Universo Paralelo
Que os italianos são charmosos e elegantes já sabemos, mas uma coisa que algumas experiências me fizeram  perceber que também são dotados de muitas outras qualidades. Eu não poderia fugir ao senso comum que os latinos são "quentes" e de fato são (empirismos). Andando pelo Tumblr encontrei esse italianinho de putisima madre que me  fez recordar e muito um  itálo-espanhol que eu conheci. Eu vos apresento Leotakespix.

http://bahamvt.tumblr.com/tagged/me
http://bahamvt.tumblr.com/tagged/moi


























Que é a bala pra adultos presume- se pelo formato, mas por ser pra adultos tem que ser tão caro? $28.63 na Amazon.







Já até vejo ela cantando  O show das poderosas na cerimônia. (Quais serão os critérios para participar do Grammy? )




              Será o novo Jeito para sair do Armário?




Sobre Brendan Jordan


Só pode ser doença uma pessoa passar 10 minutos rindo de uma besteira dessas.


Anitta - Show das Poderosas




La Calle no es closet,  em bom português: "A rua não é um armário". É um desafio lançado pela produtora chilena Efecto Moral Films instigando casais homo a sacar fotos beijando-se  em espaços públicos. É uma interessante iniciativa de promoção da visibilidade, mas  em alguns lugares e países pode representar um risco a integridade física dos casais. Por aqui eu não tenho coragem para tal coisa, na argentina já beijei em publico algumas vezes e em uma cidade do interior, mas a Argentina é um modelo, possui  as leis mais avançadas do mundo na garantia de direitos a população LGBT.






O que você pensa sobre casais gays demonstrarem afeto em público?





Provavelmente  não estudarei até março, e como já fiz a prova do Enem preciso de algo para me  ocupar e de quebra satisfazer meus desejos de consumo (Uma Nikon D3200 e umas viagens de semana). Depois de cinco anos é hora de voltar ao mercado e aproveitar a taxa de desemprego relativamente baixa de 5,6%, não será  uma tarefa difícil conseguir um emprego formal. Eu não precisaria nem procurar, bastava passar em frente um call center que me puxavam pelo braço como os obreiros da igreja universal fazem e as ciganas querendo ler sua mão.(Escutei durante dois anos dentro do ônibus de segunda a sexta-feira operadores de telemarketing reclamarem do seu trabalho. Não deve ser nada bom).
Outro ponto é preparar o saco e todo emocional para não surtar por todo tempo gasto no transito. Nossos gestores públicos continuam com suas lógicas de planejamento e desenvolvimento dos anos 50. Incentivos para que cada vez mais pessoas lotem as ruas com carros e os BRT's que são mais lentos que tartaruga, ainda tenho esperança em um dia que priorizem os meios de transporte em massa (Trilhos, por favor trilhos!), isso sim é desenvolvimento ancorado nos princípios de sustentabilidade. E como vivo é uma cidade provinciana que vive copiando as ações da prefeitura de Belo Horizonte(a capital do estado), o genioso prefeito resolveu fazer um BRT aqui também no Sítio das Abóboras (Deus, perdoe ele, pois  ele não sabe o que faz.).

Nos mais

     É criar uma boa relação com o despertador



    Ter todo autocontrole possível





    Pontualidade


    No fim tudo pode ser festa



  
 



Esse post é uma continuação do post: Choro, que foi antecedido por esses: Tempo, Apenas seguirei, I can do It! e  Fim do dia.  É  uma tentativa de unir algumas pontas e dar sentido aos post anteriores e fazer uma análise de um período  da minha vida. Sou virginiano, e pessoas desse bendito signo tem hábitos como esse, uma necessidade visceral de passar quase tudo pelo crivo da razão, mesmo que "desliguem" essa característica por algum período em algum momento irão estar a analisar o que passou.

