Universo Paralelo


       

O melhor curta que vi nos últimos tempos. Apatia, apreensão, medo, suspense, excitação e uma boa dose de loucura. 


— Fugir, fugir, fugir. Essa ideia assalta minha mente a toda hora. A solução pratica diante dos dramas e problemas que descortinam a minha volta. A vontade de fugir é imensa, quando às 4 da tarde me vejo chorando no ônibus a caminho da dentista  sem motivo aparente. 
Eu quero fugir outra vez. Eu quero voltar pra onde eu estava, mas onde estava não é solução para os meus problemas. 
— Você aponta o outro sempre. Você consegue perceber isso em suas falas?
—  Sim. Eu percebo, eu sei que transferir a culpa dos meu problemas para os outros e pensar que estar longe deles(os outros)  é a melhor solução, quando na verdade deveria ficar e encará-los, dizer tudo que está preso na garganta. Mas só de pensar no desconforto e na dor que tais ações acarretariam o medo me faz recuar. A ideia de fugir volta à mente. 

— Fugir de quem? Quem você não deseja perto de você? 
— Eu quero uma vida independente, só eu. A minha mãe e irmãos continuariam,  mas ele não.  Eu não o  quero na minha vida, ele não sabe quem sou sou,  ele negou sua paternidade, sempre fez questão de expressar que eu era um fardo para ele, embora estivesse presente diariamente nos últimos 20 anos. Tenho a impressão que não tenho um pai, tenho um pai financeiro. A figura paterna não existe.

— O que seria a figura paterna? 

— Não é nenhuma idealização de ficções, mas alguém presente na minha vida não apenas financeiramente, mas emocionalmente. Eu o odeio! Eu não o quero na minha vida, quanto mais distante melhor. Ele disse que não vai mudar sua forma de agir, sendo assim eu prefiro recuar, mas tenho medo de deixar alguma ponta solta. Algo inacabado. 

—  Mas  o medo de deixar uma ponta solta não é vontade   de solucionar o problema?

— Não sei, talvez... No tempo em que estive distante quis resolver o nosso problema de relacionamento ou melhor dito, a inexistência de relacionamento, no entanto declinei, fugi, quis evitar. Manter a distância era confortável. Eu não contava com a volta, ele não contava com a volta.Com o tempo vieram os ataques, as indiretas.  Ele não é capaz de ser maduro e direcionar seu dialogo a mim. Sempre por meio de indiretas que para quem sabe ler um pingo é letra. Assume o papel de vítima, mas de é incapaz de ver-me como vítima também. 

— Você percebe em suas falas  que você sempre  fala do outro?

 Onde ele quer chegar?  Repetir a mesma fala é uma provocação? Se for, consegui. ' Pensei.'
Naquele momento já não suportava mais encará-lo. Queria sair dali. O incomodo era reciproco. 



Eu em face aos  meus demônios e um dia de sábado.


I, I am a new day rising
I'm a brand new sky
To hang the stars upon tonight
I, I'm a little divided
Do I stay or run away
And leave it all behind?

It's times like these you learn to live again
It's times like these you give and give again
It's times like these you learn to love again
It's times like these time and time again

            


             

Nas internets da vida, nas interações líquidas às vezes somos presenteados com dádivas por pessoas que não fazíamos ideia da existência. O contato é fugaz, mas profundo e dotado de percepção aguçada para nos dar aquilo que precisamos naquele momento. Obrigado, moça anônima por essa música, por sua leitura perspicaz de mim. Amanhã já não saberei seu nome, mas todas às vezes em que me sentir perdido escutarei essa música e lembrarei de você. 

