Universo Paralelo



O Selo Desabafo foi lançado pelo Rô Fernandes em comemoração aos quatros do Blog  Desabafo e,  como  um estimulo para a interação entre os blogueiros.  Fui indicado pelo pelo  Fred  do TPM de Macho  para responder o desafio e compartilhá-lo. "A regra é desabafar diante das perguntas abaixo e repassá-las  a quatro blogueiros."  Aproveito para matar um pouquinho da curiosidade do Bratz do Enfim! sobre mim.

1 - Quais eram suas 4 brincadeiras prediletas em sua infância?




2 - Quais foram seus 4 filmes prediletos em sua infância?


De volta a lagoa azul-  Assistia-o pelas cenas de sexo e para ver o Richard bater punheta. Isso passava na sessão da tarde, não tinha essa censura que temos hoje.
Esqueceram de mim 1,2,3,4..... -  Até hoje se passar eu assisto.
Peter Pan.   Eu queria ser igual ao  Peter Pan, nunca crescer.
Matilda. Sempre quis ter certos poderes para trucidar um seres da  rua aqui  de casa, que viviam me infernizando quando  eu era pequeno.


3 - Qual era o medo que você tinha?

Carro preto:  Diziam que um carro preto ficava parado nas ruas a espera de  crianças para sequestrá-las  e retirar seus órgãos. Eu não podia ver um Opala  preto parado na porta da escolaque eu morria de medo.
A mulher do algodão: Na escola eu entrava no banheiro e  dava três descargas, três pulos pro alto, falava três palavrões  para chamar a mulher do algodão. Se ela aparecia, não sei, nunca paguei para ver.
A Loira do Bonfim: A Lenda Urbana mais famosa de Belo Horizonte. 
"Ficou conhecida na cidade a lenda de uma mulher loira que conquistava os homens
 no centro da cidade e os convencia a ir na sua casa, no bairro do Bonfim.
Ao chegar lá ela se dirigia ao cemitério e dizia ser ali sua morada." 
( Eu tenho uma vizinha que jura que já viu a loira do Bonfim, acho que ela é lésbica). 

Homem do saco. Eu não podia ver um moço idoso com um saco nas costas que eu entrava em pânico.
Rato: Tenho pavor! Todo mundo diz que o cara é hétero até a primeira barata voadora aparecer, perto de mim pode passar um "enxame" de barata que eu nem saio do lugar.  Agora se for um rato, eu me desmonto toda. Viro uma menina.

Cobra: Não consigo nem ver na televisão que  já me dá um trem.


4- Qual era o seu desejo de consumo?
 A coleção completa dos Power Rangers. Eu não tinha o branco e o preto, os fodões que apareciam de vez em quando na série.


















A Barbie e o Ken.  Nunca ousei pedir pros meu pais.















5- Quais eram seus personagens infantis favoritos? 





6 - Comparando as crianças daquela época com as atuais,em seu ponto de vista, qual ponto positivo e negativo?


Na minha época as crianças tinham uma certa inocência.  Eram comportadas, educadas. Enfim, crianças!
As crianças de hoje estão tornanando-se adultas cada vez mais cedo, fazem o que querem e quando querem. Por mais que eu tente, eu não consigo encontrar nada positivo a não ser o acesso a informação, mas poucas, muito poucas fazem bom uso disso.


 7- Linkar a pessoa que indicou este selo.

Hecho!



8 - Indicar este selo para 4 blogueiros:



















  Lobos e Demônios








9 - Postar uma foto de infância ou algo que fez parte de sua infância:



Eu aos Seis Meses




Eu  tentando ser artista aos 10 ou 11 anos.  Sempre gostei de artesanatos, fiz muitos durante a infância.












                                       A face de Jesus feita numa serra tico-tico manual.