Depois de ter enviado as últimas coisas do Nego Gato que estavam comigo, lhe enviei uma mensagem o informando que eu havia enviado seus pertences. Não obtive resposta e não desejei tê-la. Vinte dias depois meu celular apita e vejo que tinha uma mensagem dele. Nesse momento a adrenalina invadiu meu sangue, meu coração disparou e meu corpo estremeceu. Pensei duas vezes se abriria ou não a mensagem. Parei por um instante e me questionei o quanto seria normal depois de três anos eu sentir meu corpo estremecer, sentir um frio na barriga por causa dele, uma pessoa que está a quatro mil quilômetros de distância e que não vejo a há quase dois anos. Abri e li. Ele pedia umas fotos que tiramos com alguns surfes do Couchsurfing. Eu disse que as mandaria. Três horas mais tarde eu resolvi romper minha promessa e perguntei como ele estava e desde então nos falamos diariamente, mantemos uma relação de carinho, cuidado e confidências, coisa que o tempo e distância não alteraram. Tomo todo cuidado para não questioná-lo em relação a sentimentos e sobre sua orientação sexual. Cada vez mais consigo livrar-me dos sentimentos de dependência em relação a ele, deixo sobressair o afeto e carinho que ainda sinto. Poderia dizer que é amor, mas ele foi único que tive sentimentos intensos e afeto, diferente do que eu sinto por familiares e por amigos. Só saberei como o tempo.



    




 Antecedentes:


2011 


Eu passei no vestibular. Sai de Minas Gerais e fui morar em Foz do Iguaçu, extremo oeste do estado do Paraná. Eu tinha dezoito anos e inúmeras inquietações que trouxe da adolescência para a vida adulta, uma delas era a minha orientação sexual. Vivi algumas experiências com um primo na adolescência, mas elas não foram suficientes convencer-me que sou gay. Eu acreditava que eu poderia encerrar essa dúvida se eu transasse como uma mulher. (Na minha cabeça de quatro anos atrás, uma ereção seria o suficiente para dizer que eu não era gay.) Durante o primeiro semestre de 2011 morei em uma residência universitária, um ambiente open-minded, cheio de gays e lésbicas e vários casais homos que passavam uma imagem positiva. (Eram tantos, que diziam que seria preciso criar cotas para héteros) Viver em esse ambiente contribuiu para deixar mais latente minha dúvida, chegando ao limite do insuportável. No segundo semestre essa inquietação foi tão grande, que procurei a psicóloga da universidade para sanar minha dúvida. A resposta que tive foi: 'Se você veio até a mim com essa dúvida é porque você tem a resposta'. Depois desse dia eu passei a acreditar que talvez eu fosse bissexual. (Muitos gays passam por essa fase, como uma tentativa de atenuar a sua homossexualidade quando essa não é bem resolvida). No segundo semestre conheci Nego Gato, quando passamos a fazer parte do mesmo grupo de amigos. Nesse tempo descobrimos várias coisas em comum, desenvolvemos uma certa proximidade, a ponto de todas as vezes que saíamos juntos e eu ficava bêbado ele sempre me levava para o meu quarto e me colocava para dormir. Nas férias de dezembro a março nos falamos por Facebook quase diariamente. Passamos toda as férias conversando por internet e nos aproximamos mais ainda, ao ponto que eu consegui dizer para ele que eu era gay. Nesse ponto me dei conta que eu não tinha nada de bissexual e que eu era gay. Assisti muitos filmes e documentários com temática homossexual, ajudaram muito no meu processo de aceitação. Ele foi a primeira pessoa que eu consegui dizer claramente isso, mesmo que tenha sido por Facebook. Desse dia em diante não tive mais nenhuma dúvida quanto a essa questão. (Ele me disse um tempo depois que nesse período eu dei entender várias vezes que estava interessando nele, se fiz isso, não percebi mesmo porque eu jurava que ele era hétero. Nessa época meu gaydar estava sendo fabricado.

    




2012

Em março de 2012 quando retornei das minhas férias O N. G me contou que estava apaixonado por um amigo em comum nosso. Não vi nada de anormal. Eu acreditava/acredito na possibilidade de ocorrer isso, existem pessoas se apaixonam uma pelas outras independentes do sexo ou orientação sexual. (Na minha santa inocência ele não era gay.) Uma semana depois fomos participar de um trote com calouros do meu curso no semáforo parra conseguir uns trocos para a calourada, nessa época estávamos morando em moradias diferentes, ele aproveitou que eu morava perto do lugar do trote e passou no meu quarto para tomar banho e tirar sujeira. Chegando ao quarto ele tentou me beijar, mas eu resisti, não tinha coragem suficiente para aquilo. Nunca antes tinha beijado um menino. Meu coração batia a mil, minha excitação aumentava. Ficamos num jogo de olhares por alguns minutos, até que ele me agarrou e me beijou, foi o primeiro beijo que dei num menino e representou o ápice do meu processo de aceitação. Essa foi a primeira vez que fiquei com um menino sem resultar em nenhum sentimento de culpa e nojo. Dois meses depois desse ocorrido, montamos uma república e fomos morar juntos. O N.G continuava apaixonado pelo nosso amigo, mas não tinha coragem suficiente para se declarar. Tentei encorajá-lo de todas as formas a fazê-lo, mas ele não quis. Nesse tempo continuamos ficando, mas desde o início eu sempre deixei claro que queria apenas sexo, mesmo sabendo o quão perigoso poderia ser esse tipo de envolvimento. 

