Universo Paralelo


Perdi a liberdade de escrever sobre certas situações da minha vida após compartilhar o endereço do blogue com uma pessoa, o qual, foi citado inúmeras vezes neste espaço. Se foi um erro, não sei. Não há absolutamente nada do que foi escrito sobre ele que ele não saiba ou tenha sido dito por mim a ele. A mudança de endereço não é subterfúgio para falar mal dele, mas para garantir a expressão dos meus sentimentos livremente e sem nenhuma censura a partir deste momento na minha vida. 
No embalo disso optei por um endereço que refletisse o nome do blogue, embora em outra língua, o Latim.  
   


                    

Seguimos nos destruindo. Seguimos nos matando. Seguimos atentado contra a razão. (...) Que nós evoluamos. Que nós amemos. Que nós fodamos. Que nós troquemos os mísseis por consolos, as armas de destruição em massa por orgias descomunais. Deixemos de invadir países e comecemos a conquistar cus. Pratiquemos bondage e SDM ao invés de escravizar crianças. (...) Que os gritos de orgasmos substituam os gritos de fome e desespero. Fodamos sim! Fodamos e Fodamos! Acabemos urgentemente com esse pensamento hipócrita e cruel. Deixemos de nos escandalizarmos por ver nossos corpos nus enquanto aceitamos normalmente ver corpos mutilados. Façamos algo, não importa o que seja. Mas façamos, com urgência e sem desculpas, porque somente quando cada pinto/pila e cada buceta/crica seja respeitado, valerá a pena viver neste mundo.


Evolucionemos. Amémonos. Follémonos. Cambiemos los misiles por los consoladores. Las armas de destrucción masiva por orgía multitudinarias. Dejemos de invadir países y empecemos a conquistar culos. Practiquemos el bondange y la dominación en lugar de esclavizar a nuestros niños. (...) Que los gritos de cada orgasmo sustituyan los gritos de hambre y la desesperación. ¡Follemos sí! ¡Follemos y Follemos!. Acabemos ya con esta forma de pensar hipócrita y cruel. Dejemos de nos escandalizarnos al ver nuestros cuerpos desnudos mientras aceptamos ver cuerpos mutilados. Hagamos lo que sea, con urgencia. Sin excusas. Porque solo cuando cada polla y cada coño de este planeta sea respetado, valdrá la pena vivir en él.


Não faz parte dos cânones das canções populares que as pessoas solitárias e em estado mais ou menos grave de carência emocional se sentem em frente aos seus computadores domésticos, em vez de se deitarem a ouvir na escuridão a chuva a bater na janela, enfiem um CD qualquer no leitor de CDs, e se liguem às salas de chat, na esperança um pouco patética e desesperada de encontrar alguém, que goste igualmente de cinema, de jazz, de romances norte-americanos e poetas portugueses, com quem passar um bom bocado de conversa, que pode vir a culminar num café para se conhecerem, ou mesmo num cinema, de quem se tornem ‘amigos ou algo mais’, ou mesmo na esperança, ainda mais patética e desesperada, de duas horas de urgência e calor que acabem em manchas no lençol (...)     Miguel Botelho. Elvis sobre a Baía da Guanabara e Outras Histórias. Conto: Quatro Canções. (p. 484-486). 2013. INDEX ebooks.


Ler este trecho deste conto rapidamente me remeteu ao filme argentino Medianeras, em Português:'Buenos Aires na era do Amor digital'.  É um retrato da vida e lógica dos relacionamentos na era digital nas grandes metrópoles. O sentir-se só rodeado por milhões. O contexto pode ser transferido a qualquer metrópole do mundo ocidental. O filme marca pela simplicidade e crueza dos diálogos, algo característico da robotização  das relações contemporâneas.  

                              


  
       



Medianeras em livre tradução é o mesmo que paredes sem janelas, divisões.  O filme está disponível no catalogo da Netflix.







