Universo Paralelo




         Boss In Drama - Toda Doida (Feat Karol Conká)



Não sei quem pintou esse quadro.


Uma das primeiras coisas que aprendi na escola depois de ter sido alfabetizado foi sobre o descobrimento da América em 1492 por Colombo e sobre o descobrimento acidental do Brasil, no dia 22 de Abril de 1500 por Pedro Alvares Cabral quando seguia em direção as Índias Orientais. Quinhentos anos depois, a história escrita sob a perspectiva dos conquistadores portugueses e espanhóis sobre esses acontecimentos permanece quase inalterada. Inverdades que tive a oportunidade de desconstruir pouco a pouco durante os quatro anos em que estudei numa universidade voltada para a integração do continente latino-americano. Reaprendi que a A.L não foi descoberta, mas conquistada e dominada num processo de expansão econômica e territorial dos reinos de Portugal e Espanha. Por mais que eu tente, eu não consigo encontrar elementos positivos do processo de colonização. Não foi a primeira vez que algo semelhante aconteceu na Terra, porem, é aterrador saber que piso sobre o sangue de 50 milhões de pessoas que foram mortas por serem consideradas seres inferiores. Eram outros tempos, outras mentalidades, mas essas justificativas não anulam mortes. As consequências dessa mentalidades são sentidas nos dias de hoje, manifestam-se em problemas latentes como o racismo, o apagamentos dos povos originários que ainda restam, o abismo social existente entre ricos e pobres, os latifúndios, as oligarquias. Acredito que uma das vias de superar os problemas históricos que advém da colonização, é a construção de narrativas históricas sob a perspectiva dos vencidos(índios e negros), para orientar o presente, já que sociedades não são 'elementos' anacrônicos. O passado é intrínseco ao presente. Um bom começo seria o ensino do Tupi no Brasil, temos inúmeras palavras do incorporadas pelo Português que não fazemos idéias do que significa.


Escolhi para ilustrar esse post um filme que eu gosto muito: Desmundo, uma adaptação do romance homônimo escrito por Ana Mirada. Muito mais que um filme, é um recorte histórico sobre os primeiros anos da colonização portuguesa no Brasil, uma recriação quase perfeita do dia-a-dia na costa brasileira no ano de 1570, observada através das vestimentas, a aparência dos homens, a condição social das mulheres; os engenhos de cana-de-açúcar; a catequese indígena;os Jesuítas, que de santos não tinham nada; os cristãos novos; as construções; a escravidão indígena; à língua-geral-do-sertão(tupi antigo); o etnocentrismo; os corsários; e o aspecto que mais me chamou atenção nesse filme foi a emulação do Português Arcaico, que ainda conserva muitos vocábulos no interior do Brasil, que muitas vezes são vistos com o uso incorreto da norma culta do Português contemporâneo.



       


Sinopse via Adoro Cinema: 
"Brasil, por volta de 1570. Chegam ao país algumas órfãs, enviadas pela rainha de Portugal, com o objetivo de desposarem os primeiros colonizadores. Uma delas, Oribela (Simone Spoladore), é uma jovem sensível e religiosa que, após ofender de forma bem grosseira Afonso Soares D'Aragão (Cacá Rosset) se vê obrigada em casar com Francisco de Albuquerque (Osmar Prado), que a leva para seu engenho de açúcar. Oribela pede a Francisco que leh dê algum tempo, para ela se acostumar com ele e cumprir com suas "obrigações", mas paciência é algo que seu marido não tem e ele praticamente a violenta. Sentindo-se infeliz, ela tenta fugir, pois quer pegar um navio e voltar a Portugal, mas acaba sendo recapturada por Francisco. Como castigo, Oribela fica acorrentada em um pequeno galpão. Deprimida por estar sozinha e ferida, pois seus pés ficaram muito machucados, ela passa os dias chorando e só tem contato com uma índia, que lhe leva comida e a ajuda na recuperação, envolvendo seus pés com plantas medicinais. Quando ela sai do seu cativeiro continua determinada em fugir, até que numa noite ela se disfarça de homem e segue para a vila, pedindo ajuda a Ximeno Dias (Caco Ciocler), um português que também morava na região."