Quatro meses depois de estarmos morando juntos, comecei a sentir sua falta quando não dormíamos juntos. Um interesse repentino apareceu, passei a sentir ciúmes quando ele estava próximo do nosso amigo. Percebi que tinha me apaixonado, estava de quatro por ele e não tinha volta. Por mais que eu tentasse aniquilar qualquer sentimento. Era impossível. Acordávamos juntos, dormíamos juntos e víamos um ao outro durante o dia na faculdade. Fui arremessado da minha zona de conforto, onde tudo era passado pelo crivo da razão. Deste momento em diante passei a ser governado pelas minhas emoções. Eu não me reconhecia, parecia um zumbi, passava boa parte do meu dia pensando nele. Diante dessa situação. Lhe disse que estava apaixonado. Ele me disse que não podia fazer nada, pois não sentia o mesmo, pois continuava apaixonado pelo nosso amigo. 

(Desde os 16 anos entrei num processo de auto-repressão e auto-anulação, virei um assexuado, apaixonar-me por alguém me permitiu sentir-me vivo).


Nesse tempo de paixão desenfreada aprendi a lidar com as minhas emoções e principalmente controlá-las sem precisar negá-las com ajuda de uma psicóloga. Aprendi a ler um poema e senti-lo e entendê-lo foras das regras literárias. Aprendi a escutar e sentir a emoção de uma música. Aprendi a escrever em primeira pessoa, esse talvez seja ganho maior conquistado com a terapia. Quando eu escrevia sobre mim, sempre escrevia em terceira pessoa; uma forma encontrada para reprimir minhas emoções. Tornei-me uma pessoa emotiva. Nos meses que seguiram convivi com uma dúvida constante, 'se ele gostava de outro por que ele estava sempre comigo? Eu era a pessoa quem ele sempre buscava quando estava perdido ou precisando de alguém para ouvi-lo. (ainda o faz) Passei um bom tempo tentando entender isso.

Vivemos juntos até outubro com as idas e vindas e sempre tentando por um fim na nossa “relação”, que nunca teve nome, ou formalidade alguma. Em outubro ele saiu da república, mas como tinha ido para uma próxima a minha dormia quase todas as noites comigo. Dois meses depois ele voltou para moramos juntos até fevereiro de 2013. Nesse tempo nos aproximamos mais ainda, vivíamos como um casal de namorados, embora ele deixasse claro que não sentia nada por mim. Eu já não sentia aquela paixão enlouquecedora, tinha um sentimento que não sei caracterizar, que surgiu da nossa convivência, uma preocupação mutua, um carinho suave e sublime, dormíamos na mesma cama sem precisa fazer sexo.


    





2013 -

Em Fevereiro de  o pai do N.G morreu, ele viajou para o enterro e decidiu ficar com a mãe em Manaus. Até setembro de 2013 mantivemos contato por internet. A distância o fez ver que ele gostava de mim. Tentamos terminar nosso contanto para facilitar o esquecimento para ambos. Tínhamos um elemento a nosso favor, a distância. Todas as tentativas de contar o vínculo foram infrutíferas, sempre voltamos a nos falar. Em setembro ele disse que faria um trabalho voluntário no interior do Amazonas. Um tempo depois descobrir que essa ida a selva incluía um processo de auto anulação e de renúncia a sua orientação se sexual e tudo e todos que fizeram parte da vida dele durante os dois anos que ele se afirmou como gay, nesse pacote eu estava incluso. Fui varrido  de sua vida  de uma hora para outra, sem nenhuma explicação. 

