Continuo constantemente me sentindo insatisfeito, melancólico. Como se faltasse sempre algo, como se a felicidade estivesse sempre a um passo, mas um passo que eu nunca fosse capaz de dá-lo.
É uma sensação inimaginável e debilitante, que me faz sentir só, mesmo quando estou em companhia de outras pessoas. É desgastante; É um verme que come suas estranhas lentamente.
Cada manhã sinto esta estranha sensação de “vazio”, aos poucos parece atenuar-se, mas não desaparece por completo. Continua latente, como se fosse um stand by. Você sabe que está aí, mas não o incomoda tanto. É como se fosse um bip de alarme a soar distantemente. Algumas vezes o lembra que não é feliz, que não basta a si mesmo porque amor não é feito de si próprio, o lembra que o ser humano não nasceu só, mas que tem necessidade de uma vida social verdadeira.
Continuo acreditando que esta sensação é típica de quem não aceita a si mesmo. (...)
Quero compreender o que me faz sentir assim. Quero compreender o que provoca em mim e a quê compete. Quero derrotá-la! Quero vencê-la! É um tumor. Um câncer da alma. (...)
Compreendo agora, finalmente, que seria nada mais que um ato de vergonhosa resignação.
Decidi comportar-me como um homem, pelo menos uma na vida. Isto está transformando-me num guerreiro. Gosto de imaginar-me como um soldado da paz, pronto para lutar e destruir os sentimentos que me assaltam.
Agora, como já disse, estou estudando o inimigo. Devo compreender seus hábitos para aniquilá-lo. Não consigo imaginar que seja mais simples morrer. Quero viver, mas ao meu modo. Espero um dia, poder ser feliz de verdade.
Fragmentos traduzindos do capítulo X do livro: "Io sono gay...Al meno cosi credo" de Salvatore Savasta, Palermo 2014.
Fragmentos traduzindos do capítulo X do livro: "Io sono gay...Al meno cosi credo" de Salvatore Savasta, Palermo 2014.
Sinto uma epifania quando algo "traduz" ou descreve perfeitamente o que sinto, ao contrário do trecho a sensação de vazio me invade no fim do dia, no ônibus de volta à casa, às sextas à noite.
Versión en Español: Soy gay, al menos eso creo
Continúo, perennemente, sintiéndome insatisfecho, melancólico. Como si faltase siempre algo. Como si la felicidad fuera siempre a un paso, pero que yo fuera incapaz de darlo.
Es una sensación increíble y debilitante. Te hace sentir solo incluso si estás en compañía. Te desgasta. Es un extraño gusano que te carcome lentamente desde dentro.
Cada mañana siento esta extraña sensación de “vacío”. Luego, poco a poco, parece atenuarse, pero no desaparece en realidad. Se queda latente, como si fuera un stand by. Sabes que está ahí, pero no te fastidia. Solo de vez en cuando te recuerda, como una suerte de timbre de alarma, de que no eres feliz. Que no te bastas a ti mismo porque el amor no se hace a sí mismo. Que el ser humano nació solo, sino que tiene necesidad de una vida social verdadera. Yo continúo creyendo que esta sensación es típica de quien no se acepta a sí mismo. (…) Quiero comprender lo que me hace sentir así. Quiero comprender lo que provoca en mí y de qué dependa. ¡Quiero derrotarla! ¡Quiero vencerla! Es un tumor. Es un cáncer del alma. (…) Comprendo, ahora, finalmente, que sería nada más que un acto de vergonzosa resignación. He decidido comportarme como un hombre, por una vez en la vida. Esto me está transformando en un guerrero. Me gusta imaginarme como una suerte de paladín de la paz, listo a luchar para destruir las sensaciones que continúan asaltándome. Ahora, como ya dije, estoy estudiando al enemigo. Debo comprender sus hábitos para aniquilarlo. No logro imaginar que sea más simple morir. Quiero vivir, pero debo hacerlo a mi modo. Espero, un día, poder ser de verdad feliz.



Dominus estou a passar uma fase menos boa mas remeto-me ao silêncio e o que queria mesmo era estar só sem ninguém à minha volta. Queria sentir-me um guerreiro, mas sinto que o peso da idade começa a fazer-me sentir um derrotado e também está a fazer-me ver uma série de coisas, queria ser alguém que não vou e nunca serei. A vida é lixada.
ResponderExcluirLa versión portuguesa suena mucho mejor.
ResponderExcluirUn abrazo Dominus.
Maria Bethania es una diosa...
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