      Xuxa - Ilariê 

    




 




Cento e oitenta questões e uma redação.  Oito e nove de novembro, dois dias de prova. O Exame Nacional do Ensino Médio é muito mais que uma prova para acesso a universidades públicas e privadas no regime de bolsas. É um elemento em que preciso ter um bom rendimento para decidir meu destino incerto desde que desisti do meu antigo curso há aproximadamente cinco meses. Não que eu dependa de um curso superior para sobreviver, mas sempre desejei ter um. Teoricamente faz parte de uma escalada que você inicia na pré-escola. (Coisas de um sistema que te empurra pra isso) Cresci com a ideia que este é um elemento que propícia estabilidade financeira por toda a vida. Uma grande mentira desconstruída no primeiro ano na faculdade. O meu real desejo hoje por um curso superior, primeiramente é dar vazão a minha sede por conhecimento que sempre tive. Estudar para mim sempre foi um prazer. Esse talvez seja um dos motivos que me leve para um mestrado e doutorado e, como consequência disso a docência. Outro motivo é conquistar minha independência financeira.(Não suporto mais depender dos meus pais)



Nos últimos quatro anos passei por dois cursos superiores, ambos na mesma universidade. O meu primeiro curso foi uma licenciatura em química, que desisti pela simplificação de conteúdos. Segundo seus idealizadores um professor para o ensino fundamental e médio não necessita de conhecimentos aprofundados e complexos como um bacharel, condicionando os alunos apenas a prática docente em escolas, uma política do MEC para evitar o apagão profissional que acontecerá nos próximos anos; outro motivo pela desistência, foi a desvalorização da profissão professor no Brasil. Um operário com ensino médio ganha em torno de R$ 1.100 em Minas Gerais, um professor que passou quatro anos em um curso superior ganha míseros R$ 700,00. Não estou desmerecendo nenhuma profissão, mas é uma constatação óbvia diante da qualificação exigida para ser professor e operário.


O segundo curso foi Engenharia de Energias. Durante o tempo em que cursei vivi um momento pessoal conturbado, somado a nove meses de greve dos professores, uma estrutura insuficiente para um curso de tal complexidade (universidades novas têm dessas coisas), a falta de regulamentação do engenheiro de energias e as constantes mudanças na grade curriculares provocadas pela necessidade de reconhecimento do CREA/CONFEA, resultando em um curso completamente diferente do qual eu me inscrevi. Desisti, e não me arrependo. Se dizem que passamos boa parte de nossas vidas trabalhando, quero passá-las fazendo algo que eu gosto. Trabalhei como aprendiz num banco durante dois anos, nesse tempo  convivi com pessoas que passaram mais de vinte anos exercendo profissões que nunca gostaram. E sem soberba alguma, não quero isso pra mim.


Concentrei tantas energias para passar no vestibular na primeira vez, que quando eu alcancei meu objetivo, me senti perdido. Eu tinha acabado de fazer 18 anos, não tinha vivido muita coisa na vida. Sempre fui muito mimado pelos meus pais, faziam e decidiam tudo por mim. Quando passei no vestibular e fui morar sozinho, me descobri, provei dos sabores e dissabores de ser eu mesmo. Construí e dei forma as bases da minha personalidade. Libertei-me de alguns demônios, senti a liberdade, e esse sentimento talvez seja um dos mais intensos e sublimes que provei. Os últimos quatro anos, foram os mais felizes vividos até hoje. Em meio a todas essas conquistas eu não me encontrei profissionalmente. Talvez o tenha feito, mas meus medos e incertezas cegaram-me

Todo meu insucesso nesse último curso me jogou num oceano de questionamentos que carrego até hoje. Não sei qual profissão quero seguir. Não sei em que eu daria certo como profissional. Não encontro nada que vá de encontro as minhas habilidades e gostos. Eu não esperava quando entrasse em um curso superior eu mergulharia em um oceano de incertezas profissionais, onde eu duvidaria constantemente das minhas capacidades intelectuais. Acho que faltou paixão.

Amo estudar, tenho um gosto apurado por química, me excita quase na mesma proporção que tenho pelas humanidades (Geografia, história e filosofia), essa dicotomia me pira. Alimenta a insegurança, que me faz temer as decisões que tomarei daqui a pouco meses, onde terei que escolher que carreira superior seguir. Temo não ser acertar na decisão que tomarei. Química, Eng. Ambiental, Geografia... 

