
Apaixonar-se pode ser algo não muito comum na vida de muitas pessoas, muitos dizem que acontece uma única vez em toda a vida. Mas algumas pessoas são exceção à máxima, ou não. Algumas se apaixonarem diversas vezes e numa velocidade assustadora, mal saem de um relacionamento e pimba! Já estão em outro. Todas as fotos do antigo namorado no Facebook são apagadas e rapidamente substituídas pelo atual namorado, declarações de amor pra lá e pra cá, logins de redes sociais são trocados como se fossem alianças, anula-se as individualidades. Tudo isso em questão de um mês ou dois. Será realmente paixão, será amor ou simplesmente o desejo de não estar só?
É arrogância minha questionar os sentimentos alheios, no entanto, a natureza fugaz e volátil desses relacionamentos que observo e os sentimentos neles expressos me inquietam. Por quê? Levo quase quatro anos amando a mesma pessoa e em muitos momentos desejaria não seguir amando. Amo a distância, sem previsão de ver pessoalmente, tenho medo de seguir alimentando o futuro e o tempo passar. A distância machuca. Muitas vezes desejaria ser fugaz em relação aos meus sentimentos como essas pessoas a quem me refiro. Tenho a concepção que o amor e a paixão são sentimento que tardam acontecer e são resultados de construção e não se esvaem em um passo de mágica após o término. É uma concepção puramente empírica alicerçada em minhas experiências. Tenho total ciência que não posso pautar experiências alheias em minhas experiências, mas não consigo deixar de achar absurdo quando alguém mal começa a namorar e diz amar seu parceiro em questão de um mês. Não soa crível para mim. Mas sendo sincero, invejo-os por suas capacidades aparente de desprenderem-se do antigo relacionamento tão facilmente.
Busquei por relacionamentos após o término do que posso chamar de único relacionamento que tive até hoje e que resultou no sentimento que ainda carrego comigo. Falhei em todas tentativas. Praticamente todos os encontros que tive não passaram do primeiro. O único que teve um segundo, desisti por que a forma que o rapaz me tratava era muito artificial, tentou criar um clima de romance surreal dentro das duas vezes em que estivemos juntos. Ele era extremamente carente, e carência foi o que mais encontrei com todas os rapazes com que me relacionei nos últimos três anos, seja em fast-fodas dos aplicativos, seja nessas tentativas de encontrar um namorado para tentar superar meus sentimento pelo moço que ainda amo.
Não sei demonstrar afeto se não for verdadeiro, fazê-lo é viver uma farsa e é exatamente isso que penso que pessoas que amam em um mês fazem, posso estar enganado e a dificuldade de compreender isso me impeça de fazer algo semelhante.
Não sei demonstrar afeto se não for verdadeiro, fazê-lo é viver uma farsa e é exatamente isso que penso que pessoas que amam em um mês fazem, posso estar enganado e a dificuldade de compreender isso me impeça de fazer algo semelhante.
Tenho uma concepção de relacionamento muito engessada, que para a existência de um, tem de ser passo a passo e tenho a sensação que no mundo gay isso resulta ser difícil porque foram raros os encontros que tive em que não terminei na cama de alguém, até daqueles que diziam procurar um relacionamento e tudo acabava-se ali. Nada diferente daqueles que procuravam por "real agora e com local".
Tenho medo da solidão, tenho medo de morrer sozinho. Muitos já me disseram que sou novo, tenho apenas 22**, tenho muito a viver. Mas já fiz muito sexo, fui puta de primeira categoria sem juízo de valor, já fiz muitas loucuras, não sei se quero mais isto. Queria poder me desprender, queria viver livre da obrigação do sentimento que carrego e deixá-lo no campo da possibilidade futura, viver sem ter isso em conta.


Eu acho que apaixonar é fácil e fugaz. Amar é que é diferente.
ResponderExcluirCom 22 anos não me preocuparia tanto. Quem me dera ter sido puta até aos 22 mas fiz sexo pela primeira vez aos 23.
Ta ai, uma resolução pra 2016, não me preocupar tanto.
ExcluirMas quantidade não quer dizer muita coisa, se eu não tivesse saído de casa aos 18 , certamente ainda era virgem da silva.
Nunca me apaixonei e nunca deixei que se apaixonassem por mim, e uma das razões claramente tu a partilhas. Claro que somos todos diferentes, sou mais velho que tu mas acho que já viveste mais que eu. Também tenho medo de morrer sozinho, mas sei que é o que vai acontecer, e se poder fazer alguma coisa para mudar esse meu destino, o farei.
ResponderExcluirA vida é feita de momentos e há um (a morte) que não tem sequela!