Tantas vezes...



     


No último  dia 31 de Março foi celebrado o Dia Internacional da Visibilidade Trans,  criado pela trans-ativista Rachel Crandall em 2009  como uma data que não remetesse a nenhum acontecimento trágico, mas um dia para celebrar os aspectos positivos da comunidade trans.
Acredito que a condição invisível dada as pessoas trans  seja semelhante em todos os países que compõe o mundo ocidental, ou sob um termo mais amplo, civilização judaico-cristã. No Brasil, estima-se que 90% da população de travestis e transexuais está condenada a prostituição e a  uma expectativa média  de vida de apenas 30 anos, enquanto os  demais brasileiros é de  75,9 anos.  No último dia 12, foram publicadas algumas resoluções por meio de um decreto presidencial no Diário Oficial da União, que  contribuirão com a diminuição da evasão escolar da população trans, garantindo  o direito ao  uso do nome social em escolas/universidades, o uso de banheiros e demais   espaços segregados    de acordo com gênero que a pessoa se identifica. Outra conquista importante para a comunidade LGBT, como um todo é a inclusão  dos itens: “orientação sexual”, “identidade de gênero” e  “nome social” nos  boletins de ocorrência policial, um  elemento importante, que  fornecerá  estatísticas precisas sobres crimes motivados pela  a identidade de gênero e orientação sexual da vítima. Mas, alguns   deputados ilustres, das bancadas religiosas já preparam pareceres para suspender as resoluções.
Para não  correr o risco de protagonizar uma luta que não é minha e não ser reducionista em relação a um assunto tão  complexo, como identidade de gênero, deixo uma entrevista da trans-ativista, Daniela Andrade para o Canal das Bee, uma entrevista, também para o Canal da Bee  de outra trans-ativista, que  colocou o judiciário  brasileiro em uma situação paradoxal, Indianara Siqueira, um vídeo do canal “Põe na roda”  em celebração ao dia 31, O documentário: " A casa de Bartô: Aplicação de silicone industrial em travestis" -  esse aborda a condição dos travestis nos 80 e  dois textos  do blog “Umpote de Ouro sobre identidade de gênero orientação sexual, Orientação sexual e identidade de gênero: para além do binarismo --  " Travestchy e orientação sexual não é bagunça!!"




     Entrevista -  Daniela Andrade
   


      Entrevista - Indianara

   

   Transexuais e Travestis Respondem
  
 

A casa de Bartô    

 

 

 



Cignos LGBT Awards é uma premiação resultado de uma ideia  concebida pelo  Namorado e  desenvolvida juntamente com sua equipe, com o objetivo de reconhecer, promover e estimular conteúdo LGBT na blogosfera.
 
Entenda a premiação


O que são os Cigno?
São um projecto que pretende reconhecer a escrita em blogues, ligados à temática Gay, Lésbica, Bissexual e/ou Transgénero, que se destacaram em determinado ano civil. Pretende também, impulsionar o surgimento de novos registos desta natureza.

Porquê o nome Cigno?
Inicialmente seriam os black swans. Achámos por bem ter um nome mais simples, que ficasse mais facilmente na memória dos leitores. acabámos por baptizá-los de Cigno, que é a palavra italiana para Cisne. Como o plural da palavra muda (e passa a cigni) acabou por ficar simplesmente cigno, para não ser muito complicado nem aldrabado.

Quando surgiram?

Surgiram em 2015 como uma ideia de fabricação colectiva e de aproximação da blogosfera portuguesa e internacional, destacando-se desta última, a brasileira.

Como surgem os nomeados?

Os nomeados são indicados pela blogosfera.
Numa primeira fase é perguntado a todos os bloggers, comentadores, simpatizantes e afins, que indiquem, para as categorias existentes, os blogs, bloggers, publicações favoritas, até ao máximo de 4 indicações por categoria. Posteriormente, quem tiver mais indicações será pronunciado como nomeado, sendo que de forma a abranger o maior número de blogues possíveis as nomeações terão um universo de 5 nomeados para categoria.

