, especialmente cuando se trata de un libro hecho de los trabajos presentados en las conferencias. Creo que he leído 10 libros para todas las idas y vueltas que hice para entender los conceptos y el pensamiento de Jung. Todavía estoy en el medio. Al final, este libro se ha convertido en un reto, leerlo hasta el final.


Ainda existe MPB como gênero musical? Não acredito, talvez tenha morrido nos 90 e ter dado alguns suspiros no inicio dos 2000. Vejo mais do mesmo, cantoras com vozes parecidas, quase sempre acompanhadas de um violão. Gosto do cenário indie independente que tenho descoberto nos últimos anos. Há musica de qualidade sendo produzida, dificilmente seriam tocadas em rádios, se não fosse a internet ninguém as conheceria, já que os meios de comunicação no Brasil voltam seu aparato para o gosto musical massivo, homogêneo, efêmero e por vezes cíclicos. Tenho garimpado muitas coisas na cena indie, tenho gostado do resultado. Esta crítica não é por não gostar do sertanejo universitário, mas é tanta gente ouvindo a mesma coisa, que me causa um certo incomodo por tantas vezes ter meu ouvido bombardeado por isso.


       God Knows I Tried - Lana Del Rey

          

Barbies, segundo o vocabulário gay brasileiro: “Gays sarados, que adoram música eletrônica. Ratos de academia. Em outras palavras, os narcisos descamisados das discos. Um esteriótipo, e como todos, emana dos imaginários coletivos, geralmente fundamentados em constatações preconceituosas. Eu nunca “acreditei” ou os endossei, sempre tratei de desconstruí-los, enxergando pessoas além do que aparentam ser. Depois de conhecer alguns caras, eu revi meu conceito sobre esteriótipos. Algumas " figuras" os validam, e muito bem. Faz uns três meses que conheci uma barbie no Manhunt -  35 anos, malhado, boa pinta.(eu não o chamaria de barbie, se o próprio não se afirmar-se como tal) Eu disse nesse post que  cansei de usar sites e aplicativos de pegação,  a apatia de tais continua, mas volta e meia o Manhunt me envia no e-mail as mensagens que recebo no site, às vezes entro para ver o que recebo e numa dessa tinha uma mensagem da barbie dizendo que gostou do meu perfil e que gostaria me conhecer. Deixou o Skype e eu o adicionei. Conversamos durante uma semana, trivialidades e todas aquelas perguntas e respostas que repetem-se em situações semelhantes a essa. Ele não expandia muito as idéias dele, eu o interpretei como sendo o tipo que prefere o cara a cara. Marcamos um cinema, mas ao chegar no shopping as seções já haviam inciado e as próximas demorariam duas horas para começarem. (Graças a Deus! Não tinha um filme bom e todos eram dublados. Fomos  para a praça Raul soares, uma zona em BH cheia de bares.(descobri depois que é uma zona gay, muito gay por sinal. Local perfeito para um cruising) Encontramos um bar um pouco afastado da praça, o único  com mesas vazias, ficamos em um ponto que permitiu observar o movimento da praça, e comprovar ser é um lugar interessante que eu não conhecia em BH, ou  melhor, não sabia desse detalhe dito acima. Conversamos por mais de uma hora, tempo suficiente para ele soltar várias pérolas que comprovam que ele é uma barbie genuína, fiel ao esteriótipo.


Eu como apenas clara de ovos, peito de frango, arroz integral e whey protein para manter os músculos” Nessa hora senti um nó no estômago. Como alguém pode sobreviver, com uma dieta  dessa?!


Você me achou bonito? Sou melhor na foto ou pessoalmente? Fico melhor com ou sem boné?” Para tudo! De duas, uma: Narcisismo level infinito ou baixo autoestima e nenhuma confiança em si. Não creio que o último seja o caso da barbie. Nunca em um encontro que eu tive alguém me perguntou isso, não vejo como “normal”. Acho que ele queria um alimento para o ego dele. Dei por educação.

“Geralmente curto caras malhados como eu.” Oi? O que estou fazendo aqui? Eu não sou malhado. Sou um tipo normal, nem gordo nem esquelético. Fiquei sem entender.


“Fui a uma feijoada de ursos e tive nojo. Aqueles caras peludos e gordo. Comeram horrores, eu apenas sujei o meu prato. Fiquei assustado quando começaram a pular na piscina e esvaziá-la” É possível ir a uma feijoada e comer pouco? Eu nem iria.

Nessa altura eu pensei que não teríamos nada além da conversa, até ele me convidar para irmos a um motel. Eu pensei: “Sexo é sexo e às vezes não importa muito a falta de  intelecto” Achei super interessante o “motel de rua”. Todos em que fui eram em estradas, longe do centros das cidades. Quando eu era mais novo, eu  observava os motéis quando  passava pelo centro e me perguntava se alguém teria coragem de entrar assim na "cara dura".  E tem,  o motel tem  três andares e na hora que chegamos tinha apenas um quarto vago, tocava uma playlist ultra melosa no sistema de som. Como alguém pode transar ao som de Maria Betânia? (Gosto muito da cantora, mas não creio que seja música apropriada para o  momento). A barbie tem uma pegada boa, o “fight” estava rolando bem, até que ele solta última pérola da noite. “Agora você vai foder uma barbie musculosa”. Não soou nada sexy e tive que fazer um esforço sobre-humano para não soltar uma gargalhada. Eu broxei instantaneamente.