                                       


2015 não foi o melhor de meus anos em grandes aspectos (saúde principalmente), mas posso dizer que muitos passos adiante foram trilhados, algumas situações que me agoniavam se encaminharam outras ainda falta muito a percorrer, outras necessitaram de grandes quantidades de energia para começarem a  ser resolvidas.

Desde de 2014 me encontrava perdido em relação ao futuro da minha vida profissional, em especifico sobre qual carreira seguir. Este ano acho que encontrei a ponta do fio da meada. Acho, simplesmente porque é um terreno incerto todavia, não posso afirmar com total certeza se encontrei a profissão que quero seguir e que ocupara grande parte de tempo da minha vida, porquê estou construindo os alicerces do que pode vir a ser várias carreiras. 

Em julho me matriculei em curso técnico em química, precisava fazer algo e tinha uma necessidade latente de voltar estudar. Não quis arriscar nenhuma graduação com tanta dúvidas pairando em minha cabeça, o resultado não poderia ser positivo como relatei em posts passados. Escolhi um curso técnico em química, me baseie nos melhores resultados das disciplinas que tive enquanto cursava Eng. no momento em que o escolhi.Posso dizer que gostei, continuo gostando e arrisco a dizer que foi uma escolha acertada e talvez será um forte indicativo sobre qual graduação seguirei após o término do curso. Também agradeço a uma pessoa que deixou um comentário neste sugerindo que fizesse este curso. Obrigado! 

Outro elemento que contribuiu para que me sentisse mais seguro quanto a minha escolha foi ter escutado em uma aula de psicologia organizacional neste semestre que nossas escolhas profissionais não surgem no momento em que nos matriculamos em um curso de graduação, mas são resultados de um processo compostos por experiências que podem começar na infância. Estar atento a esse aspecto é importante. Olhando para o passado, vejo que meu interesse pela química surgiu quando quando escutei a primeira vez a palavras elétron em um curso de de manutenção de computadores quando tinha 13. Desde então nutro grande interesse  por esta ciência. 

Agora enxergo clararamente como uma sucessão de experiências neste campo me levaram a onde estou hoje. Afirmo com total certeza que esta foi a melhor coisa que me ocorreu este ano. Estar em bancada de laboratório é algo super prazeroso.


Resoluções de Ano Novo


Como disse neste posto, há um bom tempo que não faço resoluções de ano novo, porque ao final não resulta em nada e raramente realizei aquilo que planejara. Mas este ano contrariando esse pensamento resolvi fazer porquê sim e não sei o porquê, simplesmente porquê sim e porque meu deu vontade. Não será nada surreal e aparentemente irrealizável dentro da rotina de um ocidental, (acredito eu),mas apenas necessidades urgentes em minha vida, as quais independem de uma ano novo para serem planejadas e implementadas e surgiram a partir de uma consulta médica algumas semanas e que há muito tempo as protelava. Não tive clima para implementá-las em 2015. Estou de férias e esse último mês me dei ao luxo de viver preguiçosamente. Quero aproveitar do espírito coletivo das pessoas que acreditam que mudanças ocorreram após os 10 segundos finais do dia 31. 

I. Voltar ao patamar de dois minutos de mente limpa, alcançados com meditação em 2012 e que o ritmo de vida corrida que iniciou-se com aquele ano fez com isso fosse perdido completamente.

II. Atividade física. Não quero depender de remédios para o resto da vinha vida para corrigir minhas deficiência de serotonina e dopamina. Segundo minha médica, atividade física regular auxilia na produção desses neurotransmissores e conseguem em algumas pessoas manter níveis regulares sem que necessitem recorrer a medicamentos. Espero ser uma dessas pessoas. 

Feliz 2016!!!


                                  



                              

                                           
Apaixonar-se pode ser algo não muito comum na vida de muitas pessoas, muitos dizem que acontece uma única vez em toda a vida. Mas algumas pessoas são exceção à máxima, ou não. Algumas se apaixonarem diversas vezes e numa velocidade assustadora, mal saem de um relacionamento e pimba! Já estão em outro. Todas as fotos do antigo namorado no Facebook são apagadas e rapidamente substituídas pelo atual namorado, declarações de amor pra lá e pra cá, logins de redes sociais são trocados como se fossem alianças, anula-se as individualidades. Tudo isso em questão de um mês ou dois. Será realmente paixão, será amor ou simplesmente o desejo de não estar só? 