Se oriente, rapaz 
Pela constelação do Cruzeiro do Sul 
Se oriente, rapaz 
Pela constatação de que a aranha 
Vive do que tece 
Vê se não se esquece 
Pela simples razão de que tudo merece 
Consideração

(...)
Vê se compreende 
Pela simples razão de que tudo depende 
De determinação

(...)
Se oriente, rapaz 
Pela rotação da Terra em torno do Sol 
Sorridente, rapaz 
Pela continuidade do sonho de Adão







Tenho experienciado nos últimos dias contato profundo com meu ser e alguns  sentimentos que o constitui.  Diante da sociedade não são considerados nobres, mas vis e execráveis. No entanto, considero de imensa validade no meu processo de autoconhecimento  perceber e reconhecer que fazem parte de mim, mas  em razão da criação  para ser apto a viver em sociedade que me fora dada os encarcerei na carcel da culpa, libertá-los foi foi catártico e prazeroso. 
A perversidade e vingança fazem parte do meu ser. São de minha natureza e o ideal de ser "bom" não existe mais, desmoronou, não me leva ao sentimento de completude, pelo contrário, afasta-me. Eu sou perverso e vingativo, manifestar tais sentimentos por meio de ações é uma escolha, mas não mais me sentirei  culpado quando  vierem a minha mente.  


           



Stress Anxiety Depression - by John Ashton Golden-  May 24th, 2011.  



Hoje mais cedo rolando o feed do Facebook me deparo com um texto, cujo título é : "O verdadeiro lado da vida de um ansioso". O texto descreve com precisão cirúrgica muitas das coisas que passo desde que desenvolvi um quadro de T.A.G. Outra observação que faço é sobre algo que me incomoda bastante: o tratamento que muitas pessoas dispensam à ansiedade, nesse grupo inclui médicos, muitos deles descapacitados para identificar o problema e conduzir pacientes ao tratamento adequado. Tratam como algo simples e superficial, o que está longe de ser. Tenho batalhado muito para chegar aos porquês de ter chegado a este quadro. Espero me curar, ou saber dialogar com ansiedade, tê-la como companheira e dizer-lhe a hora certa de tomar seu devido lugar.

"Não há como entender a ansiedade sem mostrar o que se passa na cabeça de uma pessoa ansiosa. Este texto será uma viagem dentro da cabeça de um ansioso. E só para constar: ansiedade não é esperar por um telefonema, como dizem outros textos. É uma patologia, que se não trabalhada, evolui para pânico, depressão e até suicídio. 

