Dias atrás, presos no trânsito observo pela janela do ônibus passar pela calçada um casal de um menino e uma menina abraçados. Dois minutos mais tarde passa outro, dessa vez, eram dois meninos de mãos dadas.
Na fileira de cadeiras atrás da que eu estava iam duas gueis sentadas, que observaram também as duas cenas e disseram algo sobre a segunda:
Na fileira de cadeiras atrás da que eu estava iam duas gueis sentadas, que observaram também as duas cenas e disseram algo sobre a segunda:
— Bicha I: 'Cê viu essa pouca vergonha?!
— Bicha II: Vi!
— Bicha I: Depois apanham e é com razão!

Impressiona-me a quantidade de gays que perpetuam a homofobia imposta pela sociedade inconscientemente. Se fosse apenas um caso isolado pouca ou nada me espantava, mas esse discurso está presente na cabeça de muitos gays.
Eu fico feliz em todas as vezes em que vejo cenas como essa. Seja de gurias e gurias, seja de guris e guris, pois não são tão comuns. Sinto também uma pontinha de inveja. Queria ter aos 14,15 minha sexualidade resolvida, com essa idade eu apenas me anulava tentado esconder quem sou.
Visibilidade querendo ou não provoca aceitação. Se não a faz, não há razão para reprimir quem a faça. O que venho observado também, é que gays têm grande facilidade de oprimir, genderfluids e pessoas não-binarias que o digam, já que são o novo cachorro morto que gays chutam por ai, definindo como moda e comportamento oriundo do Tumblr. Sou muito inocente ao pensar que ser parte de uma minoria é condição sine qua non para se ter empatia?
"Quando a educação é libertadora, o sonho do oprimido é ser opressor", já dizia Paulo Freire.
Empoderar-se enquanto indivíduo de uma minoria social é preciso, pois ser parte de uma minoria é um ato político que deve ser levado a cabo. Isso não quer dizer levantar a bandeira do arco-íris em praça pública, o que muitos confundem, contestam, e não fazem ideia do que falam em contra sobre levantar bandeiras, o que é estar consciente do papel que representa enquanto membro de uma minoria social.
MC Linn faz parte "dos cachorros-mortos chutados por gays".
Mc Linn da Quebrada Mulher ( Uma lacre de música)
Eu fico feliz em todas as vezes em que vejo cenas como essa. Seja de gurias e gurias, seja de guris e guris, pois não são tão comuns. Sinto também uma pontinha de inveja. Queria ter aos 14,15 minha sexualidade resolvida, com essa idade eu apenas me anulava tentado esconder quem sou.
Visibilidade querendo ou não provoca aceitação. Se não a faz, não há razão para reprimir quem a faça. O que venho observado também, é que gays têm grande facilidade de oprimir, genderfluids e pessoas não-binarias que o digam, já que são o novo cachorro morto que gays chutam por ai, definindo como moda e comportamento oriundo do Tumblr. Sou muito inocente ao pensar que ser parte de uma minoria é condição sine qua non para se ter empatia?
"Quando a educação é libertadora, o sonho do oprimido é ser opressor", já dizia Paulo Freire.
Empoderar-se enquanto indivíduo de uma minoria social é preciso, pois ser parte de uma minoria é um ato político que deve ser levado a cabo. Isso não quer dizer levantar a bandeira do arco-íris em praça pública, o que muitos confundem, contestam, e não fazem ideia do que falam em contra sobre levantar bandeiras, o que é estar consciente do papel que representa enquanto membro de uma minoria social.
MC Linn faz parte "dos cachorros-mortos chutados por gays".
Mc Linn da Quebrada Mulher ( Uma lacre de música)