    É arrogância minha questionar os sentimentos alheios, no entanto, a natureza fugaz e volátil desses relacionamentos que observo e os sentimentos neles expressos me inquietam. Por quê? Levo quase quatro anos amando a mesma pessoa e em muitos momentos desejaria não seguir amando. Amo a distância, sem previsão de ver pessoalmente, tenho medo de seguir alimentando o futuro e o tempo passar. A distância machuca. Muitas vezes desejaria ser fugaz em relação aos meus sentimentos como essas pessoas a quem me refiro. Tenho a concepção que o amor e a paixão são sentimento que tardam acontecer e são resultados de construção e não se esvaem em um passo de mágica após o término. É uma concepção puramente empírica alicerçada em minhas experiências. Tenho total ciência que não posso pautar experiências alheias em minhas experiências, mas não consigo deixar de achar absurdo quando alguém mal começa a namorar e diz amar seu parceiro em questão de um mês. Não soa crível para mim. Mas sendo sincero, invejo-os por suas capacidades aparente de desprenderem-se do antigo relacionamento tão facilmente.   

Busquei por relacionamentos após o término do que posso chamar de único relacionamento que tive até hoje e que resultou no sentimento que ainda carrego comigo. Falhei em todas tentativas. Praticamente todos os encontros que tive não passaram do primeiro. O único que teve um segundo, desisti por que a forma que o rapaz me tratava era muito artificial, tentou criar um clima de romance surreal dentro das duas vezes em que estivemos juntos. Ele era extremamente carente, e carência foi o que mais encontrei com todas os rapazes com que me relacionei nos últimos três anos, seja em fast-fodas dos aplicativos, seja nessas tentativas de encontrar um namorado para tentar superar meus sentimento pelo moço que ainda amo.
                                     
Não sei demonstrar afeto se não for verdadeiro, fazê-lo é viver uma farsa e é exatamente isso que penso que pessoas que amam em um mês fazem, posso estar enganado e a dificuldade de compreender isso me impeça de fazer algo semelhante. 
Tenho uma concepção de relacionamento muito engessada, que para a existência de um, tem de ser passo a passo e tenho a sensação que no mundo gay isso resulta ser difícil porque foram raros os encontros que tive em que não terminei na cama de alguém, até daqueles que diziam procurar um relacionamento e tudo acabava-se ali. Nada diferente daqueles que procuravam por "real agora e com local".

Tenho medo da solidão, tenho medo de morrer sozinho. Muitos já me disseram que sou novo, tenho apenas 22**, tenho muito a viver. Mas já fiz muito sexo, fui puta de primeira categoria sem juízo de valor, já fiz muitas loucuras, não sei se quero mais isto. Queria poder me desprender, queria viver livre da obrigação do sentimento que carrego e deixá-lo no campo da possibilidade futura, viver sem ter isso em conta. 










[..] Alicia casi se había olvidado de la Duquesa, y tuvo un pequeño sobresalto  cuando oyó su voz muy cerca de su oído.
«Estás pensando en algo, querida, y eso hace que te olvides de hablar. No puedo decirte en este instante la moraleja de esto, pero la recordaré en seguida».
«Quizá no tenga moraleja». -- se atrevió a observar Alicia.
«¡Calla, calla, criatura»! -dijo la Duquesa

« Todo tiene una moraleja, sólo falta saber encontrarla».
[...] «y la moraleja de esto es... «Oh, el amor, el amor. El amor hace girar el mundo».
«Cierta persona dijo  que el mundo giraría mejor si cada uno se ocupara
de sus propios asuntos».  -- rezongó Alicia.
«Bueno, bueno. En el fondo viene a ser lo mismo». 
«Y la moraleja de esto es...: Cuídate del sentido que las rimas cuidarán de sí mísmas». -- dijo la Duquesa.