Porquê estas categorias?
As categorias dos prémios foram definidas tendo em conta um pequeno grupo consultivo. Obviamente, e sendo esta a primeira edição dos prémios é natural que existam definições posteriores, acreditando-se contudo, que nos anos subsequentes possam existir outras categorias diferentes daquelas que hoje podemos encontrar.

Como podemos escolher os vencedores?
Os vencedores são escolhidos por fases. temos a primeira fase, das indicações, onde podes nomear os teus blogs favoritos,aqui. e a fase final, as votações finais, que ocorrem logo imediatamente às indicações.
Esta fase, à semelhança das anteriores, esta aberta a todos os que quiserem participar, sejam eles, bloggers, comentadores, simpatizantes ou simples curiosos.

Como será o prémio?

A materialização do prémio será virtual (oferecida através de imagem ao premiado) e a votação que ditará os vencedores será realizada, anonimamente, através de um questionário online e disponível a qualquer pessoa.

Como se entregam dos prémios?
A entrega dos prémios será realizada através de uma Gala Blogosférica, utilizando-se este blogue para o efeito. De forma a gerar a maior interactividade possível, estão ser desenhadas ferramentas, que irão permitir um maior contacto blogosférico durante a Gala e que serão divulgadas oportunamente.






 A primeira fase já ocorreu, resultou na escolha  dos cinco blogues que receberam o maior número de indicações em cada categoria.  No momento,   até o dia 24 de Abril ocorre a segunda fase, votação para escolha do blog vencedor em cada uma das quinze  categorias que compõem o premio. 

Convido, os que por aqui passam a conhecer e votar no blogues indicados. Agradeço também, aos que me indicaram na categoria "Blog Revelação 2014". Já mandei  meu estilista desenhar meu traje para o red carpet.
 
Blog oficial - LINK
Formulário para votação na segunda fase. - LINK



  Love's Them - Barry white
 
 


        

A melhor parte é em  Chueca, zona gay de Madrid.


         Saule- Dusty Man
        


Percebo que  estou na seca quando vou escolher pepinos no mercado e acabo pensando em pica. 


 Não, eu não  pratico masturbação orgânica.

               Lana del Rey - Hit and Run
           
           Sobre a season 7 não tenho nada a dizer, apenas sentir.



     


Uma das coisas que mais sinto falta do Paraná, é não ser incomodado por ninguém no ponto de ônibus ou dentro do ônibus. Em Minas é quase regra, algumas(muitas) pessoas não conseguem entrar em um ônibus sem puxar assunto com quem está do lado - nem um fone de ouvido é impedimento para não  me cutucarem e contar suas vidas, ou para entregar um panfleto e me olharem com uma cara dócil e confortante e dizer: "Jesus te ama!", ou para me perguntar as horas sem eu eu ter um relógio de pulso e desandarem a falar. 
Sim, eu sou anti-social e não tenho saco para ouvir problemas dos outros às sete, oito horas da manhã. Durante a manhã eu esqueço até dos meus.
Hoje sentou uma mulher do meu lado no ônibus,  nada de anormal até ela deixar a mão cair na minha coxa três vezes. Uma vez é normal, duas vezes é o movimento do ônibus, três vezes é intencional e estou começando a perceber a situação.











 Afastei minha perna. Ela não seu deu por satisfeita, jogou o cabelo no meu rosto fingindo ajeitá-lo. ¡Por diós! Jogar o cabelo no rosto da pessoa é algum tipo de flerte? Ainda não satisfeita, ela deu uma de joão-sem-braço e me perguntou se o ônibus que ela estava era o que realmente queria estar porque o trajeto era diferente. Really bitch? Vinte minutos depois que você se dá conta que o trajeto é diferente? Reparei bem e percebi que ela tinha idade para ser minha mãe. No way! Nem seu eu fosse hétero ou bissexual. Quem usa batom vermelho sangue às nove horas da manhã? E outra, não sei o que ele viu em mim, estou longe de ser bonito.  Sem falar das situações embaraçosas em que fico sem saber como fugir de algumas meninas em festas. Eu acho muito violento dizer que eu sou gay, já que não perceberam isso.  Homem que é bom quando eu quero, nada! Será  Castigo?










