Eu não queria mais falar de política, mas ontem foi um dos dias mais vergonhosos história recente do Brasil. Vinte e um anos de ditadura militar não foi suficiente para muitos brasileiros entenderem a importância da democracia, talvez mais 21 sejam suficientes
Assistir a uma quantidade grande de pessoas clamarem pelo Impeachment de uma presidente que até o momento não foi julgada por nenhum crime, e por intervenção militar é no mínimo risível..
Fora as demonstrações de misoginia, racismo e ódio. Acredito que a maioria dessas pessoas que saíram as ruas ontem não sabem em que consiste um processo de Impeachment, tampouco sabem, que respeitar o resultado de uma eleição é parte vital da democracia. A corrupção e a cobrança excessiva de imposto existe no Brasil desde 1500, não foi inventada há 12 anos atrás e não cessara nos próximo anos. Atacar a uma pessoa e um partido ao invés de atacar o sistema político em si não é a solução para a corrupção. A solução para os problemas latentes do Brasil chama-se reforma política e democratização dos meios de comunicação.
Fora as demonstrações de misoginia, racismo e ódio. Acredito que a maioria dessas pessoas que saíram as ruas ontem não sabem em que consiste um processo de Impeachment, tampouco sabem, que respeitar o resultado de uma eleição é parte vital da democracia. A corrupção e a cobrança excessiva de imposto existe no Brasil desde 1500, não foi inventada há 12 anos atrás e não cessara nos próximo anos. Atacar a uma pessoa e um partido ao invés de atacar o sistema político em si não é a solução para a corrupção. A solução para os problemas latentes do Brasil chama-se reforma política e democratização dos meios de comunicação.
A intervenção militar de 64 durou 21 anos, estima-se que 3000 pessoas foram mortas pelo terrorismo de estado. Na Argentina estimasse que 30.000 pessoas foram mortas pelo Estado. Os anos 60, 70 e 80 representam um dos períodos mais obscuros da história latino-americana, quando uma onda de ditaduras militares financiadas pelos E.U.A tomou conta do continente. É irônico um país pais defensor da "liberdade" apoiar ditaduras por elas estarem de acordo com uma "liberdade" que não choca-se contra seus interesses.
Se por acaso se eu assistir uma marcha em prol da volta da escravidão, do quinto e da derrama, eu não vou achar estranho.
"Burrice" vem de longa data.
Ele não deve saber como os britânicos amam Margaret Thatcher.