A esta altura tinha-se esquecido totalmente da Duquesa, e teve um leve sobressalto quando ouviu a voz dela em seu ouvido:
“Você está pensando em algo, minha querida, e isso faz você se esquecer de falar. Não posso lhe dizer agora qual a moral disso, mas daqui a pouco me lembrarei.”
“Talvez não tenha nenhuma”,Alice arriscou-se a observar.
“Ora, ora, minha criança!” disse a Duquesa. “Tudo tem uma moral, basta saber encontrá-la.”
[...] a moral disso é... ‘O amor, o amor que faz girar o mundo!’”
“Ouvi alguém dizer”, murmurou Alice, “que isso ocorre quando cada um cuida de seus próprios interesses!”
“Exatamente! Quer dizer a mesma coisa” [..] “e a moral disso é... ‘Cuide dos sentidos, que os sons cuidarão de si mesmos.’”




                         






Seja ele virtual ou presencial, a escolha do presente para o amigo oculto é igualmente difícil. Confesso que não foi fácil, espero que minhas leituras sobre você estejam próximas da realidade. É um completo tiro no escuro sob determinadas perspectivas, já que um blogue não nos permite conhecer a totalidade da personalidade da pessoa que o escreve, apesar de acompanhá-lo desde o início de suas atividades blogueiras.  Percebo que nutre um gosto especial pela arte e pelo corpo com suas diversas expressões, dado a isso meus presentes são três peças literárias que retratam-no. 
Good, desejo a você e o V boas festas e bom 2016.
                                                                                    
O Minuto Depois¹

Richard Taddei, 'Falen Warrior"
Nudez, último véu da alma que
ainda assim prossegue absconsa.
A linguagem fértil do corpo
não a detecta nem decifra.
Mais além da pele, dos músculos,
dos nervos,do sangue, dos ossos,
recusa o íntimo contato,
o casamento floral, o abraço
divinizante da matéria
inebriada para sempre
pela sublime conjunção.
Ai de nós, mendigos famintos:         
Pressentimos só as migalhas   
desse banquete além das nuvens
contingentes de nossa carne.
E por isso a volúpia é triste
um minuto depois do êxtase.


ARichard Taddei: 'Standing'





                             

 Metafísica do Corpo²

A metafísica do corpo se entremostra
nas imagens. A alma do corpo 
modula em cada fragmento sua música 
de esferas e de essências 
além da simples carne e simples unhas. 

Em cada silêncio do corpo identifica-se
a linha do sentido universal 
que à forma breve e transitiva imprime 
a solene marca dos deuses 
e do sonho. 

Entre folhas, surpreende-se
na última ninfa
Richard Taddei: 'Sleeping Baccus'
o que na mulher ainda é ramo e orvalho 
e, mais que natureza, pensamento 
da unidade inicial do mundo: 
mulher planta brisa mar, 
o ser telúrico, espontâneo, 
como se um galho fosse da infinita 
árvore que condensa 
o mel, o sol, o sal, o sopro acre da vida. 

De êxtase e tremor banha-se a vista
ante a luminosa nádega opalescente, 
a coxa, o sacro ventre, prometido 
ao ofício de existir, e tudo mais que o corpo 
resume da outra vida, mais florente, 
em que todos fomos terra, seiva e amor. 

Eis que se revela o ser, na transparência
do invólucro perfeito. 


Richard Taddei: 'Life guard in Love'

Rchard Taddei: 'Gargoyle'
³(...) Gosto de corpos duros, esguios, de nádegas iguais àqueles gomos ainda verdes, grudados tenazmente à sua envoltura. Gosto de cu de homem, cus viris, uns pêlos negros ou aloirados à volta, um contrair-se, um fechar-se cheio de opinião.(...)








