Ontem lendo um poste antigo e ao responder um comentário em um poste recente me deparei diante de uma situação que dentro da lógica linear não faria sentido, entretanto esqueci-me de um porém, sou humano e a última coisa que vai existir na vida de humano, é linearidade de sentimentos e pensamentos. Posso hoje estar dotado de clareza sobre a vida, demonstrando grande maturidade, mas ao reler este poste, concluo que amanhã posso não estar.
Qual a razão por me encontrar em dúvidas, incertezas e questionamentos, os quais já os respondi com total convicção e clareza tempos atrás? Porque ao observar aquilo que fora escrito, não teria razão para tê-los novamente. Nada fora escrito da boca para fora. Onde está aquele Gustavo? Não sei se a depressão que se instalou há pouco mais de um ano me fez estar no mar de dúvidas em que me encontro. Não consigo viver com leveza, porque os questionamentos se fazem presente mais do que tudo.
Onde fica a maturidade de um ano atrás? A maturidade se esconde em alguns momentos? Parece que tenho 15 anos novamente. A vida será sempre assim? Sempre estarei no abismo cíclico de provações e dúvidas todas as vezes que em que sofrerei perdas e problemas maiores se instalarem? A onde está a leveza do viver experimentada e palpável que tive em minhas mãos? A terei novamente? Não sei! Não sei! E não sei!
Os adultos mentem, quando dizem que depois dos dezoito as dúvidas acabam. Mentira! Não acabam, estarão ai durante toda a vida. É o que parece...
Volta Gustavo dos 22, eu preciso de você.
Aos 22 eu descobri que nem tudo precisa ser compreendido, viver satisfaz qualquer necessidade de compreensão. Esse é o sentido da vida, VIVER.
Aos 22 anos caminho livre, liberto de muitas amarras, outros nós ainda esperam para serem desatados. Caminho com poucos pesos sobre mim, confiante, mas temoroso.