Certeza nunca terei e não vou me ater aos conselhos que dizem sou novo e isso é natural, mas eu não terei 22 anos eternamente. Espero sobrevier a isso, parece aquela fase do jogo que você demorar a passar, tenho medo desistir e nunca conseguir. Enquanto não encontro respostas, vou tentando. 






            Queen - The Show Must go On

          





Sempre suspeitei que alguns bumbuns tivessem vida própria. Depois de My Anacona Don't de Nicki Minaj não me restam dúvidas. O clipe oficial foi lançada já fez um tempo, mas o que eu não esperava era um cover altura, lançado antes mesmo do clipe oficial.






Dia dos finados, celebração cristã onde os mortos são lembrados.  Dia de dar vazão a tristeza e deixar a saudade dos que já se foram fluir. No Brasil essa data é sinônimo de visita aos cemitérios. No Paraguay a data é comemorada um pouco diferente, além das visitas distribuem balas e doces pras crianças nos cemitérios.  No México é sem dúvidas onde a celebração é mais expressiva, realizada de maneira distinta, indo na contramão dos demais países, por lá  dia dos mortos é sinônimo de festa. Considerada a celebração mais representativa da cultura mexicana, com origens em tradições Astecas. Segundo as crenças, os mortos vão para o infra-mundo, lugar de alegrias e riquezas, onde não existe bons e maus, contrapondo a concepção cristã de céu e inferno. Para os mexicanos dias dos mortos é uma data de reencontro com os que já se foram, segundo eles os mortos protegem os vivos e devem ser recebidos com festa. A festividade ganhou elementos españois, mas manteve a essência da celebração Asteca. As comemorações acontecem em dois dias: O dia primeiro de novembro é dedicado a alma das crianças, o dia dois de novembro dedicado a alma dos adultos. Cinco elementos caracterizam a celebração:


Oferendas: Ao retomar do infra-mundo os mortos são recebidos com comidas, caveirinhas, fotografias dos mortos, e se o falecido for uma criança, brinquedos são colocados  na mesa de oferendas.
 
Iluminando o caminho de regresso a casa: Durante as visitas aos cemitérios, ao longo do  dia ou a noite os familiares colocam velas nas tumbas, com o intuito de iluminar o regresso das almas a casa. Algumas famílias contratam grupos musicais para cantar as músicas preferidas do falecido diante do túmulo.
 
La Catrina: Os mexicanos utilizam a sátira para contornar a morte, um exemplo é caveira Catrina, vestida com diferentes peças de roupas, demonstrando a presença da morte no nosso cotidiano.

 
Caveiras Literárias: Verso rimados, que ironizam situações de personagens populares e impopulares, usando a morte com conotação humorística.

 
Pão dos Mortos: O pão que os vivos comem, elemento que não pode faltar nas mesas de oferendas. O mais comum é redondo, coberto com açúcar branca ou vermelha e com tiras que simulam os ossos.





Animação  Hasta Los Huesos: Curta-metragem premiado, que expressa a ironia e leveza com que os mexicanos tratam a morte.



  
The Book of Life - "Festa no Céu"  no Brasil ou "Livro da Vida" em Portugal. Animação de Guillermo del Toro conta a historia de um grupo de crianças bagunceiras  encaminhadas a uma visita guiada ao museu, como “punição” pelo mau comportamento. Lá, uma guia diferente resolve percorrer um caminho alternativo e os apresenta ao "Livro da Vida", que contém todas as histórias. A mais simbólica delas, baseada nas tradições mexicanas, envolve três mundos. Catrina/ La Muerte é uma adorada deusa ancestral, que governa a Terra dos Lembrados. Ela é ex-mulher de Xibalba, o governante da Terra dos Esquecidos, um trapaceiro. Em uma visita à Terra dos Vivos, eles fazem uma aposta. Se a jovem e bela Maria, filha da maior autoridade da cidade de San Angel, escolher se casar com o emotivo violinista Manolo, Catrina ganha, e Xibalba não poderá mais interferir no Mundo dos Vivos, como gosta de fazer; se o preferido for o valente Joaquim, Xibalba passa a governar, também, o Mundo dos Lembrados." (ADORO CINEMA)