1. O minuto depois: Carlos Drummonde de Andrade.
2. A metafísica do corpo: Carlos Drummonde de Andrade
3.  Fragmento do livro "Cartas para um sedutor" de Hilda Hilst

Perguntas e resposta sobre o Good


I. Cor dos olhos?     
Castanhos
II. Número do sapato
45(EUR) 
III. Cor favorita?
Amarela
IV. Praia ou montanha?
Praia 
V. Tipo de música favorita?
 Deep house, Soul music, Indie e pop (talvez, pop não industrial).
VI. Data de início da actividade blogueira?
Quinta-feira, 7 de agosto de 2014.
VII. Personalidade que o amigo secreto o faz lembrar?
Esta pergunta é tramada como dizem os tugas.
Não saberia indicar uma personalidade, já que não o conheço pessoalmente, então vou pelo que percebo da sua escrita: Aberto, fácil de lidar, atrevido.






"Eu não sabia que gatos de Cheshire  sempre sorriem; para dizer a verdade, eu não sabia que gatos podiam sorrir." 
"Todos podem", disse a Duquesa, " a maior parte o faz."  
"Não conheço nenhum que o faça", disse Alice muito polidamente. 
"Você não sabe de muita coisa", disse a Duquesa, "esta é a verdade."

[..] Alice tomou um susto ao ver o gato de Cheshire sentado num galho de árvore poucos metros adiante. O gato apenas sorriu ao ver Alice. 
"Gatinho de Cheshire, você poderia me dizer por favor qual o caminho para sair daqui?"
"Depende muito de onde você quer chegar." disse o gato. 
"Não me importa muito onde", foi dizendo Alice. 
"Nesse caso não faz diferença por qual caminho você vá", disse o gato.
"Desde que aqui chegue a algum lugar". Acrescentou Alice, explicando.
"Oh, esteja certa de que isso ocorrerá, desde que você caminhe bastante." 

"Mas eu não quero me encontrar com gente louca." Observou Alice.

"Oh, não se pode evitar" [...] "Todos são loucos por aqui. Eu sou louco. Você é louca." 

"E como sabe que eu sou louca?"

"Você deve ser ou então não teria vindo aqui".




              

Já posso considerar, que toda quinta sexta-feira do mês de Novembro passa a fazer parte do calendário brasileiro, assim me programo mentalmente para o transito infernal com excesso de carros, para o excesso de gente nas ruas. Hoje me senti como numa véspera de Natal. Demorei 20 minutos para conseguir pagar uma garrafa de água em uma farmácia por causa da fila extensa, com pessoas comprado de medicamentos a absorventes com desconto.

                                


Os únicos lugares  cheios de pessoas, onde me sinto bem são as  discos. 

Por falar em disco, há tempos não desejava tanto que uma sexta-feira chegasse logo. Bateu uma saudade das discos que eu frequentava em Foz, até da única gay que existe na cidade e que sempre,  às sextas-feiras ficava às moscas, mas mesmo assim eu gostava de ir para espairecer,  escutar o  tuch-tuch e liberar as tensões acumuladas. 

Hoje foi um dia cheio, após uma semana intensa de trabalho, fora os meses anteriores de pesquisa, que culminaram em um teste de análise sensorial para avaliar a aceitabilidade e viabilidade comercial de pães produzidos por fermentação natural. 

Lidar com pessoas não é uma tarefa fácil, mas é bacana a interação que este tipo de atividade proporciona. Ouvir "que coisa horrível!" de um alimento que eu preparei não é muito agradável, mesmo sabendo que de antemão que ouviria comentários do tipo, pois o paladar humano é variado e é exatamente essa característica que precisava e que proporcionou um universo variado de opiniões. Agora é tabular tudo isso e concluir uma parte do meu trabalho. Entendo as opiniões deste tipo, as pessoas da zona onde moro não estão acostumadas a comer pães produzidos por fermentação natural . O sabor azedo devido a presença de ácidos resultantes do processo de fermentação natural não lhes é familiar. Mas houve pessoas que disseram ter adorado, que preferiram o pão sourdough ao produzido com fermento comercial. Pode parecer que estudo gastronomia, mas é química. 