Não consigo entender como uma pessoa que teve um relacionamento de cinco anos com um primo na adolescência, na vida adulta apaixonou-se duas vezes por homens consegue acreditar que é possível modificar sua orientação sexual, além disso é uma pessoa esclarecida. Até Abril de 2014 não tive mais nenhuma notícia, me "joguei" por completo na vida, numa tentativa de esquecer ou bloquear qualquer lembrança que fizesse me lembrar do  N.G  Em   Abril  recebi um e-mail dele pedindo uma tentativa de contato sem nenhuma explicação que justificasse o silêncio dele por tanto tempo. Nesse ponto eu estava indiferente e descrente quanto a tudo, me tornei uma pessoa fria. Conversamos sobre amenidades por uma semana, até que não me contive e o questionei sobre o porquê dele ter dado as caras. Ele respondeu que por mais que ele tentou reprimir-se, era impossível. Eu interpretei essa atitude, como um sinal de que ele ainda gostava de mim de alguma maneira, isso foi o suficiente para eu alimentar inúmeras expectativas, mas o que eu não esperava era que isso  me frustraria e mais tarde eu sofreria, como sofri no ano de 2012. Por mais que ele se reconheça como gay, ele disse que por causa da religião dele, nunca terá ter nenhuma relação homossexual.

Hoje, me sinto livre por conseguir escrever sobre isso sem sentir um aperto no peito.



    



Eu morro e não vejo de tudo!


Será que essa moda pega?

 

#SELFIE - The Chainsmokers

  



O Selo Desabafo foi lançado pelo Rô Fernandes em comemoração aos quatros do Blog  Desabafo e,  como  um estimulo para a interação entre os blogueiros.  Fui indicado pelo pelo  Fred  do TPM de Macho  para responder o desafio e compartilhá-lo. "A regra é desabafar diante das perguntas abaixo e repassá-las  a quatro blogueiros."  Aproveito para matar um pouquinho da curiosidade do Bratz do Enfim! sobre mim.

1 - Quais eram suas 4 brincadeiras prediletas em sua infância?




2 - Quais foram seus 4 filmes prediletos em sua infância?


De volta a lagoa azul-  Assistia-o pelas cenas de sexo e para ver o Richard bater punheta. Isso passava na sessão da tarde, não tinha essa censura que temos hoje.
Esqueceram de mim 1,2,3,4..... -  Até hoje se passar eu assisto.
Peter Pan.   Eu queria ser igual ao  Peter Pan, nunca crescer.
Matilda. Sempre quis ter certos poderes para trucidar um seres da  rua aqui  de casa, que viviam me infernizando quando  eu era pequeno.


3 - Qual era o medo que você tinha?

Carro preto:  Diziam que um carro preto ficava parado nas ruas a espera de  crianças para sequestrá-las  e retirar seus órgãos. Eu não podia ver um Opala  preto parado na porta da escolaque eu morria de medo.
A mulher do algodão: Na escola eu entrava no banheiro e  dava três descargas, três pulos pro alto, falava três palavrões  para chamar a mulher do algodão. Se ela aparecia, não sei, nunca paguei para ver.
A Loira do Bonfim: A Lenda Urbana mais famosa de Belo Horizonte. 
"Ficou conhecida na cidade a lenda de uma mulher loira que conquistava os homens
 no centro da cidade e os convencia a ir na sua casa, no bairro do Bonfim.
Ao chegar lá ela se dirigia ao cemitério e dizia ser ali sua morada." 
( Eu tenho uma vizinha que jura que já viu a loira do Bonfim, acho que ela é lésbica). 

Homem do saco. Eu não podia ver um moço idoso com um saco nas costas que eu entrava em pânico.
Rato: Tenho pavor! Todo mundo diz que o cara é hétero até a primeira barata voadora aparecer, perto de mim pode passar um "enxame" de barata que eu nem saio do lugar.  Agora se for um rato, eu me desmonto toda. Viro uma menina.

Cobra: Não consigo nem ver na televisão que  já me dá um trem.


4- Qual era o seu desejo de consumo?
 A coleção completa dos Power Rangers. Eu não tinha o branco e o preto, os fodões que apareciam de vez em quando na série.


















A Barbie e o Ken.  Nunca ousei pedir pros meu pais.















5- Quais eram seus personagens infantis favoritos? 





6 - Comparando as crianças daquela época com as atuais,em seu ponto de vista, qual ponto positivo e negativo?


Na minha época as crianças tinham uma certa inocência.  Eram comportadas, educadas. Enfim, crianças!
As crianças de hoje estão tornanando-se adultas cada vez mais cedo, fazem o que querem e quando querem. Por mais que eu tente, eu não consigo encontrar nada positivo a não ser o acesso a informação, mas poucas, muito poucas fazem bom uso disso.


 7- Linkar a pessoa que indicou este selo.

Hecho!