" Saci é um menino travesso de cor negra que possui apenas uma perna, usa uma carapuça ou gorro vermelho na cabeça e fica o tempo todo fumando cachimbo, costuma correr atrás dos animais para afugentá-los, gosta de montar em cavalos e dar nó em suas crinas. O Saci Pererê pode também aparecer e desaparecer misteriosamente, é muito irrequieto e não para um instante sequer, pois fica pulando de um lugar para outro e toda vez que apronta as suas travessuras, ele dá risadas alegres e agudas e gosta de assobiar principalmente quando não existem as noites de luar. Ao Saci Pererê são atribuídas às coisas que dá errado, ele entra nas casas e apaga o fogo, faz queimar as comidas das panelas, seca a água das vasilhas, dá muito trabalho às pessoas escondendo os objetos que dificilmente serão encontrados novamente, seu principal divertimento é atrapalhar as pessoas para se perderem. Dizem que ele veio do meio de um redemoinho e para espantá-lo as pessoas atiram uma faca no redemoinho que ele vai embora ou então o chamando pelo seu nome." Fonte: Só história




Hoje, faz mais ou menos treze anos que colori o último desenho do Saci na escola, eu estava na segunda série, numa daquelas aulas de artes para encher linguiça. Lembro quando eu viajava para a casa de minha avó no interior de Minas meus primos alimentavam meu imaginário com historias do Saci, do Curupira, do Lobisomem, da Mula sem Cabeça. Isso foi lá no início dos anos 2000. Acredito que essas histórias não façam parte dos imaginários das "crianças ipad", tomam conhecimento sobre por meio dos trabalhos obrigatórios nas aulas de artes, história ou português. 

O Saci é um dos personagens mais conhecidos do folclore brasileiro, talvez o mais conhecido - Tem até dia oficial instituído no calendário oficial brasileiro por meio da lei federal 2.762, com o objetivo de resgatar figuras do folclore brasileiro, em contraposição ao "Dia das Bruxas", ou Halloween, de tradição cultural celta. Propõe-se, que seja celebrado em 31 de Outubro. 

Essa lei é uma iniciativa interessante de promoção da cultura nacional, porém, quando o assunto é cultura e aculturação uma lei não impedirá esse processo de absorção de elementos da cultura estadunidense que acontece desde os anos 50, e este fenômeno não é uma exclusividade do Brasil, acontece em vários países do mundo devido a hegemonia dos E.U.A. Logicamente seria estranho, que crianças por aqui se fantasiassem e saíssem de porta em porta a dizer : "Doces ou travessuras"- coisa que não acontece, mas festas fantasias que num mix com a cultural brasileira rende resultados interessantes.













Paulo Rocha, um português que me faz suspirar todas as vezes que aparece em algumas cenas na novela Império.Ele tem um charme, um encanto, uma docilidade... Só não gostei desse sotaque brasileiro forçado, o sotaque português da um charme a mais pra ele. 

























|LOL| NUNCA HAVIA PENSADO SOB ESSE PONTO DE VISTA.