Dormia e me remexia na cama, o coração apertado, a respiração ofegante. Pensava:
— Eu deveria estar dormindo melhor, por quê não me acalmo?
Estou com sono, quero dormir em paz.
Me reviro, me reviro e começo a despertar aos poucos.
Olhei para o relógio. Eram 07:30.
Mas como se fui dormir às quatro?
Lembrei que cheguei um pouco alegre, derrubei algumas coisas, mas estava bem.
Passei a lembrar daquele pub, muito Rock n`Roll, muitas pessoas bonitas, mas o clima era pesado.
Voltei a tentar dormir, não conseguia.
Fui ficando com frio, mais frio e os pensamentos de culpa não saíam de minha cabeça.
Pensava que logo teria que me arrumar para viajar, mas não me sentia bem.
Como sairia daquela cama sem me sentir bem?
Coração acelerado, frio, enjoo e dor de barriga.
Decidi me levantar e tomar um banho.
Durante o banho, sentia aquela ducha quente tentar me acalmar.
Tentava me convencer de que aquela ducha me acalmaria.
Coração apertado, ofegante e cabeça a mil.
Começava então a me culpar.
Você não conseguiu nada de útil em sua vida até hoje. Quem é você? Quando terá uma vida melhor? Por quê não consegue levantar cedo e ir caminhar como as pessoas sãs conseguem?
Você está sozinho, está longe de tudo e de todos.
Quem é o seu grupo? O que faz neste mundo?
Quantos anos você tem? Como esperava que sua vida estivesse quando atingisse esta idade?
Onde mora? O que te pertence?
Quem te pertence?
O que você fez até hoje?
Para onde quer ir?
Por quê não está estudando mais?
(...)
Por quê todos conseguem rir menos você?
Como queria que sua vida fosse?
Por quê não existe naturalidade em nada que faz?
Por quê você não pertence? Por quê sonha com coisas tão inalcançáveis?
E se tivesse escolhido outro caminho?
Como será o futuro?
Esta tortura psicológica irá passar um dia?
Quando serei feliz de verdade?
Quando poderei ver meus valores e seguir com segurança?
Segurança?
O que isto significa?
Não estou seguro.
Esta cidade está um caos.
Demorarei séculos para chegar a algum lugar.
Tudo caro.
Quando terei um lar próprio?
(...)
O que eu gosto?
Poucas coisas eu gostei em minha vida. Dança, filmes, momentos raros, abraços raros, praias raras, sensações de pertencimento raras.
Por quê todos conseguem se divertir com coisas banais e eu não?
Por quê não pertenço?
A onde pertenço?
Quero viver, sonhar, voar, mas para onde?
Teria coragem de voar?
Tenho medo, muito medo.
Quero conquistar o mundo.
Que mundo?
Teria eu habilidade para dominar este mundo?
Será que fiz escolhas que me trouxessem sanidade?
Ou será que escolhi o caminho que será mais tortuoso?
Mas se tivesse escolhido o caminho mais fácil, seria eu feliz, sem me intrigar?
Oh, quantas indagações…
Ignorância realmente é uma benção…
Será que todos são assim como eu?
Estou com medo de sair de casa.
Que lugar é esse?
Pertenço a aqui?
Meu estômago ainda recusa o pensamento de comida, meu coração não desacelera.
Deveria eu tomar um calmante?
Mas e se eu tomar calmante e não relaxar?
E se eu só relaxar com calmantes no futuro?
Como lidarei com problemas maiores em minha vida se não consigo lidar com as pequenas pressões de hoje?
Pequenas pressões?
Seriam pequenas as pressões de tentar se criar uma identidade neste mundo cheio de pessoas tão melhores do que eu?
Auto estima…
Por quê penso eu que estas pessoas são melhores?
Você deveria trabalhar melhor esta auto estima ai…
Cansado.
Cansado de pensar tanto.
Só queria relaxar e ser ignorante.
Queria não querer saber de tudo.
Queria ter o mesmo sorriso leve das pessoas na rua.
Como são suas vidas?
São completas?
Ou seriam todos fúteis querendo comprar a felicidade num shopping?
Ignorantes, felizes todos os ignorantes…
Estou eu ficando doente?
Por que não me sinto bem?
Preciso de terapia…
Terapia é caro! ó meu Deus, nada tem solução!
Onde estará a felicidade em mim mesmo?
Seria eu feliz quando estiver velho?
Quando já tiver vivido tudo o que tinha para viver e já saberia como foi minha vida? Sem medo do que será o futuro que já teria passado?
(...)
Oh vida feliz de Disney, onde estará?
Oh Príncipe encantando, existes?
(...)
Quando virei uma pessoa tão realista? Para onde foram os sonhos? A vida teria graça em si? Ou nós faríamos esta graça? O que será do amanhã? E o agora? Deveria estar vivendo o agora. Ainda estou neste banho e estou cansado, cansado de pensar, cansado de sofrer. Quero ser leve. Quero ser livre. Quero morrer. Haveria liberdade nos céus? Mas a igreja criou o céu? O que há depois daqui? Não, não quero mais morrer, quero encontrar a felicidade aqui. Aqui. E aqui. Estou cansado de pensar. Vou ligar uma música. E assim os pensamentos se esvaem no modo automático de se viver, onde todos aqueles ignorantes vivem. Oh dom incoerente o de pensar e questionar. Oh dom causador de toda esta necessidade de ser ter o controle sobre tudo. Oh maldita necessidade de acelerar as coisas e controlar aquilo que não posso. Oh vida…
Sai do banho, tentava ver o mundo como algo a que pertenço e começava a arrumar minhas coisas para viajar. Aos poucos o coração foi desacelerando. A crise de ansiedade ia passando… O corpo se aquietando. E a busca por um dia de paz se iniciava… Os prantos e as orações para alguém que talvez estivesse me olhando invadiam o peito e a paz ia entrando. Como fazer para manter esta paz? Já não se sabia mais, afinal, de que adiantava pensar tanto? Ligava o botão do desligamento e do modo automático e sonhava com uma vida tranquila numa varanda, numa rede e um copo de café. Ah não, desta vez, chá, porque café incita a ansiedade.