 Testemunhas de Jeová:  Eu sempre abro a porta  e nunca consigo dizer que não estou interessado, me custa ser rude com as senhoras que fazem isso. E lá se vão quinze minutos do meu dia!
Não poderia ser dois Elders mórmons? Eu não me importaria de ouvir nenhuma pregação.  
 
Será que o universo nos devolve em dobro todas aquelas situações que não queremos que se repitam? 

Estou a crer que sim.

*joão-sem-braço: desentendida(o).

       
Eu não queria mais falar de política, mas ontem foi um dos dias  mais vergonhosos  história recente do Brasil. Vinte e um anos de ditadura militar não foi suficiente para muitos brasileiros entenderem a importância da democracia, talvez mais 21 sejam suficientes
Assistir a uma quantidade grande de pessoas clamarem  pelo Impeachment de uma presidente que até o momento não foi julgada por nenhum crime, e por intervenção militar é no mínimo risível.. 
Fora as demonstrações de misoginia,  racismo e ódio. Acredito que a maioria dessas pessoas que saíram as ruas ontem não sabem em que consiste um processo de Impeachment, tampouco sabem, que respeitar o resultado de uma eleição é parte vital da democracia. A corrupção e a cobrança excessiva de imposto existe no Brasil desde 1500, não foi inventada há 12 anos atrás e não cessara nos próximo anos. Atacar a uma pessoa e um partido ao invés de atacar o sistema político em si não é a solução para a corrupção. A  solução para os problemas latentes do Brasil chama-se reforma política e democratização dos meios de comunicação.


A intervenção militar de 64 durou 21  anos, estima-se que 3000 pessoas foram mortas pelo terrorismo de estado. Na Argentina estimasse que  30.000 pessoas foram  mortas pelo Estado. Os anos 60, 70 e 80 representam  um dos períodos mais obscuros da história latino-americana, quando uma onda de ditaduras militares  financiadas pelos E.U.A tomou conta do continente. É irônico um país  pais defensor da "liberdade" apoiar ditaduras por elas estarem de acordo com uma "liberdade" que não choca-se  contra seus interesses.

Se por acaso se eu assistir uma marcha em prol da volta da escravidão, do quinto e da derrama, eu não vou  achar estranho. 

 "Burrice" vem de longa data.


Ele não deve saber como os britânicos amam  Margaret Thatcher.









       



"O câncer de cólon, um dos mais incidentes no mundo, abrange o intestino grosso (o cólon) e o reto. Segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), estima-se que a doença atinge mais de 30 mil pessoas por ano, e faz, aproximadamente, 14 mil vítimas por ano só no Brasil.
Porém, esse tipo de câncer é tratável e curável na maioria dos casos quando detectado precocemente. Por isso, para educar os homens sobre os riscos dessa doença, a organização islandesa Mottumars criou uma divertida campanha para incentivá-los a se informarem mais sobre o assunto e tomarem medidas de prevenção." (Via Catraca Livre)

"Este tipo de câncer é um dos mais freqüentes, e em geral está relacionado ao sedentarismo, obesidade, tabagismo, história familiar de câncer colorretal, predisposição genética, à dieta rica em carnes vermelhas, e possivelmente, à dieta pobre em fibras."
Vá até o proctologista." (Via wikipedia - Sorry teachers)


Salve seu rabo e vá ao  proctologista.




Eu não consigo entender a importância que o mundo dá a essa  esse cerimônia. É realizada no E.U.A, para premiar quase que exclusivamente filmes de lá, embora exista uma categoria para filmes estrangeiros que não tira em nada  caráter nacionalista da evento.   Outra coisa, é a qualidade dos filmes estadunidenses   do últimos tempos, uma reciclagem de scripts que faz você deduzir o final dos filmes logo no início.