Antes dessa história eu pensava como você, tinha um medo enorme de me apaixonar e por ironia do destino me apaixonei. Não tive escolha e acredito que ninguém a tenha, seja nas paixões que correm as mil maravilhas, seja nas paixões que tenha sofrimento. Apesar do sofrimento, eu não me negaria a viver tudo novamente, exatamente da mesma forma. Não posso mensurar o quanto evolui com esta história.
ExcluirMas faça sim, sem hesitar algo para mudar o que você pensa ser um fato consumado a respeito do seu futuro.
Creio que muita gente confunde os termos de amar, gostar, apaixonar. São coisas diferentes. Muita gente tem medo de ficar sozinha. Aproximam-se de outras, que tem algo em comum e daí a gostarem, é um piscar de olhos. Amar implica um sentimento mais profundo, mais maduro. Não creio que toda a gente o conheça, até porque muita gente nem sequer se ama a si mesma. Se não nos amarmos a nós, como poderemos amar aos outros? O gostar é outro sentimento. Surge ali pelo meio, depois da atracção física e a paixão típica, que acontecem no início dos relacionamentos acontecer. Por vezes torna-se amor e depois deixa de ser, voltando a ser o gostar. Porque lá está, o gostar é muito amplo.
ResponderExcluirEu tenho pouca experiência no campo físico, comparado com outras pessoas. Sempre fui de me dar a esse nível apenas quando estou a gostar mesmo ou a amar alguém, num relacionamento. Por vezes gostava de ser diferente. De ser capaz de noites sem compromisso, mas por outro lado, sei que sou assim e sou feliz em "guardar-me" para as pessoas que me cativarem a esse ponto. :)
Vai soar a cliché, mas nunca estás sozinho. E não tenhas medo de morrer sozinho. Nós somos o que somos, nascemos sozinhos e ninguém morrerá por nossa vez. Quando chegar a nossa hora, partiremos e o importante é partirmos em paz, satisfeitos com a vida que tivemos e quem sabe, deixar algum legado - seja qual for - aqui na Terra.
Completamente de acordo que as pessoas façam confusão com os termos, gostar, amar e apaixonar. O amor para mim segue sendo um enigma, apesar de ter afirmado em meu texto que sigo amando. É o termo que posso usar agora, o qual acredito, em meio as dúvidas sobre o que seja o amor, que melhor cabe ao que sinto. Vem do tempo, vem do contato, mesmo que à distância. Entre outras coisas que não cabem aqui serem ditas por revelarem-se inexplicáveis dentro do senso da razão.
ExcluirEu tive certa resistência no começo em me relacionar com outras pessoas de modo furtivo. O sexo puro e duro muitas vezes era meramente uma necessidade física do corpo animal, de experimentar, de vivenciar coisas, de tentar encontrar respostas. Dar vazão a sentimentos. Tem o seu valor e função, mas condicionar-se a isso vai de cada um. Afirmo com certeza que têm sabor a mais as relações que envolvem algum grau de envolvimento e de sentimento, por menor que sejam. E envolvimento foi o que mais busquei nos últimos três anos.
Acho que o medo de morrer só, se traduziria em não ter tido uma vida a dois com alguém. O meu maior medo é morrer arrependido de algo de não ter feito o que estava ao meu alcance para ser feliz, para me descobrir enquanto ser humano.
Eu acho suas reflexões bem válidas. Mas por outro lado, essa sua preocupação pode lhe impedir de viver muita coisa. Não há uma receita certa para se ter um relacionamento ou se conhecer uma pessoa, na grande maioria das vezes conhecer pessoas no mundo gay, um pouco mais a fundo, quase sempre termina mesmo na cama e isso pode não ser uma coisa ruim, isso praticamente aconteceu comigo e estamos juntos a mais de 15 anos!! Relaxe um pouco mais e deixe-se viver, quando a gente desencana é que aa coisas acontecem ...
ResponderExcluirMarcos, você sabe muito bem que dizer a um virginiano para não se preocupar é o mesmo que quase nada rsrsr..
ExcluirEntendo o que você que dizer, isso é um desafio para mim não ser tão racional, não questionar tanto, mas são aprendizados. E sigo o seu conselho. Concordo que intimidade venha com sexo e mais sexo no sentido de relacionamentos. Não há outro modo, assim se gera sentimento e cria-se vínculos. Comigo foi assim nesta história. O problema é isso aconteceu de forma inusitada, eu não esperava. Não veio por um chat ou aplicativo, mas por uma situação de convivência diária e foi o meu primeiro em quase tudo. Quando nos separamos eu ainda tinha e tenho uma ideia engessada de contos de fadas, e filmes, dos flertes em bares e cafés. Coisas bem romantizadas e piegas. Mas na vida real é bem diferente.