8 - Indicar este selo para 4 blogueiros:



















  Lobos e Demônios








9 - Postar uma foto de infância ou algo que fez parte de sua infância:



Eu aos Seis Meses




Eu  tentando ser artista aos 10 ou 11 anos.  Sempre gostei de artesanatos, fiz muitos durante a infância.












                                       A face de Jesus feita numa serra tico-tico manual.




      Xuxa - Ilariê 

    




 




Cento e oitenta questões e uma redação.  Oito e nove de novembro, dois dias de prova. O Exame Nacional do Ensino Médio é muito mais que uma prova para acesso a universidades públicas e privadas no regime de bolsas. É um elemento em que preciso ter um bom rendimento para decidir meu destino incerto desde que desisti do meu antigo curso há aproximadamente cinco meses. Não que eu dependa de um curso superior para sobreviver, mas sempre desejei ter um. Teoricamente faz parte de uma escalada que você inicia na pré-escola. (Coisas de um sistema que te empurra pra isso) Cresci com a ideia que este é um elemento que propícia estabilidade financeira por toda a vida. Uma grande mentira desconstruída no primeiro ano na faculdade. O meu real desejo hoje por um curso superior, primeiramente é dar vazão a minha sede por conhecimento que sempre tive. Estudar para mim sempre foi um prazer. Esse talvez seja um dos motivos que me leve para um mestrado e doutorado e, como consequência disso a docência. Outro motivo é conquistar minha independência financeira.(Não suporto mais depender dos meus pais)



Nos últimos quatro anos passei por dois cursos superiores, ambos na mesma universidade. O meu primeiro curso foi uma licenciatura em química, que desisti pela simplificação de conteúdos. Segundo seus idealizadores um professor para o ensino fundamental e médio não necessita de conhecimentos aprofundados e complexos como um bacharel, condicionando os alunos apenas a prática docente em escolas, uma política do MEC para evitar o apagão profissional que acontecerá nos próximos anos; outro motivo pela desistência, foi a desvalorização da profissão professor no Brasil. Um operário com ensino médio ganha em torno de R$ 1.100 em Minas Gerais, um professor que passou quatro anos em um curso superior ganha míseros R$ 700,00. Não estou desmerecendo nenhuma profissão, mas é uma constatação óbvia diante da qualificação exigida para ser professor e operário.


O segundo curso foi Engenharia de Energias. Durante o tempo em que cursei vivi um momento pessoal conturbado, somado a nove meses de greve dos professores, uma estrutura insuficiente para um curso de tal complexidade (universidades novas têm dessas coisas), a falta de regulamentação do engenheiro de energias e as constantes mudanças na grade curriculares provocadas pela necessidade de reconhecimento do CREA/CONFEA, resultando em um curso completamente diferente do qual eu me inscrevi. Desisti, e não me arrependo. Se dizem que passamos boa parte de nossas vidas trabalhando, quero passá-las fazendo algo que eu gosto. Trabalhei como aprendiz num banco durante dois anos, nesse tempo  convivi com pessoas que passaram mais de vinte anos exercendo profissões que nunca gostaram. E sem soberba alguma, não quero isso pra mim.


Concentrei tantas energias para passar no vestibular na primeira vez, que quando eu alcancei meu objetivo, me senti perdido. Eu tinha acabado de fazer 18 anos, não tinha vivido muita coisa na vida. Sempre fui muito mimado pelos meus pais, faziam e decidiam tudo por mim. Quando passei no vestibular e fui morar sozinho, me descobri, provei dos sabores e dissabores de ser eu mesmo. Construí e dei forma as bases da minha personalidade. Libertei-me de alguns demônios, senti a liberdade, e esse sentimento talvez seja um dos mais intensos e sublimes que provei. Os últimos quatro anos, foram os mais felizes vividos até hoje. Em meio a todas essas conquistas eu não me encontrei profissionalmente. Talvez o tenha feito, mas meus medos e incertezas cegaram-me

Todo meu insucesso nesse último curso me jogou num oceano de questionamentos que carrego até hoje. Não sei qual profissão quero seguir. Não sei em que eu daria certo como profissional. Não encontro nada que vá de encontro as minhas habilidades e gostos. Eu não esperava quando entrasse em um curso superior eu mergulharia em um oceano de incertezas profissionais, onde eu duvidaria constantemente das minhas capacidades intelectuais. Acho que faltou paixão.