                












     

          


Todo dia 20 Novembro nos últimos anos observo pessoas questionarem a necessidade e validade do feriado da consciência negra, já que o Brasil é um país miscigenado e o que mais importante é evocar a consciência humana. Todos os questionamentos que ouvi e li vieram de pessoas brancas. A pouca melanina em suas peles as impossibilita de perceberem o país racista em que vivemos. Questionamentos como esses reforçam ainda mais a necessidade do dia da consciência negra. O mito da democracia racial que vendemos ao mundo é uma grande mentira.

Durante 350 anos as bases econômicas do Brasil foram construídas à custa do suor e sangue de pessoas arrancadas de seus lugares e trazidas à América para serem escravizadas. 127 anos após a abolição, o racismo de outrora pouco ou nada se alterou. Um feriado dedicado a esses homens e mulheres é pouco diante da liberdade que lhes foi tolida. Assistimos frequentemente templos de religiões de matriz africana serem atacados por cristãos protestantes, o que no passado era feito pelo catolicismo agora é feito por essas pessoas cheias de "amor cristão", que também incendeiam capelas tricentenários no interior de Minas Gerais e chutam imagens católicas e caçam os diretos das pessoas LGBT.

O cristianismo protestante em nada se diferencia de um religião abraâmica, que os ditos não radicais não se pronunciam sobre os comportamentos ridicais de seus pares. Cresci ouvindo que religiões de matriz africana eram coisa do demônio, mas sempre quis entender o porquê. São religiões de pessoas negras, por isso a demonização e perseguição. Um tempo atrás, motivado pela curiosidade fui a terreiro de Umbanda com alguns amigos. Durante as duas horas que lá estive não vi nada do que as pessoas cristãs diziam sobre. Apenas um culto com seus ritos, como uma missa ou uma reunião kardecista. 

Não tenho religião, mas sempre procurei ter uma visão de outras religiões isenta do proselitismo cristão. O Candomblé, a Umbanda, a Quimbanda, a Santeria e outras religiões existente no Caribe tem como origem a religião Iorubá, oriunda da região que hoje é corresponde à Nigéria. A cosmogonia e mitologia Iorubá é uma das mais linda que já vi. Outro dia encontrei uma série fotográfica de James C. Lewis ,  Yòrubá African Orishas que representa as divindades Iorubá.  Só há um pequeno erro no título a meu ver, Orixás Iorubá seria suficiente porque African dá a entender que corresponde a todo continente africano. Conhecer o significado dos nomes de divindade que o senso comum revestido de preconceito religioso atribui outros significados foi algo muito positivo para mim.


     OlorumDeus e criador do Universo

   


Obaluaiyê: Deus das doenças e enfermidades




Xangô  - Deus do fogo, raio e trovão. Representa o poder e sexualidades masculinas.



IemanjáDeusa-mãe da humanidade, divindade do mar.


Aganju:Deus dos vulcões e desertos.


Erinlè: Deus da saúde física e bem-estar, médico dos deuses.


Exú: Deus das encruzilhadas, mensageiro entre humanos e divindades.


ÌbejìDeuses da juventude e vitalidade, também conhecidos como os Gêmeos Sagrados.


                         ObataláDeus da humanidade e retidão espiritual e moral.



Obá: Deusa do casamento e domesticidade.


Oxumarê: Deus da mobilidade, cobra-arco-íris, guardião das crianças, senhor das coisas prolongadas e controlador do cordão umbilical.


    Ogum: Deus guerreiro do ferro, trabalho, política, sacrifício e tecnologia.


Okô: Deus da agricultura e colheita 


       OlokunDeus do oceano abissal, e significa "sabedoria imensurável".



Ori: Deus da intuição espiritual e destino




OxóssiDeus da caça e patrulha, protetor dos acusados e de quem busca justiça 


Oyá: Deusa guerreira do vento, mudanças bruscas e redemoinhos.


  Ossanha ou Ossaim: Deus da floresta. Curador natural, guardião das ervas.


XangôDeus do fogo, raio e trovão. 


Oxum: Deusa da beleza, amor, fertilidade e divindade dos rios.


Orunmilá: Deus da sabedoria, adivinhação e vidência.



                    
         Descobertas musicais.