Caros, esta foi uma viagem dentro da cabeça de um ansioso. Chamo suas atenções para um problema que está dominando a sociedade atual. Estamos vivendo em um mundo competitivo e vivemos sob muitas pressões. Muitos de nós já acordamos com taquicardia, respiração ofegante e medos. Medos de como será o futuro. Medos de, se a pessoa que está conosco, está de fato conosco, medo de viver. Esse medo de viver, nos coloca dentro de uma caixa de pensamentos auto destrutivos que precisam ser buscados em sua origens e tratados.(..)  Ansiedade é normal, mas passando de certo ponto, há de se investigar sua causa e tratamento. Pensar demais pode levar à um quadro de loucura e perda de controle de seus pensamentos, que podem levar à síndrome do pânico, a ataques violentos e até ao suicídio. (..)  Ansiedade não é bobeirinha de querer que alguém responda rápido a uma mensagem. Não é só roer as unhas. É tremer, perder o controle e se questionar se ainda somos sãos. Se ainda somos donos de nossas escolhas. Não banalizem um problema sério da sociedade atual!"


via: MagObvius







                         "Amar é encontrar na felicidade do outro sua própria felicidade"




            




Nos últimos dias me sinto bloqueado emocionalmente, não completamente bloqueado. Um estado indefinido. Nenhum substantivo o nomeia.
 Músicas me acompanham. Algumas acalmam,  algumas golpeiam insistentemente a mente com seus refrões.  
Entre Carrow, Jung e Campbell uma pergunta renitente açoita minha mente: Quem é você?  Eu não sei!  Eu tento olhar para dentro, mas o medo do que verei é maior e vacilo covardemente ou instintivamente porque talvez não seja o momento certo.  Existe momento certo?
Não é sobre nome, gostos, idade, RG. É sobre tudo e sobre nada. Sim, Nada! Nada e puro nada. Talvez eu não seja nada, contrariando qualquer tratado cartesiano. É sobre ser, que não sei  quem é, como é , que talvez exista ou  não exista  ou precise ser re-des-construído. 


Alices's quotes I, II e III "significados". 'Quem é você?' é uma pergunta enigmática capaz de retirar de órbitas corpos ina/animados. Pode parecer ser simples a um olhar desapercebido, mas  que cedo ou tarde toma nossa atenção, de simples passa a intricada, descortiná-la pode levar uma vida ou várias. Vale a pena? 

 
             







Nunca pensei que me fosse acontecer, mas aconteceu: Um crush por um menino que não sei em qual time ele joga. Bonito, introvertido, nenhuma demonstração de "heterossexualidade" aparente, adora ler, ar misterioso...Um boy magia! Mas como quase todos os boys com quem sai conheci por internet, e os outros poucos eu sabia de antemão que eram gays, agora não sei como lidar com a situação. O meu gaydar não funciona com ele. Já mandei a foto para "azamigas CSI" que sabem reconhecer por foto e me disseram que ele provavelmente é do grupo, no entanto, não muda muita coisa. Se eu tentar qualquer aproximação e ele não for gay/bi eu não saberia lidar com a situação depois, já que conviverei com ele até o dezembro. Hoje numa conversa com o crush ele disse que já namorou uma única vez, mas não fez menção nenhuma ao gênero do namorado(a). Se eu perguntasse ficaria muito na cara. Não quero queimar minha língua e transformar "a queda/crush" em algo platônico. (Queimar a língua porque nunca consegui entender a razão das pessoas terem paixões platônicas). Ao mesmo tempo não sei se é carência da minha parte, porque os sentimentos pelo ex, continuam os mesmos há quase quatro anos, ou não...


           