Amo estudar, tenho um gosto apurado por química, me excita quase na mesma proporção que tenho pelas humanidades (Geografia, história e filosofia), essa dicotomia me pira. Alimenta a insegurança, que me faz temer as decisões que tomarei daqui a pouco meses, onde terei que escolher que carreira superior seguir. Temo não ser acertar na decisão que tomarei. Química, Eng. Ambiental, Geografia... 

Certeza nunca terei e não vou me ater aos conselhos que dizem sou novo e isso é natural, mas eu não terei 22 anos eternamente. Espero sobrevier a isso, parece aquela fase do jogo que você demorar a passar, tenho medo desistir e nunca conseguir. Enquanto não encontro respostas, vou tentando. 






            Queen - The Show Must go On

          





Sempre suspeitei que alguns bumbuns tivessem vida própria. Depois de My Anacona Don't de Nicki Minaj não me restam dúvidas. O clipe oficial foi lançada já fez um tempo, mas o que eu não esperava era um cover altura, lançado antes mesmo do clipe oficial.






Dia dos finados, celebração cristã onde os mortos são lembrados.  Dia de dar vazão a tristeza e deixar a saudade dos que já se foram fluir. No Brasil essa data é sinônimo de visita aos cemitérios. No Paraguay a data é comemorada um pouco diferente, além das visitas distribuem balas e doces pras crianças nos cemitérios.  No México é sem dúvidas onde a celebração é mais expressiva, realizada de maneira distinta, indo na contramão dos demais países, por lá  dia dos mortos é sinônimo de festa. Considerada a celebração mais representativa da cultura mexicana, com origens em tradições Astecas. Segundo as crenças, os mortos vão para o infra-mundo, lugar de alegrias e riquezas, onde não existe bons e maus, contrapondo a concepção cristã de céu e inferno. Para os mexicanos dias dos mortos é uma data de reencontro com os que já se foram, segundo eles os mortos protegem os vivos e devem ser recebidos com festa. A festividade ganhou elementos españois, mas manteve a essência da celebração Asteca. As comemorações acontecem em dois dias: O dia primeiro de novembro é dedicado a alma das crianças, o dia dois de novembro dedicado a alma dos adultos. Cinco elementos caracterizam a celebração:


Oferendas: Ao retomar do infra-mundo os mortos são recebidos com comidas, caveirinhas, fotografias dos mortos, e se o falecido for uma criança, brinquedos são colocados  na mesa de oferendas.
 
Iluminando o caminho de regresso a casa: Durante as visitas aos cemitérios, ao longo do  dia ou a noite os familiares colocam velas nas tumbas, com o intuito de iluminar o regresso das almas a casa. Algumas famílias contratam grupos musicais para cantar as músicas preferidas do falecido diante do túmulo.
 
La Catrina: Os mexicanos utilizam a sátira para contornar a morte, um exemplo é caveira Catrina, vestida com diferentes peças de roupas, demonstrando a presença da morte no nosso cotidiano.

 
Caveiras Literárias: Verso rimados, que ironizam situações de personagens populares e impopulares, usando a morte com conotação humorística.

 
Pão dos Mortos: O pão que os vivos comem, elemento que não pode faltar nas mesas de oferendas. O mais comum é redondo, coberto com açúcar branca ou vermelha e com tiras que simulam os ossos.





Animação  Hasta Los Huesos: Curta-metragem premiado, que expressa a ironia e leveza com que os mexicanos tratam a morte.



  
The Book of Life - "Festa no Céu"  no Brasil ou "Livro da Vida" em Portugal. Animação de Guillermo del Toro conta a historia de um grupo de crianças bagunceiras  encaminhadas a uma visita guiada ao museu, como “punição” pelo mau comportamento. Lá, uma guia diferente resolve percorrer um caminho alternativo e os apresenta ao "Livro da Vida", que contém todas as histórias. A mais simbólica delas, baseada nas tradições mexicanas, envolve três mundos. Catrina/ La Muerte é uma adorada deusa ancestral, que governa a Terra dos Lembrados. Ela é ex-mulher de Xibalba, o governante da Terra dos Esquecidos, um trapaceiro. Em uma visita à Terra dos Vivos, eles fazem uma aposta. Se a jovem e bela Maria, filha da maior autoridade da cidade de San Angel, escolher se casar com o emotivo violinista Manolo, Catrina ganha, e Xibalba não poderá mais interferir no Mundo dos Vivos, como gosta de fazer; se o preferido for o valente Joaquim, Xibalba passa a governar, também, o Mundo dos Lembrados." (ADORO CINEMA)