Morar em república é uma das alternativas mais baratas, senão a mais barata quando se escolhe estudar em outra cidade. 
No meu caso escolhi Frozen City (Foz do Iguaçu), uma linda e adorável cidade de fronteira, cheia de peculiaridades, vantagens e desvantagens. Em 30 minutos você pode estar tomando um café no fim da noite, 30 minutos mais tarde você pode estar na Argentina ou no Paraguay em uma festa e voltar para casa quase 24 horas depois. Nos últimos quatro anos passei por duas residências universitárias e três república s(mistas e masculinas) e no próximo ano talvez outras complementarão esta lista. A vida em república é rodeada de vários acontecimentos, nenhum dia é igual ao outro. Monotonia não existe, no lapso de uma hora você pode estar no se quarto jogado estudando, 30 minutos depois você pode estar numa festa. Tudo depende do seu ânimo e principalmente dos seus companheiros de casa. Nesse tempo, conheci amigos para a vida toda, “amigos” se tornaram inimigos mortais, me apaixonei por um dos meus companheiros de quarto, lidei com as mais variadas personalidades, convivi com hábitos estranhos e logicamente os meus foram estranhos para muitos. Adquiri aprendizados que só a vida em república poderia me proporcionar. Qualquer relação humana é rodeada de conflitos, com familiares não é fácil, imagina com cinco ou seis “desconhecidos” compartilhando uma casa. O dialogo é a melhor a melhor ferramenta para sobreviver em uma república. Tive pais e na maioria das vezes fui pai. Cada um vem como uma história de vida, que em alguns momentos se cruzam Aprendi que a minha noção de limpeza não a mesma noção dos meus companheiro de república, por isso foi necessário muitas vezes criar um padrão. Aprimorei minhas habilidades culinárias. Descobri o quão prazeroso é fazer a feira. É uma terapia escolher batatas e pensar nos problemas que você teve durante o dia. E o que não faltou nesse tempo foram situações estranhas, pra não dizer que algumas foram bizarras. Listei cinco situações fora do comum para mim.




Situação estranha Número I - Porno Lunch. 


Na primeira república que morei tinha um casal de namorados que transformaram a vida dos outros moradores num inferno. Viviam uma simbiose, um verdadeiro cosplay de Bananas de Pijamas. E o mais estranho eram os ruídos que os dois faziam durante a madrugada. Sempre tive curiosidade de saber o que “Mutante” fazia para a "Selvagem"rir tanto durante a madrugada. Quando não era risos eram gemidos. E isso foi o inferno para os moradores que estudavam no turno da manhã. Certo dia me preparando para almoçar, quando o casal "Mutante" e "Selvagem" entram no banho, até ai nada de estranho a não ser o fato do meu almoço ser embalado por gemidos, respiração ofegante e estalo de beijos. Só faltou tapas!


                                                                   
                        
  Qual a necessidade disso?







As casas no sul, geralmente não têm um isolamento acústico muito bom. "Mutantate" e "Selvagem" são fofos apelidos depois de um experimento com moscas feitos por uma das biologistas da república.


Situação estranha II - Pornot (Porno+Notebook)

Morei com um Boliviano por uns 8 meses. Nesse tempo, tentei a todo custo ajudá-lo aprender português, a ter um pouco de habilidade com os afazeres domésticos, a não ser tão irresponsável e achar que tudo é festa. Ele foi um filho que tive sem querer, me ensinou muitas coisas. Acho que levo jeito para ser pai. Um certo dia o notebook dele estragou e aproveitando que eu estava saindo de casa pediu o meu emprestado. Quando voltei, fui pegar meu no de volta, até ai nada demais, a não ser a surpresinha que ele deixou para mim. Quando abro o note, noto um respingo porra na tela e o teclado sujo. 



Ele não teve tempo de limpar, ou melhor teve sim, porque quando bati na porta quarto, ele demorou a abrir. Se demorou tanto, custava limpar? Era alguma mensagem subliminar que ele queria me deixar?




Situação estranha III - Sex Phone

No primeiro dia que cheguei na universidade fui direto para a moradia estudantil, por ser uma universidade nova quase não tinha alunos, o primeiro processo de seleção tinha acontecido seis meses antes, qualquer pessoa que chegasse tinha vaga "garantida" na moradia estudantil. Devidamente alojado, fui dormir a primeira noite longe de casa. Durante a madrugada acordo e tenho a infelicidade de escutar meu companheiro de quarto no final de uma sessão de sexphone. "Eu já gozei, você também, agora eu vou dormir". 



Eu não podia ter acordado 10 minutos depois? Não, se eu acordasse 10 minutos depois não seria eu.









Situação estranha IV: Live Porno


No tempo que morei nos alojamentos da universidade eu tive que compartilhar quarto com pessoas que nunca vi na vida. Ao começo isso foi estranho para minha mente paranóica, que imagina coisas do tipo: "E se ele me matar?" E se ele me estuprar? Com o passar do tempo me acostumei e adorei a ideia. Meus companheiros de quarto sempre tiveram suas namoradinhas e volta e meia elas apareciam para "dormir", ou apareciam quando eu já tinha dormido. Eu só dava conta quando eu acordava no outro dia ou quando cruzava com eles pelos corredores da universidade e ambos olhavam para mim com a cara: Será que ele ouviu algo?