Continuo constantemente me sentindo insatisfeito, melancólico. Como se faltasse sempre algo, como se a felicidade estivesse sempre a um passo, mas um passo que eu nunca fosse capaz de dá-lo.
É uma sensação inimaginável e debilitante, que me faz sentir só, mesmo quando estou em companhia de outras pessoas. É desgastante; É um verme que come suas estranhas lentamente.
Cada manhã sinto esta estranha sensação de “vazio”, aos poucos parece atenuar-se, mas não desaparece por completo. Continua latente, como se fosse um stand by. Você sabe que está aí, mas não o incomoda tanto. É como se fosse um bip de alarme a soar distantemente. Algumas vezes o lembra que não é feliz, que não basta a si mesmo porque amor não é feito de si próprio, o lembra que o ser humano não nasceu só, mas que tem necessidade de uma vida social verdadeira.
Continuo acreditando que esta sensação é típica de quem não aceita a si mesmo. (...)
Quero compreender o que me faz sentir assim. Quero compreender o que provoca em mim e a quê compete. Quero derrotá-la! Quero vencê-la! É um tumor. Um câncer da alma. (...)
Compreendo agora, finalmente, que seria nada mais que um ato de vergonhosa resignação.
Decidi comportar-me como um homem, pelo menos uma na vida. Isto está transformando-me num guerreiro. Gosto de imaginar-me como um soldado da paz, pronto para lutar e destruir os sentimentos que me assaltam.
Agora, como já disse, estou estudando o inimigo. Devo compreender seus hábitos para aniquilá-lo. Não consigo imaginar que seja mais simples morrer. Quero viver, mas ao meu modo. Espero um dia, poder ser feliz de verdade.


Fragmentos traduzindos do capítulo X do livro: "Io sono gay...Al meno cosi credo" de Salvatore Savasta, Palermo 2014.

Sinto uma  epifania quando algo "traduz" ou descreve perfeitamente o que sinto, ao contrário do trecho  a sensação de vazio me invade no fim do dia, no ônibus de volta à casa, às sextas à noite. 



               


Versión en Español: Soy gay, al menos eso creo

Continúo, perennemente, sintiéndome insatisfecho, melancólico. Como si faltase siempre algo. Como si la felicidad fuera siempre a un paso, pero que yo fuera incapaz de darlo. 
Es una sensación increíble y debilitante. Te hace sentir solo incluso si estás en compañía. Te desgasta. Es un extraño gusano que te carcome lentamente desde dentro. 
Cada mañana siento esta extraña sensación de “vacío”. Luego, poco a poco, parece atenuarse, pero no desaparece en realidad. Se queda latente, como si fuera un stand by. Sabes que está ahí, pero no te fastidia. Solo de vez en cuando te recuerda, como una suerte de timbre de alarma, de que no eres feliz. Que no te bastas a ti mismo porque el amor no se hace a sí mismo. Que el ser humano nació solo, sino que tiene necesidad de una vida social verdadera. Yo continúo creyendo que esta sensación es típica de quien no se acepta a sí mismo. (…) Quiero comprender lo que me hace sentir así. Quiero comprender lo que provoca en mí y de qué dependa. ¡Quiero derrotarla! ¡Quiero vencerla! Es un tumor. Es un cáncer del alma. (…) Comprendo, ahora, finalmente, que sería nada más que un acto de vergonzosa resignación. He decidido comportarme como un hombre, por una vez en la vida. Esto me está transformando en un guerrero. Me gusta imaginarme como una suerte de paladín de la paz, listo a luchar para destruir las sensaciones que continúan asaltándome. Ahora, como ya dije, estoy estudiando al enemigo. Debo comprender sus hábitos para aniquilarlo. No logro imaginar que sea más simple morir. Quiero vivir, pero debo hacerlo a mi modo. Espero, un día, poder ser de verdad feliz. 






Estava eu aqui quieto no meu canto, quando ontem pela manhã recebi uma chamada de uma empresa de seleção de pessoal de São Paulo. Estranhei! Por quê uma empresa de lá me ligaria?! A moça me falou de uma proposta de emprego para uma indústria na minha cidade. Aceitei porque há um tempo venho buscando estágio/trabalho e, empresas baterem à porta de alguém não é algo comum, ainda mais nos tempos da famigerada "Crise", a qual me recuso acreditar que exista por razões que não cabem aqui dizer. Depois de preencher um currículo no site da empresa, um pouco mais tarde a moça me retorna e marca a entrevista para o dia seguinte. Lá hoje fui eu. Tomei um susto pelo tamanho da empresa e por ser uma subsidiária de uma empresa mundialmente conhecida do ramo de maquinário pesado. Tive que assistir a um vídeo de apresentação da empresa e suas normas de segurança antes de entrar de fato na fábrica e dirigir-me à entrevista.