 Na faculdade sempre escutei ser impossível cuidar da mente e do corpo ao mesmo tempo. Tonteria que discordo. É possível cuidar de ambos e  manter uma proporção "saudável", mas nem todos seguem isso. Ex: barbie.

E você, já deparou-se com algum tipo que se encaixa em algum esteriótipo? 
O vídeo é velho, mas rio igual todas às vezes em que assisto. O Foxx do "Estórias do Mundo" publicou um post super interessante sobre o Pajubá/Bajubá/Bichês, quem quiser saber as origens do dialeto é só dar uma conferida (link). O pajubá não fica restrito ao Brasil, na fronteira, as bixas paraguaias incorporaram algumas palavras dobichês ao vocabulário. A mistura com o Guarani rende algo um pouco estranho para os ouvidos.
      




La Calle no es closet,  em bom português: "A rua não é um armário". É um desafio lançado pela produtora chilena Efecto Moral Films instigando casais homo a sacar fotos beijando-se  em espaços públicos. É uma interessante iniciativa de promoção da visibilidade, mas  em alguns lugares e países pode representar um risco a integridade física dos casais. Por aqui eu não tenho coragem para tal coisa, na argentina já beijei em publico algumas vezes e em uma cidade do interior, mas a Argentina é um modelo, possui  as leis mais avançadas do mundo na garantia de direitos a população LGBT.






O que você pensa sobre casais gays demonstrarem afeto em público?




Marujo. - Me livrei do mal chamado Hornet.
Dominus -  Sério?
Marujo - Sim. Não Suporto!
Dominus - Estou há um mês sem isso.
Marujo - Eu acho que ativa ainda mais minha depressão intrínseca. Gostava no início.
Dominus - Eu queria muito frequentar lugares que rolassem um cara a cara, um jogo de olhares igual aqueles de filmes....




Aos 19 Dominus foi apresentado as salas de bate-papo. Achou o máximo! Agora podia driblar seu medo e se relacionar com caras que seguramente eram gays. Entrar em salas de bate-papo virou um hábito diário, praticado religiosamente no mesmo horário. O tempo passou, Dominus conheceu muitos caras, tinha uma lista enorme de amigos no msn, mas foi com poucos que a relação virtual se materializou. Dominus cansou-se dos bits, já não suportava mais as conversas vazias que nunca saiam do virtual; das buscas constantes em chats; da sensação de vazio após passar horas naquilo, que no começo foi sua redenção e que se tornara com o passar do tempo um de seus pesadelos. Aos 20, Dominus cansou-se das salas de bate-papo, aposentou o velho e conhecido chat. Comprou um smartphone e instalou todas as aplicações de relacionamento gay. Ficou maravilhado com o leque de possibilidades que a tecnologia lhe trazia. " -Viva a tecnologia!" Bradava admirado.Não demorou muito para que Dominus notasse que na essência, o novo se tratava do velho com uma nova roupagem.  E não tardou para que os velhos sintomas, frutos da vida virtual, aparecessem novamente.










12 de junho. 90 contatos na agenda do celular. 
18 de junho. 60 contatos na agenda do celular. ***  - 30
01 de julho. 80 contatos na agenda do celular.  + 20
15 de julho. 68 contatos na agenda do celular. -12
01 de Agosto. 78 contatos na agenda do celular.  + 10
20 de Agosto. 60 contatos na agenda do celular.  - 18


Cansei desse apagar e gravar contatos na agenda do meu celular.Cansei do mundo virtual!
Leia-se: Grindr,Hornet,Scruff,Manhunt,Badoo, etc. Apps de pregação e sites de relacionamento já me renderam ótimas transas, paixonites de uma noite ou uma semana, momentos doces e sublimes, amigos, péssimas transas, situações embaraçosas, engraçadas, propostas bizarras e por aí vai. No entanto, os sentimentos que reinaram nesse tempo que os utilizei foi o de vazio atrelado à ansiedade por uma nova mensagem, frustração, quando o cara parava de teclar comigo depois de trocarmos fotos (eu já fiz isso rsrs), decepção por conversas vazias que nunca saíram do virtual. Sem falar na indignação pela enxurrada de homofobia vomitada na descrição em muitos perfis. Por força das circunstâncias, passei os últimos 4 anos escravo do virtual. Me aceitei como gay aos 19, enquanto vivia em uma cidade do meio oeste paranaense, onde o meio mais fácil e quase único de conhecer gays, seja pra uma fast-foda ou um possível "namoro” - é a internet, nas suas mais variadas formas que citei acima (alguns preferem o zoológico municipal rsrs). Eu diria que 99% das “relações” que tive se deram por intermédio do virtual, num primeiro plano - só tenho dois episódios que se começaram fora do virtual, um é o M e o outro é foi um paraguaio, este último pode ser assunto para um possível post no futuro.

Poxa! Tenho 21 anos e não sei o que é um flerte.