Graças aos céus eu sempre tive um sono de pedra, depois que apago nada me acorda, a não ser as vezes que acordei com o forte cheiro de maconha entrando pela janela do quarto. Imaginar que alguém transou uno quarto, enquanto eu dormia me dá um certo nojinho. Custava me pedir para eu dar uma volta? 






Maridelo (Marijuana+ Pesadelo)
Na segunda residência universitária que morei meu vizinho de quarto cursavam antropologia, consumidores assíduos da "Mari", foram rara as vezes que passei em frente ao quartos deles e não senti cheiro de maconha. Como as janelas dos quartos eram muito próximas, as vezes a fumaça dos cigarros entrava no meu quarto. Numa noite me esqueci de fechar a janela. Acordei na madrugada em meio a uma névoa e cheiro muito forte de maconha, me sentindo um pouco estranho. 
Não sei se o fumo passivo de maconha é capaz de fazer alguém viajar, mas foi capaz de me despertar do meu sono de pedra.

Situação estranha VI :Porno Audio

Como já disse acima, a acústica das casas em Frozen city não é muito boa, geralmente são telhados ao estilo colonial, e os forros não são suficientes para isolar por completo os barulhos produzidos em cadac ômodo. Por esse detalhe arquitetônico, muitas vezes tive a infelicidade de escutar meus companheiros de república fazendo sexo. Essa situação não é nada excitante. Pelo menos para mim é muito desagradável, me dá um embrulho no estômago.

Na penúltima república que morei, teve um episódio que foi além do normal, a menina gritava tanto, que me perguntei várias vezes se ela não estava passando mal, morrendo ou sendo muito bem fodida. Foi algo similar a .Dark Fode.



E você, já vivei alguma situação semelhante?

                          

                 
                   Moby - Why does my heart feel so bad?

                               


Quem goza a vida não inferniza ninguém.


      
       Lana Del Rey- West Coast 

      


      Jane Birking e Serge Gaindbourg - Je T'aime Moi Non Plus


      


       Justin Timberlake - Sexy Back 

      















Acadêmia de Drags ou a "versão brasileira de Rupaul's Drag Race
Seguindo o formato do reality estadunidense oito candidatas disputam o título de Drag mais completa, uma peruca de cabelo natural Lully Hair, uma vigem internacional e um show produzido na boate paulistana Blue Space. Apresentado por Silvetty Montila e tendo como jurado fixo o estilista Alexandre Herchotovitch, o reality vai ao ar todas as segundas-feiras em um canal no Youtube. As comparações como com Rupaul's são invitáveis, mas devem ater-se ao escopo do programa. Ru'pauls estreou a sexta temporada em Maio pelo canal canal gay LOGO , tendo como premiação o título de “America’s Next Drag Superstar” e um prêmio de U$ 100 mil dólares. Ao contrário da mega produção do programa americano, Acadêmia de Drags conta com um baixo orçamento e a edição de vídeo deixa a desejar, visto que inúmeros programas no youtube contam com edições de vídeo dignas de programas de TV, mas nada disso descaracteriza o programa brasileiro. A iniciativa desse gênero não é a primeira no Brasil, em 2012 estreou pela TV Diário, Gliter em Busca de um Sonho, com direito a muita fechação de tempo e glamour - Nove drag's disputaram o prêmio de 3 mil reais ou um salão de beleza. O programa foi um sucesso na internet, consagrou os bordões, "Besha a senhora é destruidora mesmo, viu viado?" (Sangalo Schneider) e Shock de monstro (Rochelly Santrelly). Atualmente as duas viajam pelo Brasil apresentando seu show. Em maio Gliterestreou a segunda temporada, Olimpiadas, com 12 participantes, tem até drag anã. Pra quem curte essa faceta do universo Queer, vale a pena conferir os três programas.


Teaser promocional de Acadêmia de Drags.