Aguardei vinte minutos na recepção até que fui convidado a dirigir-me a uma sala onde fui entrevistado por um senhor, que após ler meu currículo me disse: "Seu perfil é de uma pessoa intelectual, administrativo, que não vai de encontro com perfil necessário para ocupar a vaga. É uma pessoa que estuda, que corre atrás. Este é trabalho onde você terá de carregar peças, onde toda sua capacidade intelectual será desaproveitada. Você se frustrara facilmente. Por que você quer esse trabalho?"  Eu não poderia dizer o óbvio $$$$. Disse que tinha experiência para o cargo, embora esta experiência foi adquirida numa empresa, cujo ramo é completamente diferente e mais toda a ladainha que me foi ensinada a dizer em tais ocasiões nos diversos cursos de formação que tive. 

O recrutador me fez uma propaganda negativa absurda do cargo em questão, que por fim desisti. Diante de tal cenário não me restava outra. A empresa precisava de uma pessoa com baixa instrução, pois se ao me contratar correria o risco que eu não ficasse no posto nem por um mês, segundo o senhor recrutador. Duvido muito disso. Aprecio a sinceridade do moço em questão, que muito gentilmente me passou contatos de pessoas da empresa para que eu tentasse algo relacionado a minha área de estudo, porque a empresa possui laboratórios. Elogiou-me o máximo que pode. Não precisava porque eu não me debulharia em lágrimas diante de uma negativa.

 Resumindo a missa: Eu  realmente não entendo essa lógica perversa do capitalismo. Instrução de menos, não tem emprego,  instrução um pouco a mais, também não, instrução completa tem, mas não é fácil conseguir. Eu não consigo emprego nem em supermercado, empresas que sempre têm vagas. Não posso omitir meu superior incompleto porque vem sempre a pergunta? O que você fez de 2011 até hoje? Não tenho como inventar e tentar mentir para um psicólogo. Este é só um dos episódios que compõe a saga pela busca de estágio/emprego. Tenho passado por situações absurdas de outubro para cá. Às vezes tenho vontade de chutar o pau-da-barraca e virar hippie, ir vender minha arte em praças e praias da vida. De quê me serve  estudar fora o gosto pelo estudo?



                       






Dudas que me surgen:

¿Mirar una peli?

¿Leer un libro?

¿Buscar a una serie en Netflix?

He intentado todas las anteriores, pero nada me ha gustado

¿Dormir? ¡Nooo, dormir no!

¿Salir de fiesta? ¡Un sueño, pero sin amigos jamás.  La ultima vez fue hace más de un año, cuándo mi amigo marinero ha venido visitarme, pero fue una cagada. Fuimos a una disco terrible en B.H que tocaba funk y pop de Disney. Los gais se veían locas en la disco. Mi amigo marinero y yo los mirábamos incrédulos pues se ponían locas por el funk y el pop de los más terribles. No nos quedamos, después hemos dado un vistazo en los bloques alrededor y todas las demás oímos lo mismo, además son espacios muy pequeños y caros por la calidad ofrecida. No me quise creer.  
¿Estoy o no estoy en una metrópoli? - Me preguntaba. Yo pensaba que los gais de los grandes centros tenían gusto apurado, mejor dicho de B.H, pero parece que no. Pensaba yo que la escena  de discos de Iguazú era mala, no lo es. Es cierto que esperaba encontrar aquí algo que se acercase de las pelis o de que lo decían de São Paulo. Hay quien diga que B.H es un pueblo. Tal vez fue un vienes cagado solamente. No sé. Tengo ganas de volver a Iguazú u ojalá que alguien me muestre espacios de calidad por aquí donde se pone música electrónica a romper. Reggaeton no lo creo que voy a encontrar, se queda para la frontera.


                 


Pienso en sacar el DELE este año, por esa razón voy a tratar de poner el blog bilingüe o intercalar textos en español y portugués. Preciso entrenar la escrita.




Eu tenho 22 anos. Hoje eu descobri que eu não aceito a minha homossexualidade. Eu estive enganado  por todo esse tempo. Não aceitar minha homossexualidade, talvez seja o "menor" dos problemas. O maior deles, é o  "medo profundo" da rejeição dos outros.

Escrito há alguns meses. Não sei estimar a data, mas foi após uma sessão para iniciar uma terapia. Continuo não aceitando-a. Pode soar contraditório, para mim também o é.