     


     


O porquê do nome

Os elementos que compõem o Universo assemelham-se em seus respectivos funcionamentos, seja sob o aspecto macro ou micro - o átomo com suas partículas constituintes, os grupos de galáxias, os sistemas solares, os buracos negros e os seres humanos. Pode ser que seja apenas um Universo, mas há que diga que são vários e paralelos entre si e poder-nos-íamos existir em todos ao mesmo tempo.

Acredito que nós nos assemelhamos com o funcionamento de um Universo, seja ele macro ou micro. Compostos por elementos que orbitam nosso interior e exterior: sentimentos, pessoas à nossa volta, pessoas que nos influenciam, algumas por nossa vontade, outros por forças alheias a nós. Poderia enumerar uma infinidade de coisas. Cada qual sabe os elementos que compõe seu universo.

Neste planeta como somos muitos, existem vários, todos paralelos entre si. Eu sou um deles. Este blogue é uma fração do que o compõe, expresso no espaço-tempo, este último, influenciado pela gravidade dos corpos que orbitam-no, sejam virtuais, pessoais, imateriais, artísticos e científicos. Pode parecer confuso, metafórico, uma apropriação inapropriada de teorias científicas postuladas no último século. No entanto, descreve-me, em sua totalidade dá origem ao nome deste blogue


Blogosfera 

Passados mais de um ano desde que por aqui me aventurei, posso dizer que foi e é uma experiência positiva. Escrever essa série de posts me fez relembrar e retornar ao propósito original do blogue, o qual em alguns momentos eu perdi, diante de fase ruim que vivi alguns meses atrás e que me fez questionar a validade deste espaço e sua razão de existir. Pensei em excluí-lo algumas vezes, acredito que seja um pensamento recorrente na cabeça de muitos blogues. 

Por essas bandas tem gente interessante, encantadoras, divertidas, ácidas, solidárias, que através das palavras me encantam. É um ambiente um milhão de vezes menos tóxico que outras redes sociais, embora já tenha lido coisas que altamente tóxicas. Faz parte. 

O blogue pode ser meu, posso escrever o que que vier na telha. Mas escrevo baseado em meus princípios e tento ser livre de qualquer senso comum que contribua para a segregação de qualquer minoria quando opino sobre algum assunto. Minha orientação política é de esquerda e sou fortemente influenciado por pensadores marxistas, resultado de minha formação escolar. Não me arrependo nenhum pouco disso, nem teria como. 

Segundo as estatísticas do blogue que não são nada fiáveis, recebo visitas de vários países do mundo, mas creio que leitores sejam apenas pessoas de países de língua portuguesa ou de regiões onde a língua é minoritária, as demais visitas acredito serem em razão das imagens postadas no blogue. Em suma, portugueses e brasileiros. Recebi o pedido de uma editora romena, pedindo autorização para usarem uma imagem de um post em um livro, Os kama ssutras modernos". A imagem não era minha e a encontrei no Facebook, não podia dar autorização alguma.

Quanto ao anonimato, prefiro mantê-lo. Ainda não tenho culhão para para pôr minha foto no perfil. Tive de fazer alguns ajustes em contas de e-mail para que o que blogue não corresse o risco de ser encontrado por alguém que não fosse da minha vontade em partilhá-lo (Familiares, recrutadores de emprego, colegas de turma...). Não há nada de mais, mas um ou dois posts que há exposição de algumas coisas que considero too much information para as pessoas listadas acima, como o da barbie que traz pessoas até aqui através de buscas no Google pelos termos: "Barbie e Ken". Provavelmente inocentes garotinha ou garotinhos que espero que não leiam uma linha do que está escrito. Posso dizer que virginianos sofrem preconceito. Não entendo por que um aplicativo russo parecido com o Tinder traz a pessoas um blogue escrito por uma gay? Estou sendo preconceituoso com os russos. O post mais acessado chama-se Itália e me deixa um bocadinho envergonhado. Pelo visto quem não goza gostoso inferniza a vida dos outros, é isso que o Google me diz.