Adorei  o Ahazaa besha da Silvetty na abertura do programa.

Episódio 1.
Episódio 2.

Teaser  promocional da 6ª temporada de RuPal's Drag Race




(No Brasil Rupaul's  está disponivel no Netflix.  Pra quem não tem Netflix os episódios podem ser baixados por torrent no The Pirate Bay, na minhão opinião a melhor opção para downloads depois da extinção do antigo Mega Upload).


Glitter em busca de um sonho - Episódio 01




Glitter Olimpíadas - Episodio 01 






América latina, expressão política para designar os países americanos de línguas latinas - Hispano-América,  Luso-América e Franco-América. Mais que uma expressão, somos um povo uno e diverso. Possuímos passado e presentes semelhantes, senão, igual. Um continente de contrastes, de múltiplas cores. Ao contrário do que muitos pensam e do que nos é ensinado, a América não foi descoberta, mas conquistada num processo de expansãoeconômica e territorial por países europeus. Não temos 500 anos, temos milênios de histórias e civilizações. Cincos séculos de historiografia sob a óptica dos conquistadores. Cinco séculos sob o jugo das potências. Cinco séculos sem dar vozes aos vencidos. Cinco séculos ressoando as vozes dos vencedores. É preciso conhecer nossas Raízes, é preciso conhecer nossa história. É preciso dar vozes aos vencidos. Todas nossas tentativas de emancipação foram duramente soterradas;inconfidências,conjurações, revoluções, governos progressistas. É preciso seguir lutando por nossa autonomia, é preciso buscar modelos de desenvolvimentos próprios, baseados na nossa realidade, modelos que refletem nossa sociedade heterogênea. É uma pena que o Brasil siga de costas para seus irmãos. É uma pena que por aqui não se conheça muito sobre eles. É uma pena que muitos brasileiros não se sintam latinos-americanos, que não saibam que são latinos-americanos. 
Calle 13 grupo porto-riquenho de rap/pop, conhecidos pela música de protesto que evoca a soberania latino-americana. Lhes deixo Latinoamaerica, um hino latino-americano na poesia e voz de Calle 13,Toto la Momposina (Cantora Colombiana), Susana Bacca(Cantora peruana), e Maria Rita.


       

Latinoamerica  ( Minha livre tradução, não sou expert no español)

Soy... soy lo que dejaron
Sou... Sou o que deixaram 
Soy toda la sobra de lo que se robaron
Sou toda a sobra do que roubaram
Un pueblo escondido en la cima
Um povo escondido no topo
Mi piel es de cuero, por eso aguanta cualquier clima
Minha pele é de couro, por isso aguenta qualquer clima
Soy una fábrica de humo
Sou uma fábrica de fumo
Mano de obra campesina para tu consumo
Mão de obra campesina para seu consumo
frente de frío en el medio del verano
Frente fria em pleno verão
El amor en los tiempos del cólera, mi hermano!
O amor nos tempos de cólera, meu irmão!
Soy el sol que nace y el día que muere
Sou o sol que nasce e o dia que morre
Con los mejores atardeceres
Com os melhores entardeceres
Soy el desarrollo en carne viva
Sou o desenvolvimento em carne viva
Un discurso político sin saliva
Um discurso político sem saliva
Las caras más bonitas que he conocido
Os rostos mais bonitos que conheci
Soy la fotografía de un desaparecido
Sou a fotografia de um desaparecido
La sangre dentro de tus venas
O sangue dentro de suas veias
Soy un pedazo de tierra que vale la pena
Sou um pedação de terra que vale a pena
Una canasta con frijoles, soy Maradona contra Inglaterra
Um cesto com feijão, sou Maradona contra Inglaterra
Anotándote dos goles
Marcando dois gols
Soy lo que sostiene mi bandera
Sou o que levanta minha bandeira
La espina dorsal del planeta, es mi cordillera
A espinha dorsal do planeta, minha cordilhera
Soy lo que me enseñó mi padre
Sou o que meu pai me ensinou
El que no quiere a su patría, no quiere a su madre
Ele que não gosta de sua pátria, que não gosta de sua mãe
Soy américa Latina, un pueblo sin piernas, pero que camina
Sou América Latina, um povo sem pernas, mas que caminha
Tengo mis dientes pa' cuando me sonrio
Tenho meus dentes para quando sorrio
La nieve que maquilla mis montañas
A neve maquia minhas montanhas
Tengo el sol que me seca y la lluvia que me baña
Tenho o sol que me seca e a chuva que me banha
Un desierto embriagado con peyote
Um deserto embriagado com cactos
Un trago de pulque para cantar con los coyotes
Um  gole de pulque para cantar com os coiotes
Todo lo que necesito, tengo a mis pulmones respirando azul clarito
Tudo que necessito, tenho meus pulmões respirando azul clarinho
la altura que sofoca,
A altura que sufoca
Soy las muelas de mi boca, mascando coca
Sou  as rodas da minha boca, mascando coca
El otoño con sus hojas desmayadas
O outono com suas folhas desmaiadas
Los versos escritos bajo la noches estrellada
Os versos escritos sob a noite estrelada
Una viña repleta de uvas
Uma parrera repleta de uvas
Un cañaveral bajo el sol en Cuba
Um canavial sob o sol em Cuba
Soy el mar Caribe que vigila las casitas
Sou  o mar do Caribe que guarda as casinhas
Haciendo rituales de agua bendita
Fazendo rituais com água benta
El viento que peina mi cabellos
O vento que penteia meus cabelos
Soy, todos los santos que cuelgan de mi cuello
Sou todos os santos pendurados em meu pescoço
El jugo de mi lucha no es artificial
O jogo da minha luta não é artificial
Porque el abono de mi tierra es natural
Porque o adubo da minha terra é natural
Totó La Momposina:
Tú no puedes comprar el viento
Tu não pode comprar o vento
Tú no puedes comprar el sol
Tu não pode comprar o sol
Tú no puedes comprar la lluvia
Tu no podes comprar a chuva
Tú no puedes comprar el calor
Tu não pode comprar o calor
Susana Bacca:
Tú no puedes comprar las nubes
Tu não pode comprar as nuvens
Tú no puedes comprar los colores
Tu não pode comprar as cores
Tú no puedes comprar minha alegria
Tu não pode comprar minha alegria
Tú no puedes comprar mis dolores
Tu não pode comprar minhas dores
Não se pode comprar o vento
Não se pode comprar o sol
Não se pode comprar a chuva
Não se pode comprar o calor
Não se pode comprar as nuvens
Não se pode comprar as cores
Não se pode comprar minha'legria
Não se pode comprar minhas dores
No puedes comprar el sol
Não se pode comprar o sol
No puedes comprar la lluvia
Não se pode comprar a chuva
(Vamos caminando)
(Vamos caminhando)
No riso e no amor
(Vamos caminando)
(Vamos Caminhando)
No pranto e na dor
(Vamos dibujando el camino)
(Vamos semeando o caminho)
No puedes comprar mi vida
Não se pode comprar minha vida
(Vamos caminando)
(Vamos caminhando)
La tierra no se vende
A terra não se vende
Trabajo bruto, pero con orgullo
Trabalho bruto, mas com orgulho
Aquí se comparte, lo mío es tuyo
Aqui se compartilha, o meu também é seu
Este pueblo no se ahoga con marullo
Este povo não se afoga com as marés
Y se derrumba yo lo reconstruyo
E se desmorona, eu o reconstruo
tampoco pestañeo cuando te miro
Não pisco quando te observo
para que te recuerde de mi apellido
Para que se lembre do meu sobrenome
La operación Condor invadiendo mi nido
A operação Condor invadindo meu ninho
Perdono pero nunca olvido
Perdoo, mas nunca esqueço
Oye!
Vamos caminando
Vamos caminhando
Aquí se respira lucha
Aqui respiramos luta
Vamos caminando
Vamos caminhando
Yo canto porque se escucha
Eu canto porque me escutam
Vamos caminando
Vamos caminhando
Aquí estamos de pie
Aqui estamos de pé
Que viva la américa!
Viva a América!